{"id":21785,"date":"2013-01-23T16:16:00","date_gmt":"2013-01-23T16:16:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=21785"},"modified":"2013-01-23T16:16:00","modified_gmt":"2013-01-23T16:16:00","slug":"o-carteiro-toca-duas-vezes-e-conversa-sobre-o-correio-do-vouga-de-16-de-janeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/o-carteiro-toca-duas-vezes-e-conversa-sobre-o-correio-do-vouga-de-16-de-janeiro\/","title":{"rendered":"O carteiro toca duas vezes e conversa sobre o \u00abCorreio do Vouga\u00bb de 16 de Janeiro"},"content":{"rendered":"<p>O nosso jornal <!--more--> Est\u00e1 a ver? At\u00e9 Bento Domingues (22) diz aquilo que a gente j\u00e1 disse muitas vezes: as universidades cat\u00f3licas, com as suas escolas de economia e finan\u00e7as, t\u00eam que ser capazes de imaginar alternativas para o actual cen\u00e1rio pol\u00edtico e econ\u00f3mico. E para que \u00e9 que a nossa universidade cat\u00f3lica tem at\u00e9 fama internacional nesses assuntos? Pois diz muito bem: todos n\u00f3s falamos muito mas fazemos pouco. Ora at\u00e9 \u00abpequeninas\u00bb ac\u00e7\u00f5es justas (veja os \u00abOlhos na rua\u00bb da \u00faltima p\u00e1gina), que n\u00e3o nos empobrecem, ajudam e muito a formar o apre\u00e7o e a vontade firme por uma sociedade justa: elegendo os nossos representantes pol\u00edticos, sem nos deixarmos levar por cantigas \u2013 e que bem cantam todas as bancadas! S\u00e3o cantigas que nos embalam e adormecem, para que a gente feche os olhos \u00e0 m\u00e1 gest\u00e3o, roubos e enganos  (22) da parte de quem se diz s\u00f3 querer o nosso bem. Saber\u00e3o eles o que \u00e9 o bem? D\u00e3o exemplo de quererem o bem comum? N\u00e3o lhes faria mal uma forma\u00e7\u00e3o a s\u00e9rio numa universidade cat\u00f3lica a s\u00e9rio\u2026<\/p>\n<p>O velho tema da educa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9? \u00c9 que a educa\u00e7\u00e3o mais s\u00f3lida \u00e9 a que \u00e9 feita no correr do dia-a-dia (24), no apre\u00e7o pelos outros, que se revela no trabalho a s\u00e9rio, no conv\u00edvio alegre, nos \u00abobrigados\u00bb e boas maneiras\u2026 Como n\u00f3s nesta conversa, ent\u00e3o! \u00c9 por estas e outras ac\u00e7\u00f5es s\u00f3lidas que a gente reconhece os valores s\u00f3lidos \u2013 e que esta solidez n\u00e3o \u00e9 dada numa cartilha mas numa reflex\u00e3o continuada (estamos nessa, n\u00e3o estamos?).<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o me diga que basta \u00abter f\u00e9\u00bb! A f\u00e9 n\u00e3o \u00e9 nenhuma receita escrita ou bandeirinha para acenar em manifesta\u00e7\u00f5es. N\u00e3o acha melhor olhar para a f\u00e9 como uma sempre nova decis\u00e3o pelo que \u00e9 melhor, tomando balan\u00e7o para enfrentar a vida inteira? \u00c9 isso: o sentimento da nossa morte alimenta o grande acto de f\u00e9 que v\u00ea que vale a pena viver e que a vida \u00abinteira\u00bb assenta no Deus para quem ningu\u00e9m morre, como podemos ler nos evangelhos de Lucas (20,38) Marcos (12,27) e Mateus (22,32). Esta f\u00e9 para caminhar, de que nos deu exemplo Jesus no seu baptismo (7). \u00c9 claro, a f\u00e9 tem que ser alimentada! Mas s\u00f3 com sentimentos e palavras lindas n\u00e3o vamos longe\u2026 Diz muito bem: precisamos de uma \u00abgin\u00e1stica\u00bb da f\u00e9. Tamb\u00e9m acho que o grande alimento \u00e9 a gin\u00e1stica de ac\u00e7\u00f5es com f\u00e9, mas sem a gin\u00e1stica do pensamento perdemos o bom caminho \u2013 l\u00e1 se diz que S. Gon\u00e7alinho n\u00e3o ajuda quem joga pouco! (11). <\/p>\n<p>Pois, por isso \u00e9 que se pode dizer que n\u00e3o precisamos de um novo conc\u00edlio (2,3). Eu at\u00e9 j\u00e1 li muitos dos chamados \u00abdocumentos conciliares\u00bb, e olhe que aquilo \u00e9 como a boa comida \u2013 d\u00e1 fome de muito mais! Porque o Conc\u00edlio tamb\u00e9m n\u00e3o tem a resposta para tudo (nem a B\u00edblia!). Mas d\u00e1-nos um bom pontap\u00e9 para partirmos para a vida como gente crescida\u2026<\/p>\n<p> E \u00e9 assim que o Aqu\u00e1rio dos Bacalhaus (9) nos faz mergulhar no mist\u00e9rio da hist\u00f3ria humana. Porque somos animais conscientes e cultos \u00e9 que podemos dar sentido positivo a todos os fen\u00f3menos do universo, descobrir como usar dos bens da cria\u00e7\u00e3o para construir um mundo cada vez mais justo\u2026 Est\u00e1 bem, est\u00e1 bem, n\u00e3o \u00e9 altura para grandes filosofias, mas diga l\u00e1 que a beleza n\u00e3o \u00e9 um bom alimento da f\u00e9!<\/p>\n<p>M.A.V., o Carteiro<\/p>\n<p>(que n\u00e3o distribui o acordo ortogr\u00e1fico)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O nosso jornal<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[61],"tags":[],"class_list":["post-21785","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-actualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21785","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21785"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21785\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21785"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21785"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21785"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}