{"id":21608,"date":"2013-02-06T16:10:00","date_gmt":"2013-02-06T16:10:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=21608"},"modified":"2013-02-06T16:10:00","modified_gmt":"2013-02-06T16:10:00","slug":"diocese-de-aveiro-quer-reorganizar-se","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/diocese-de-aveiro-quer-reorganizar-se\/","title":{"rendered":"Diocese de Aveiro quer reorganizar-se"},"content":{"rendered":"<p>Durante quatro dias, bispos, padres e di\u00e1conos abordaram \u201ca Igreja que queremos ser\u201d. D. Ant\u00f3nio Francisco promete \u201cser consequente quanto \u00e0s sugest\u00f5es apresentadas\u201d.<\/p>\n<p>\u201cSem precipita\u00e7\u00f5es mas sem demoras, cumpre-me ser consequente quanto \u00e0s sugest\u00f5es apresentadas nestes dias\u201d, afirmou o Bispo de Aveiro, na conclus\u00e3o das jornadas de forma\u00e7\u00e3o permanente para padres e di\u00e1conos, que decorreram na Casa Diocesana, em Albergaria-a-Velha, de 28 a 31 de janeiro. Em reflex\u00e3o estiveram tr\u00eas grandes assuntos, a reforma da c\u00faria (secretariados e servi\u00e7os diocesanos), a reorganiza\u00e7\u00e3o territorial, incluindo a distribui\u00e7\u00e3o do clero, e a inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 (catequese e pastoral dos sacramentos do Batismo, Eucaristia e Crisma). A forma\u00e7\u00e3o teve como tema geral \u201cDa Miss\u00e3o Jubilar \u00e0 Igreja que queremos ser\u201d.<\/p>\n<p>D. Ant\u00f3nio Francisco lembrou que a Miss\u00e3o Jubilar \u00e9 a hora oportuna para refletir e agir no sentido de \u201csermos Igreja que vive a mesma f\u00e9 na abertura \u00e0 novidade de Deus e \u00e0 ousadia do Esp\u00edrito\u201d. E afirmou: \u201cAs estruturas diocesanas s\u00e3o meios e n\u00e3o fins. N\u00e3o basta que existam, \u00e9 preciso que funcionem para servir as pessoas e sermos melhor Igreja\u201d.<\/p>\n<p>Servi\u00e7os simples <\/p>\n<p>e funcionais<\/p>\n<p>Sobre a c\u00faria diocesana, quanto \u00e0 sua organiza\u00e7\u00e3o, coordena\u00e7\u00e3o e rela\u00e7\u00e3o com as realidades territoriais, os padres de Aveiro apontaram as seguintes propostas \u201crumo ao futuro\u201d, conforme se l\u00ea numa s\u00edntese do encontro elaborada pelo P.e Jo\u00e3o Alves: emagrecer as estruturas diocesanas, tornando a sua organiza\u00e7\u00e3o mais simples, funcional e aut\u00eantica; dinamizar a realidade dos arciprestados como unidade de a\u00e7\u00e3o pastoral coordenada a n\u00edvel territorial; potenciar o Gabinete de Imagem e Comunica\u00e7\u00e3o da diocese para que a comunica\u00e7\u00e3o seja verdadeiramente importante nos tempos que correm; primar pela compet\u00eancia e lideran\u00e7a nos servi\u00e7os diocesanos. Prop\u00f4s-se ainda a cria\u00e7\u00e3o de uma equipa que, com base nestas ideias, elabore um organograma da c\u00faria diocesana.