{"id":21726,"date":"2011-03-02T10:16:00","date_gmt":"2011-03-02T10:16:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=21726"},"modified":"2011-03-02T10:16:00","modified_gmt":"2011-03-02T10:16:00","slug":"o-filme-a-ficcao-e-cidadania","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/o-filme-a-ficcao-e-cidadania\/","title":{"rendered":"O filme, a fic\u00e7\u00e3o e cidadania"},"content":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a <!--more--> \u00c9 com particular interesse que, a prop\u00f3sito da cerim\u00f3nia cinematogr\u00e1fica dos \u00d3scares da meca do cinema e da not\u00edcia que nos chega sobre a ideia da C\u00e2mara Municipal de Aveiro colocar os cidad\u00e3os a censurar, atrav\u00e9s de autocolantes, os comportamentos, trazemos este apontamento.<\/p>\n<p>O ser humano \u00e9 complexo \u2013 nada de novo, j\u00e1 o sabemos &#8211; tem muito de ins\u00f3lito, de imprevis\u00edvel, de elaborado. Por que \u00e9 que tem necessidade de ficcionar? De que lhe vale transportar-se para um patamar da exist\u00eancia que s\u00f3 o \u00e9 enquanto apar\u00eancia, realidade ficcionada? Chega a alterar o ambiente, os seus elementos, as personagens, a hist\u00f3ria de acordo com sua vontade.<\/p>\n<p>Como o sonho (voltamos ao sonho!) pode ser a materializa\u00e7\u00e3o da vontade de atingir o que n\u00e3o se pode vivenciar de outra forma, devido aos pr\u00f3prios limites e\/ou \u00e0s consequ\u00eancias, a fic\u00e7\u00e3o ser\u00e1 esse est\u00e1dio de concretiza\u00e7\u00e3o sem fronteiras para o pensamento. Assim, com a fic\u00e7\u00e3o, o ser humano repete conscientemente o que o inconsciente produz em sonhos, cria um mundo para produzir desejos. <\/p>\n<p>As artes de express\u00e3o, como a literatura, o teatro, a fotografia, a pintura e, particularmente, o cinema, pela transposi\u00e7\u00e3o acelerada de fotogramas que causa a ilus\u00e3o de movimento, o que amplia a sensa\u00e7\u00e3o de \u201crealismo\u201d da imagem reproduzida, s\u00e3o campos prop\u00edcios para materializar a fic\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria das ideias e do pensamento humano, a Filosofia, a Teoria da Arte, a Teoria da Comunica\u00e7\u00e3o fazem o seu percurso investigativo para nos ajudar a desenhar a fronteira entre a fic\u00e7\u00e3o e a realidade n\u00e3o ficcionada. <\/p>\n<p>Depois surge a comercializa\u00e7\u00e3o dos eventos\u2026 e passamos a pagar para ver a fic\u00e7\u00e3o dos outros! E eles s\u00e3o estrelas, ricos\u2026 distantes!<\/p>\n<p>E onde \u00e9 que entra aqui a ideia da C\u00e2mara?<\/p>\n<p>Os automobilistas prevaricadores v\u00e3o ser brindados com autocolantes nos vidros dos seus carros, o \u201cSelo da Censura\u201d nos carros mal estacionados; os carros bem estacionados, em contrapartida, receber\u00e3o o \u201cSelo de Urbanidade\u201d; haver\u00e1, ainda, um terceiro tipo de d\u00edstico \u2013 o \u201cSelo Chique \u00e9 Andar a P\u00e9\u201d. \u00c9 o programa Active Access, que faz parte da aposta do munic\u00edpio nas condi\u00e7\u00f5es que valorizem o pe\u00e3o e na reforma da viv\u00eancia da cidade. <\/p>\n<p>Na nossa opini\u00e3o, esta realidade ficcionada trar\u00e1 os seus frutos! <\/p>\n<p>Parece complicada a autoriza\u00e7\u00e3o a terceiros a colagem de autocolantes no carro, quer seja de censura ou urbanidade!? Estas ac\u00e7\u00f5es n\u00e3o provocar\u00e3o dist\u00farbios entre cidad\u00e3os? Isto tem assim um ar suspeito, de \u201cnoite de cristal\u201d ou \u201cfacas longas\u201d, n\u00e3o \u00e9? <\/p>\n<p>Pensamos que seria interessante investir na educa\u00e7\u00e3o para a cidadania directa, atrav\u00e9s de melhoria nas escolas, nas estradas, na urbanidade que representa a celeridade no despacho de processos (para evitar mais desloca\u00e7\u00f5es para Aveiro apenas para uns vistos). E aqueles \u201cmultadores encartados\u201d dos ve\u00edculos bem estacionados o que v\u00e3o fazer? Tamb\u00e9m parecia interessante a cria\u00e7\u00e3o de plataformas intermodais\u2026 ve\u00edculos el\u00e9ctricos, para facilitar a mobilidade urbana em alternativa ao autom\u00f3vel pessoal; as bugas; e os t\u00e1xis na Ria?&#8230; Tamb\u00e9m ajudavam, n\u00e3o?<\/p>\n<p>Mas ao pre\u00e7o que est\u00e3o os combust\u00edveis, o custo do estacionamento, o estado das estradas, chique, chique era os passeios estarem arranjados para se poder andar a p\u00e9! <\/p>\n<p>S\u00e3o assim os filmes das realidades ficcionadas!<\/p>\n<p>Desportivamente\u2026 <\/p>\n<p>&#8230; pelo desporto!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-21726","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21726","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21726"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21726\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21726"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21726"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21726"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}