{"id":21643,"date":"2013-02-06T16:46:00","date_gmt":"2013-02-06T16:46:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=21643"},"modified":"2013-02-06T16:46:00","modified_gmt":"2013-02-06T16:46:00","slug":"alegria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/alegria\/","title":{"rendered":"Alegria"},"content":{"rendered":"<p>Po\u00e7o de Jacob &#8211; 140 <!--more--> Lit\u00fargica e biblicamente, a alegria n\u00e3o se confunde com o divertimento nem com a felicidade. O ser humano nunca ser\u00e1 absolutamente feliz na terra. Porque a nossa f\u00e9 \u00e9 pequena e menor ainda a nossa confian\u00e7a, a vida est\u00e1 envolvida em nevoeiro, e as preocupa\u00e7\u00f5es da vida e os sofrimentos, al\u00e9m da certeza da morte, nublam a nossa \u00e2nsia de felicidade.<\/p>\n<p>A terra, por muito bela que seja, como a vida, n\u00e3o \u00e9 o para\u00edso. Estamos a caminho, j\u00e1 vivendo o mesmo, incoativamente, ou seja, em inicia\u00e7\u00e3o, dentro de n\u00f3s. De facto, o Reino j\u00e1 chegou, mas espera a manifesta\u00e7\u00e3o definitiva de Nosso Senhor Jesus Cristo para ter a total soberania sobre a obra criada. Vamo-nos deixando fazer.<\/p>\n<p>Na B\u00edblia, sempre que nos fala de alegria, ela vem associada \u00e0 afirma\u00e7\u00e3o de que o Senhor vem, vir\u00e1 ou est\u00e1 no meio de n\u00f3s. A alegria, neste contexto, e o evangelho de S. Lucas \u00e9 o da alegria, \u00e9 um dom e sintoma, ou seja, fruto da presen\u00e7a do Esp\u00edrito Santo em n\u00f3s. A alegria b\u00edblica existe quando eu choro, quando eu estou de luto ou quando eu sofro. N\u00e3o s\u00f3 nos momentos ditos alegres. E traduz-se em atitudes interiores e exteriores que adquirem nomes diversos conforme as circunst\u00e2ncias.<\/p>\n<p>Assim, sabemos que para ter essa alegria devemos estar com o Senhor! Mas como e onde? A consci\u00eancia da presen\u00e7a de Jesus em n\u00f3s \u00e9 o primeiro passo e a isso se chama ora\u00e7\u00e3o. N\u00e3o se trata de rezar, ou seja, recitar f\u00f3rmulas, mas de respirar Deus, ou seja orar. Como os enamorados, orar dispensa palavras e fica no olhar interior que me leva a crer na presen\u00e7a do Senhor em mim\u2026 e, no sacr\u00e1rio da minha Igreja. E o sacr\u00e1rio \u00e9 a maior inven\u00e7\u00e3o de sempre colocada ao servi\u00e7o dos homens. Igrejas fechadas com medo de ladr\u00f5es impedem que o povo de Deus saboreie essa d\u00e1diva. A aus\u00eancia de exposi\u00e7\u00e3o prolongada do Sant\u00edssimo Sacramento mata o nosso povo de fome e sede. E n\u00e3o acordamos ainda para isso. Em v\u00e3o esperamos uma exposi\u00e7\u00e3o perp\u00e9tua na nossa diocese\u2026<\/p>\n<p>Quando estamos aos p\u00e9s do tabern\u00e1culo, a alma expande-se e a alegria, que aqui se chama paz, conforto, seguran\u00e7a, invade-nos. Algo de extraordin\u00e1rio acontece, embora impercet\u00edvel, na alma e na vida de quem adora o Senhor. Ele nos atrai, nos eletriza na sua energia de amor. Quando sa\u00edmos para as tarefas, sentimos a alegria que nos envolve, j\u00e1 com outro nome chamado confian\u00e7a \u2013 e esperan\u00e7a. Misteriosamente, o Senhor tamb\u00e9m est\u00e1 presente na dor e no sofrimento, embora nos seja dif\u00edcil entender. Mas esta \u00e9 a sua din\u00e2mica redentora desde o princ\u00edpio. Est\u00e1 bem perto, e diria, mais perto de ti no momento do sofrimento. Quem vive nessa perspetiva sente a alegria que lhe banha o rosto, com as l\u00e1grimas e isso chama-se conforto e fortaleza. Tamb\u00e9m o encontras no cumprimento fiel da sua vontade, no cumprimento do teu dever de cada dia e isso te enche de alegria, pois essa seguran\u00e7a da fidelidade chama-se santidade. E, claro, no irm\u00e3o que te pede. A alegria a\u00ed chama-se caridade e sabes que \u00e9 ao Senhor que serves, mesmo sabendo que podes receber em troca a ingratid\u00e3o.<\/p>\n<p>Ele \u00e9 quem tem a recompensa\u2026 A alegria existe para ti. Mas h\u00e1 algo de mais incr\u00edvel. No projeto de Deus h\u00e1 um momento da tua exist\u00eancia em que \u00e9s chamado a experimentar a maior alegria de sempre. Se viveres os itens anteriores e conseguires caminhar com o Senhor, a tua vida chegar\u00e1 ao ponto em que brilhar\u00e1 a alegria que n\u00e3o se nubla, e esse momento \u00e9\u2026 a morte. \u00c9 a\u00ed que sentir\u00e1s o teu ser projetado nos bra\u00e7os vis\u00edveis do Pai, onde j\u00e1 n\u00e3o haver\u00e1 dor, nem luto, nem l\u00e1grimas, mas paz e felicidade sem fim. Ent\u00e3o, a alegria passar\u00e1 a chamar-se simplesmente\u2026 c\u00e9u.<\/p>\n<p>Vitor Espadilha<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Po\u00e7o de Jacob &#8211; 140<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[52],"tags":[],"class_list":["post-21643","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espiritualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21643","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21643"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21643\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21643"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21643"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21643"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}