<\/p>\n<p>Apostar no arciprestado <\/p>\n<p>e envolver leigos<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 reestrutura\u00e7\u00e3o paroquial e \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o do clero, o documento-s\u00edntese refere: \u201cSentiu-se que a Miss\u00e3o Jubilar traz consigo caminhos de renova\u00e7\u00e3o, se assim soubermos aproveitar, entre outras realidades, o dinamismo dos leigos envolvidos, a valoriza\u00e7\u00e3o das equipas arciprestais de pastoral e dos conselhos paroquiais nas novidade das suas propostas, as iniciativas que interpelam a uma nova atitude de evangeliza\u00e7\u00e3o, um melhor conhecimento do que temos e somos\u201d. Os padres e di\u00e1conos afirmam que \u201ch\u00e1 muito a fazer para que o arciprestado [conjunto de par\u00f3quias que, geralmente, corresponde ao concelho] viva como uma pastoral de conjunto\u201d, ainda que haja \u201ccaminhos de amizade e unidade entre os sacerdotes\u201d. Defendeu-se a abertura \u00e0 \u201ccolabora\u00e7\u00e3o laical\u201d e concordou-se com a possibilidade de unidades pastorais, isto \u00e9, um conjunto de par\u00f3quias sob a dire\u00e7\u00e3o de uma equipa de padres mais di\u00e1conos, leigos e religiosos, \u201cquando oportuno\u201d.<\/p>\n<p>Unidade na celebra\u00e7\u00e3o <\/p>\n<p>do Batismo<\/p>\n<p>O documento-s\u00edntese aponta, por fim, \u201calgumas inquieta\u00e7\u00f5es\u201d quanto \u00e0 pastoral dos sacramentos da inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3. Afirma que \u00e9 importante haver propostas para adultos que pedem forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3 e para crian\u00e7as que se preparam para os sacramentos, tanto mais que a diocese \u201cvive em atitude mission\u00e1ria\u201d. Alerta para a necessidade de \u201cunidade na Igreja em Portugal\u201d neste campo, tal como na Diocese de Aveiro. Por outras palavras, os padres pedem orienta\u00e7\u00f5es que \u201cunifiquem\u201d sem uniformizar. O documento denuncia que a \u201ccatequese longa\u201d nem sempre \u201cconduz a op\u00e7\u00f5es de vida conformes com a f\u00e9 professada\u201d e termina em tom mais pedag\u00f3gico. Quando se trata do Batismo em \u201csitua\u00e7\u00f5es irregulares\u201d, que o documento n\u00e3o identifica mas se referem provavelmente ao caso de pais divorciados, em uni\u00e3o de facto e recasados civilmente, \u201ca atitude de acolhimento deve ser cada vez mais percet\u00edvel\u201d e dela devem resultar \u201cpropostas de acompanhamento exigentes e frutuosas\u201d.<\/p>\n<p>Reflex\u00e3o alargada<\/p>\n<p>As jornadas privilegiaram a \u201clivre interven\u00e7\u00e3o de padres e di\u00e1conos nas suas preocupa\u00e7\u00f5es sobre os temas\u201d. Na s\u00edntese elaborada por Jo\u00e3o Alves adianta-se que n\u00e3o houve \u201cconclus\u00f5es\u201d propriamente ditas sobre os trabalhos porque se quis deixar \u201cespa\u00e7o em aberto para que outras inst\u00e2ncias diocesanas de aconselhamento possam intervir nas problem\u00e1ticas apresentadas\u201d e para que \u201cas inst\u00e2ncias pastorais competentes possam aproveitar a reflex\u00e3o do clero da diocese\u201d. \u201cTemos consci\u00eancia que levant\u00e1mos o v\u00e9u a uma reflex\u00e3o que n\u00e3o est\u00e1 e nunca estar\u00e1 fechada por evoluir ao ritmo da pr\u00f3pria Igreja\u201d, pode ler-se. Por isso mesmo, assinale-se como algo de positivo as v\u00e1rias notas de imprensa que o Gabinete de Comunica\u00e7\u00e3o e Imagem da Diocese de Aveiro emitiu ao longo das jornadas. Provocaram v\u00e1rias not\u00edcias na imprensa regional, o que constituiu uma forma de alargar a reflex\u00e3o a outras pessoas.