{"id":21633,"date":"2013-02-06T16:29:00","date_gmt":"2013-02-06T16:29:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=21633"},"modified":"2013-02-06T16:29:00","modified_gmt":"2013-02-06T16:29:00","slug":"carlos-de-faria-jornalista-e-escritor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/carlos-de-faria-jornalista-e-escritor\/","title":{"rendered":"Carlos de Faria, jornalista e escritor"},"content":{"rendered":"<p>Aveirenses Not\u00e1veis <!--more--> Natural de Lisboa, Carlos de Faria e Melo fixou resid\u00eancia em Aveiro, cidade onde se notabilizou como jornalista e escritor, tendo sido agraciado pelo Rei D. Carlos com o t\u00edtulo de 1.\u00ba Bar\u00e3o de Cadoro. Textos de Cardoso Ferreira.<\/p>\n<p>Carlos de Faria e Melo nasceu na freguesia lisbonense de Santa Justa, no dia 12 de julho de 1849, e faleceu em Aveiro, em julho de 1917, tendo exercido atividades t\u00e3o diversas como escritor, jornalista, pol\u00edtico e diplomata.<\/p>\n<p>Ainda que nascido na capital, Carlos de Faria era filho do aveirense Jos\u00e9 da Silva e Melo e da brasileira Ana de Faria e Magalh\u00e3es (ambos falecidos em Aveiro) e irm\u00e3o de Jorge de Faria e Melo e de Paula de Faria e Melo, casada com Bernardo Xavier de Magalh\u00e3es.<\/p>\n<p>Carlos de Faria e Melo casou, pela primeira vez, no dia 30 de junho de 1869, em Lisboa, com uma prima, de origem brasileira, de nome Maria Teresa de Melo Soares de Freitas, filha do Francisco da Silva e Melo Soares de Freitas, 1.\u00ba Visconde do Barreiro. Desse casamento nasceu, em 7 de julho de 1871, Maria Teresa de Faria e Melo, que faleceu em Aveiro, no ano de 1929, ent\u00e3o j\u00e1 detentora do t\u00edtulo de 1.\u00aa Baronesa da Recosta. O segundo casamento foi com a espanhola Rosa Elo\u00edsa de Milanos y Cossi. Deste segundo casamento nasceram dois filhos: Carlos de Faria de Milanos, nascido em Aveiro, no dia 3 de dezembro de 1879, e que usou o t\u00edtulo de 2.\u00ba Bar\u00e3o de Cadoro, e Ana de Faria e Melo de Milanos, nascida no dia 6 de Janeiro de 1880. Pelo lado paterno, Carlos de Faria \u00e9 bisav\u00f4 do pol\u00edtico e poeta Manuel Alegre.<\/p>\n<p>Agraciado <\/p>\n<p>pelo Rei D. Carlos<\/p>\n<p>Formado em Direito pela Universidade de Coimbra, Carlos de Faria iniciou, ainda muito novo, a sua carreira jornal\u00edstica, tendo fundado e dirigido diversos jornais, alguns de cariz liter\u00e1rio. Como escritor, publicou v\u00e1rios livros. Para al\u00e9m disso, desempenhou cargos pol\u00edticos, designadamente o de Administrador do Concelho de Aveiro e o de Governador Civil do Distrito de Aveiro, tendo sido tamb\u00e9m C\u00f4nsul de Espanha em Aveiro.<\/p>\n<p>Por decreto datado de 16 de novembro de 1893, o Rei D. Carlos, de Portugal, atribu\u00edu-lhe o t\u00edtulo de 1.\u00ba Bar\u00e3o de Cadoro, o qual poderia ser usado por duas gera\u00e7\u00f5es. J\u00e1 o pa\u00eds vizinho, concedeu-lhe o grau de Comendador da Ordem de Isabel a Cat\u00f3lica.<\/p>\n<p>Referindo-se a Carlos de Faria, o jornalista aveirense Eduardo Cerqueira descreveu-o como sendo uma \u201cdistinta figura de homem do grande mundo, com gostos cosmopolitas, frequentador de Paris e de outras prestigiosas cidades europeias \u2013 que s\u00f3 raros, ao tempo, visitavam \u2013, dissipador de fortunas dado a certas extravag\u00e2ncias, que fazia morder de emula\u00e7\u00e3o o provinciano patr\u00edcio de comedidos h\u00e1bitos burgueses. Por diletantismo, e porque lhe n\u00e3o escasseasse a veia, entregava-se, desde os tempos de estudante universit\u00e1rio, ao jornalismo, mais liter\u00e1rio que pol\u00edtico, se bem que neste dom\u00ednio metesse por vezes oportuna colherada, com certo vigor e alguma gra\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>Carlos Faria foi redator efetivo do jornal \u201cO Povo de Aveiro\u201d. Fundou e dirigiu o jornal \u201cA Locomotiva\u201d (que se autointitulava \u201cPeri\u00f3dico dos Caminhos de Ferro\u201d). Com Gerv\u00e1sio Lobato, fundou o peri\u00f3dico \u201cCom\u00e9dia Portuguesa\u201d, tendo ainda integrado a reda\u00e7\u00e3o do \u201cJornal do Norte\u201d, de Ant\u00f3nio Augusto Teixeira de Vasconcelos.