{"id":21705,"date":"2011-02-23T10:42:00","date_gmt":"2011-02-23T10:42:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=21705"},"modified":"2011-02-23T10:42:00","modified_gmt":"2011-02-23T10:42:00","slug":"lurdes-escola-de-amor-cristao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/lurdes-escola-de-amor-cristao\/","title":{"rendered":"Lurdes, escola de amor crist\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Po\u00e7o de Jacob &#8211; 69 <!--more--> Escondida nos Piren\u00e9us franceses, Lurdes era conhecida como cidade boa para a pr\u00e1tica de desportos de Inverno, j\u00e1 no s\u00e9c. XIX. O povo que ali vivia era como qualquer outro povo do mundo, com suas hist\u00f3rias de alegria e dor, prosperidade e mis\u00e9ria, murmura\u00e7\u00f5es e actos de f\u00e9 e de caridade.<\/p>\n<p>Deus, ao olhar para a terra, quis confirmar, com a Sua pr\u00f3pria M\u00e3e, o dogma que abria as portas para a obra da Reden\u00e7\u00e3o: A Imaculada Concei\u00e7\u00e3o da Virgem Santa Maria, dogma proclamado em 1854\u2026 e preparado pela f\u00e9 popular de centenas de anos e as apari\u00e7\u00f5es de 1830, na Rue du Bac, em Paris. Diz Bernadete, como dizem todos os videntes cred\u00edveis, que, quando Deus olhou para a terra, n\u00e3o encontrou pessoa mais miser\u00e1vel do que Bernadete Soubirous, que vivia, aos 13 anos, doente de asma e com poucas faculdades de intelig\u00eancia, com sua numerosa fam\u00edlia, num cub\u00edculo, que fora uma antiga pris\u00e3o, visto ter falido o neg\u00f3cio e o pai de Bernadete estar preso por acusa\u00e7\u00e3o, injusta, de roubo. A mis\u00e9ria era imensa naquela fam\u00edlia mal vista na sua pobreza e infort\u00fanio.<\/p>\n<p>Foi numa manh\u00e3 fria, a 11 de Fevereiro de 1858, que a M\u00e3e de Deus, Imaculada Concei\u00e7\u00e3o, desceu \u00e0 Terra, num buraco de uma gruta que era conhecida como ref\u00fagio de pecados dos homens e mulheres que, naquele tempo, ali se escondiam para sexo. Maria, a pur\u00edssima M\u00e3e de Deus e Virgem das Virgens, veio converter uma gruta amplamente suja em lugar de b\u00ean\u00e7\u00e3os e gra\u00e7as e escolheu a pobre Bernadete para ser sua aliada, apesar de, mais de uma vez, ter sido desacreditada por todos e ridicularizada. Maria tinha-lhe dito: \u201cN\u00e3o te prometo fazer feliz na Terra, s\u00f3 no c\u00e9u\u201d. \u00c9 assim que Deus actua com os seus amigos. Em F\u00e1tima, mais tarde, tamb\u00e9m disse aos Pastorinhos que teriam muito que sofrer, mas a gra\u00e7a de Deus seria o seu conforto.<\/p>\n<p>Com S. Paulo aprendemos que \u201ctudo \u00e9 gra\u00e7a\u2026\u201d; \u201cbasta a minha gra\u00e7a\u201d; ou \u201c\u00e9 na mis\u00e9ria que Deus manifesta a sua for\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>Foi assim que come\u00e7aram as 18 apari\u00e7\u00f5es de Maria, em Lurdes, onde Ela mostra a alma do Ros\u00e1rio, que s\u00e3o os mist\u00e9rios da vida de Cristo, meditados, considerados, contemplados e rezados. As primeiras tr\u00eas apari\u00e7\u00f5es s\u00e3o para dar a entender como devemos, em atitudes internas e externas, colocar-nos na presen\u00e7a de Deus para rezar. As restantes 15 s\u00e3o uma m\u00edmica magn\u00edfica em que todos os intervenientes de cada apari\u00e7\u00e3o representam cada um dos 15 mist\u00e9rios do Ros\u00e1rio, a alma do Ros\u00e1rio. Dizia algu\u00e9m que ter\u00e7o sem mist\u00e9rios \u00e9 como um corpo sem alma. \u00c9 a grande \u201cEscola de Maria\u201d, como disse Jo\u00e3o Paulo II no Ano do Ros\u00e1rio. Por isso, Lurdes \u00e9 considerada \u201co pal\u00e1cio do Ros\u00e1rio\u201d, daquela que, um dia, em F\u00e1tima, na imagem da Senhora do Ros\u00e1rio, sorriu \u00e0 L\u00facia, no dia da sua primeira Comunh\u00e3o. Em F\u00e1tima, Maria ensinou Jacinta a rezar os mist\u00e9rios. E no dia 13 de Outubro intitulou-se \u201cSenhora do Ros\u00e1rio\u201d.<\/p>\n<p>N\u00e3o se pode pensar em Lourdes sem nos comprometermos a rezar o Ros\u00e1rio para toda a vida, tamb\u00e9m obedecendo ao pedido da Senhora em F\u00e1tima para o rezarmos todos os dias. Por isso, Lurdes brilha como o primeiro grande monumento que, na linha de S. Domingos, apresenta o Ros\u00e1rio como a arma mais eficaz para derrotar o grande inimigo da Igreja, que \u00e9 a ignor\u00e2ncia do nosso povo baptizado no que se refere aos mist\u00e9rios de Cristo. O Ros\u00e1rio ensina-nos estes mist\u00e9rios, suave e permanentemente, na cad\u00eancia das Av\u00e9-Marias.<\/p>\n<p>P.e Vitor Espadilha<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Po\u00e7o de Jacob &#8211; 69<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[52],"tags":[],"class_list":["post-21705","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espiritualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21705","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21705"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21705\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21705"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21705"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21705"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}