<\/p>\n<p>Patriarca contra o individualismo da f\u00e9<\/p>\n<p>As jornadas abriram com a interven\u00e7\u00e3o do Cardeal-Patriarca de Lisboa, que lembrou que a nova evangeliza\u00e7\u00e3o \u00e9 um desafio deixado por Jo\u00e3o Paulo II em rea\u00e7\u00e3o \u00e0s tend\u00eancias da \u201ctecnocracia da evangeliza\u00e7\u00e3o\u201d e ao risco de a Igreja \u201cperder o vigor do an\u00fancio do Evangelho nas estruturas onde est\u00e1 implantada\u201d. D. Jos\u00e9 Policarpo real\u00e7ou o valor da comunidade sobre o individualismo dizendo que \u201co \u2018n\u00f3s\u2019, na alegria de pertencer a uma Igreja concreta, deve sobrepor-se a individualismos da f\u00e9\u201d, pelo que na comunidade-diocese o exerc\u00edcio do sacerd\u00f3cio \u00e9 uma \u201cfor\u00e7a colegial e n\u00e3o autoridade individual\u201d. Na mesma linha, sobre a rela\u00e7\u00e3o entre bispo e padres, afirmou que \u201cquem obedece tem sempre raz\u00e3o; quem manda, nem sempre\u201d. Contra o individualismo, disse ainda: \u201cNo dia em que eu confessar apenas a minha f\u00e9 e n\u00e3o a f\u00e9 da Igreja, estou a confessar apenas uma fezada\u201d.<\/p>\n<p>D. Jos\u00e9 Policarpo, que \u00e9 atualmente presidente da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa, afirmou que \u201cn\u00e3o h\u00e1 nova evangeliza\u00e7\u00e3o sem celebrar bem a Eucaristia, que n\u00e3o deve ser formalista e \u00e9 muito mais do que ir \u00e0 missa\u201d. Sobre as estruturas pastorais, disse que s\u00e3o \u201cnecess\u00e1rias e invit\u00e1veis\u201d, mas podem e devem ser \u201cemagrecidas\u201d.<\/p>\n<p>Sacramentos s\u00e3o alicerces e n\u00e3o metas<\/p>\n<p>\u201cOs sacramentos s\u00e3o alicerces, pontos estruturantes, meios da gra\u00e7a, pelos quais a inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 acontece e nunca pontos de chegada ou diplomas de assiduidade e bom comportamento na catequese\u201d, afirmou P.e Paulo Mal\u00edcia, diretor do Departamento de Catequese do Patriarcado de Lisboa, segundo o qual se perde demasiado tempo a \u201cdiscutir a data do Crisma\u201d, em vez de se olhar para o que a Igreja prop\u00f5e. O sacerdote lamentou a falta de unidade de crit\u00e9rios e propostas para os sacramentos da inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 \u2013 Batismo, Comunh\u00e3o e Crisma \u2013 nas diferentes dioceses portuguesas. O mesmo \u00e9 sentido pelos padres de Aveiro, que, por isso, pedem aos bispos portugueses que definam crit\u00e9rios de unidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pastoral sacramental da Igreja.<\/p>\n<p>Menos 38 padres em 10 anos<\/p>\n<p>D. Ant\u00f3nio Francisco afirmou que em 10 anos a diocese perdeu 38 padres. \u201c\u00c9ramos 115 h\u00e1 dez anos, somos 77 agora\u201d, apontou, pedindo a cada padre e a cada di\u00e1cono o empenho numa pastoral vocacional que chame, proponha e testemunhe a alegria de servir a Cristo com entusiasmo. \u201cNingu\u00e9m nos substituir\u00e1 nesta miss\u00e3o da pastoral vocacional\u201d, disse D. Ant\u00f3nio Francisco.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante quatro dias, bispos, padres e di\u00e1conos abordaram \u201ca Igreja que queremos ser\u201d. D. 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