{"id":21756,"date":"2013-02-06T16:45:00","date_gmt":"2013-02-06T16:45:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=21756"},"modified":"2013-02-06T16:45:00","modified_gmt":"2013-02-06T16:45:00","slug":"por-causa-do-dia-de-sabado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/por-causa-do-dia-de-sabado\/","title":{"rendered":"Por causa do dia de s\u00e1bado?"},"content":{"rendered":"<p>Perguntas e respostas sobre a B\u00edblia &#8211; 2 <!--more--> O juda\u00edsmo do tempo de Jesus, e posteriormente, estava cheio de usos errados dos princ\u00edpios estabelecidos Antigo Testamento que acabavam por desvirtuar completamente o seu sentido original. Entre os muitos exemplos est\u00e1 o S\u00e1bado, dia sagrado para os judeus, que devia servir para descanso e medita\u00e7\u00e3o, mas acabou por ser transformado num pesadelo de regulamentos a estabelecer o que se pode fazer ou n\u00e3o pode fazer. <\/p>\n<p>Com a preocupa\u00e7\u00e3o de estabelecer o que era trabalho a evitar em dia de s\u00e1bado, os mestres judeus criaram uma lista. Os trabalhos b\u00e1sicos s\u00e3o quarenta menos um: arar, semear, colher, fazer feixes, debulhar, joeirar e catar gr\u00e3os; moer, peneirar, amassar e assar p\u00e3o; cardar a l\u00e3, branquear, fiar e tecer; esticar dois fios de tecer, tran\u00e7ar dois fios, dar e desatar um n\u00f3, dar dois pontos, rasgar um tecido para dar dois pontos; ca\u00e7ar um veado, abat\u00ea-lo, tirar a pele, salg\u00e1-lo, curti-la, rasp\u00e1-la, e cort\u00e1-la em peda\u00e7os; escrever duas letras; apagar o que est\u00e1 escrito para escrever duas letras; construir, demolir, apagar o fogo de um inc\u00eandio, atear fogo, bater com o martelo e levar uma coisa do lugar que est\u00e1 para outro. Estes s\u00e3o os trabalhos b\u00e1sicos, quarenta menos um. (Cf. Tratado Shabat 73). Inclusive, desde muito cedo os rabinos prescreveram a dist\u00e2ncia que se podia caminhar em dia de s\u00e1bado. \u00abDesceram, ent\u00e3o, do monte chamado das Oliveiras, situado perto de Jerusal\u00e9m, \u00e0 dist\u00e2ncia de uma caminhada de s\u00e1bado, e foram para Jerusal\u00e9m\u00bb (Act 1,12). O grupo religioso que vivia junto ao Mar Morto, os ess\u00e9nios, proibia claramente que um homem tirasse duma cisterna ou fosso um animal que ali tivesse ca\u00eddo (Documento de Damasco, 11.13-14).<\/p>\n<p>Ora, Jesus permitia que os seus disc\u00edpulos, e ele mesmo, quebrassem estas normas que, para os mestres do seu tempo, eram olhadas como algo fundamental e o seu quebrar um pecado grave. <\/p>\n<p>Jesus corrigiu este problema ao ensinar: \u00abO s\u00e1bado foi estabelecido por causa do homem, e n\u00e3o o homem por causa do s\u00e1bado\u00bb (Mc 2,27). Faz refer\u00eancia \u00e0 cria\u00e7\u00e3o e \u00e0 inten\u00e7\u00e3o de Deus ao estabelecer a institui\u00e7\u00e3o do repouso sab\u00e1tico. <\/p>\n<p>A pr\u00f3pria ordem da cria\u00e7\u00e3o indica que o homem era o alvo do benef\u00edcio do repouso sab\u00e1tico. Contudo, o modo rab\u00ednico de interpretar a Antiga Alian\u00e7a afastava-se da inten\u00e7\u00e3o original de Deus. O s\u00e1bado, que era para ser um dom, um presente e um dia de refrig\u00e9rio, acabou por ser um dia de castigo, de opress\u00e3o e de tens\u00e3o devido \u00e0 grande carga de mandamentos associados com ele e dos in\u00fameros preceitos reguladores. Esqueceram a fun\u00e7\u00e3o do s\u00e1bado e ficaram apenas com a sua forma externa.<\/p>\n<p>No seu ensino cheio de autoridade, confirmado pelas suas a\u00e7\u00f5es, Jesus d\u00e1 a raz\u00e3o da sua interpreta\u00e7\u00e3o: \u00abO Filho do Homem \u00e9 senhor tamb\u00e9m do s\u00e1bado\u00bb (Mc 2,28). <\/p>\n<p>Por\u00e9m, ainda hoje, os judeus mais observantes seguem os mesmos princ\u00edpios de h\u00e1 dois mil anos.<\/p>\n<p>J. Franclim Pacheco<\/p>\n<p>Espa\u00e7o da responsabilidade do ISCRA &#8211; Instituto Superior <\/p>\n<p>de Ci\u00eancias Religiosas de Aveiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Perguntas e respostas sobre a B\u00edblia &#8211; 2<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-21756","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21756","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21756"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21756\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21756"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21756"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21756"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}