<\/p>\n<p>No \u201cLocomotiva\u201d, Carlos de Faria tamb\u00e9m assinou textos com o pseud\u00f3nimo \u201cCarv\u00e3o\u201d, nome \u201cinspirado no t\u00edtulo do trisseman\u00e1rio\u201d (sa\u00eda \u00e0s ter\u00e7as, quintas e s\u00e1bados), como real\u00e7ou Eduardo Cerqueira num texto sobre jornais e jornalistas aveirenses.<\/p>\n<p>Como escritor, Carlos de Faria publicou v\u00e1rias obras de fic\u00e7\u00e3o, nomeadamente os livros intitulados \u201cUm Conto de Reis\u201d, \u201cO Piano\u201d, \u201cPortugueses Cosmopolitas\u201d e \u201cDiniz\u201d. Em colabora\u00e7\u00e3o com Joaquim de Melo Freitas, publicou a obra \u201cHomenagem ao distinto explorador de \u00c1frica Serpa Pinto\u201d. Para al\u00e9m disso, cooperou em diversas iniciativas de relevo na vida social e cultural aveirense.<\/p>\n<p>\u201cLocomotiva\u201d, jornal de ambi\u00e7\u00e3o nacional <\/p>\n<p>Sediado em Aveiro e com correspondentes em Lisboa (Gerv\u00e1sio Lobato), Porto (Lu\u00eds de Magalh\u00e3es, filho de Jos\u00e9 Est\u00eav\u00e3o Coelho de Magalh\u00e3es) e Coimbra (Alexandre da Concei\u00e7\u00e3o), o jornal \u201cLocomotiva\u201d tinha grandes ambi\u00e7\u00f5es. O primeiro n\u00famero saiu a p\u00fablico no dia 15 de maio de 1883, conforme notou Eduardo Cerqueira, ao escrever que na extensa lista de colaboradores que logo no primeiro n\u00famero \u201canuncia em grandes caracteres, inclui nomes dos mais ilustres das letras nacionais, com alguns dos quais privou o diretor\u201d. Carlos de Faria e Melo prometia a \u201ccolabora\u00e7\u00e3o de escritores e intelectuais da estirpe e nomeada de Ant\u00f3nio C\u00e2ndido, Ant\u00f3nio Feij\u00f3, Camilo, Conde de Samod\u00e3es, Fernando Caldeira, Joaquim de Vasconcelos, Oliveira Martins, Teixeira de Queir\u00f3s e Visconde de Benalcanfor. Acrescentar-lhes-ia, em n\u00fameros posteriores, Guilherme de Azevedo \u2013 ent\u00e3o j\u00e1 falecido, mas de que publica algumas produ\u00e7\u00f5es, n\u00e3o sabemos se in\u00e9ditas \u2013, E\u00e7a de Queir\u00f3s, Ramalho, o bot\u00e2nico J\u00falio Henriques \u2013 ligado a Aveiro pelo casamento e pela jazida que escolheu \u2013, Te\u00f3filo Braga e outros. Entre os cultores locais das boas letras n\u00e3o comprometidos e absorvidos noutras colabora\u00e7\u00f5es regulares, mencionava Sebasti\u00e3o e Jaime de Magalh\u00e3es Lima, Melo Freitas, Marques Gomes e Agostinho Pinheiro\u201d.<\/p>\n<p>No primeiro n\u00famero do \u201cLocomotiva\u201d, foi publicado um poema que Camilo Castelo Branco enviou a Carlos de Faria, poema que Eduardo Cerqueira considerava ser in\u00e9dito e s\u00f3 publicado naquele jornal aveirense.<\/p>\n<p>O \u00faltimo n\u00famero do jornal \u201cLocomotiva\u201d foi publicado no dia 27 de setembro de 1883, tendo sido publicados 59 n\u00fameros.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aveirenses Not\u00e1veis<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-21633","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21633","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21633"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21633\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21633"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21633"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21633"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}