{"id":21720,"date":"2011-03-02T10:05:00","date_gmt":"2011-03-02T10:05:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=21720"},"modified":"2011-03-02T10:05:00","modified_gmt":"2011-03-02T10:05:00","slug":"cebolas-ou-batatas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/cebolas-ou-batatas\/","title":{"rendered":"Cebolas ou batatas?"},"content":{"rendered":"<p>O Tesouro escondido<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Tolentino Mendon\u00e7a<\/p>\n<p>Paulinas<\/p>\n<p>128 p\u00e1ginas<\/p>\n<p>\u201cO nosso mundo interior \u00e9 como uma cebola ou como uma batata?\u201d A pergunta surge logo no in\u00edcio de \u201cO Tesouro escondido\u201d, livro que tem como subt\u00edtulo \u201cPara uma arte da procura interior\u201d.<\/p>\n<p>Sugestionado por um t\u00edtulo do Nobel da Literatura alem\u00e3o, Gunter Grass, que escreveu a autobiografia \u201cDescascando a cebola\u201d, porque o mundo interior nunca \u00e9 homog\u00e9neo, sujeita-se a v\u00e1rias interpreta\u00e7\u00f5es, tem camadas como as cebolas, o leitor poder\u00e1 pensar que a resposta \u00e0 pergunta de Tolentino Mendon\u00e7a \u00e9: \u201ccomo uma cebola\u201d, at\u00e9 porque, por vezes, entrar no interior provoca l\u00e1grimas. Mas n\u00e3o. O nosso interior n\u00e3o s\u00e3o cascas de cebola, \u201cmodos de ver, perspectivas, interpreta\u00e7\u00f5es\u201d, como se para l\u00e1 disso n\u00e3o houvesse mais nada. Responde o autor: \u201cA vis\u00e3o crist\u00e3 do mundo est\u00e1 certamente do lado da batata, pois defende que, mesmo escondida por uma crosta ou por um v\u00e9u, est\u00e1 uma realidade que \u00e9 substanciosa e vital\u201d. Afasta, ent\u00e3o, a cebola, embora reconhe\u00e7a que ela existe na vida de cada um: \u201cVivemos de opini\u00f5es, de verdades parciais e provis\u00f3rias, de paix\u00f5es, vivemos de apar\u00eancias e modas, como se a vida fosse isso. Esgotamo-nos a desfilar cascas e camadas, sem um centro que nos d\u00ea realmente acesso ao pleno sentido\u201d. \u00c9 isto o que este livro quer evitar, a dispers\u00e3o.<\/p>\n<p>Na \u201carte da procura interior\u201d de unidade e de sentido, o autor segue alguns epis\u00f3dios b\u00edblicos (Ema\u00fas, a ora\u00e7\u00e3o de Jesus, o Magnificat, par\u00e1bolas, etc.) que iluminam (\u201cacende a tua candeia\u201d) e prop\u00f5e que nos reconciliemos com a Beleza ou redescubramos a arte de peregrinar. Os textos s\u00e3o pontilhados por grandes refer\u00eancias culturais de sinal crist\u00e3o como Simone Weil ou Paul Claudel, homens e mulheres que nos precederam na busca. Mas esta obra n\u00e3o \u00e9 propriamente um itiner\u00e1rio. Os cap\u00edtulos podem ler-se independentemente uns dos outros que manter\u00e3o interesse. Mais uma vez, estamos como na batata. Uma por\u00e7\u00e3o da batata tem todas as qualidades da batata (e por isso se reproduz se lan\u00e7ada \u00e0 terra). Cada um dos 13 cap\u00edtulos mant\u00e9m as qualidades gerais que possibilitam a procura interior. <\/p>\n<p>J.P.F.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Tesouro escondido Jos\u00e9 Tolentino Mendon\u00e7a Paulinas 128 p\u00e1ginas \u201cO nosso mundo interior \u00e9 como uma cebola ou como uma batata?\u201d A pergunta surge logo no in\u00edcio de \u201cO Tesouro escondido\u201d, livro que tem como subt\u00edtulo \u201cPara uma arte da procura interior\u201d. Sugestionado por um t\u00edtulo do Nobel da Literatura alem\u00e3o, Gunter Grass, que escreveu [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[54],"tags":[],"class_list":["post-21720","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-livros-e-multimedia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21720","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21720"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21720\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21720"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21720"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21720"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}