{"id":21816,"date":"2013-01-16T17:03:00","date_gmt":"2013-01-16T17:03:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=21816"},"modified":"2013-01-16T17:03:00","modified_gmt":"2013-01-16T17:03:00","slug":"tarefa-de-todos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/tarefa-de-todos\/","title":{"rendered":"Tarefa de todos"},"content":{"rendered":"<p>Foi um \u201cclamor comum e voz un\u00e2nime de crian\u00e7as, jovens e adultos\u201d o Grito pela Paz, no passado dia 11, em todos os arciprestados da Diocese de Aveiro. Expressivo, sem d\u00favida, provocante mesmo. O efeito surpresa e de bola de neve \u00e9 poss\u00edvel que desenvolva em muitos o desejo da cultura da Paz.<\/p>\n<p>Importa, por\u00e9m, que estes ecos da noite de sexta-feira n\u00e3o se percam nos confins dos espa\u00e7os p\u00fablicos em que foram produzidos. A tarefa \u00e1rdua poder\u00e1 estar despoletada. Urge pegar nas centelhas de chama que saltaram da fogueira da emo\u00e7\u00e3o e alimentar o fogo de forma adequada.<\/p>\n<p>\u201cO nosso tempo\u2026 requer um renovado e concorde empenho na busca do bem comum, do desenvolvimento de todo o homem e do homem todo. (\u2026) Causam apreens\u00e3o os focos de tens\u00e3o causados por crescentes desigualdades entre ricos e pobres, pelo predom\u00ednio duma mentalidade ego\u00edsta e individualista\u201d, escreveu o Papa Bento XVI na sua mensagem para o passado Dia Mundial da Paz. <\/p>\n<p>Os males t\u00eam de se curar pela raiz, a constru\u00e7\u00e3o tem de se come\u00e7ar pelos alicerces. Quem vai dar continuidade ao grito, arrega\u00e7ando as mangas, sujando as m\u00e3os nas mudan\u00e7as de mentalidade necess\u00e1rias? Que movimentos e estruturas desenvolvem as nossas par\u00f3quias, que empenho t\u00eam os nossos pastores numa a\u00e7\u00e3o das comunidades para debelar este pecado social das injusti\u00e7as?  <\/p>\n<p>E, se alguma vez essas quest\u00f5es estavam circunscritas a determinados sectores e ambientes, hoje podemos dizer que s\u00e3o transversais a todos os lugares e sectores da popula\u00e7\u00e3o. \u201cA Humanidade n\u00e3o pode calar a sua voz e os que sofrem indiferen\u00e7a, abandono, viol\u00eancia, \u00f3dio, guerra ou ex\u00edlio t\u00eam direito a sentir que a esperan\u00e7a renasce e que \u00e9 de todos n\u00f3s a causa da Paz\u201d, escreveu o nosso Bispo na mensagem para o Dia do Grito.<\/p>\n<p>Estamos em miss\u00e3o jubilar. N\u00e3o podemos ficar a saborear a alegria de um instante, o consolo de um momento fugaz! Somos enviados a fazer deste ano um ano de gra\u00e7a, verdadeiramente jubiloso, onde quer que nos encontremos. E s\u00f3 o ser\u00e1 com o trabalho de todos n\u00f3s, at\u00e9 porque \u201ca paz envolve o ser humano na sua integridade e sup\u00f5e o empenhamento da pessoa inteira: \u00e9 paz com Deus, vivendo conforme a Sua vontade; \u00e9 paz interior consigo mesmo; e paz exterior com o pr\u00f3ximo e com toda a cria\u00e7\u00e3o\u201d, como diz Bento XVI na referida mensagem.<\/p>\n<p>O caminho \u00e9 longo; mas \u00e9 realiz\u00e1vel. A a\u00e7\u00e3o \u00e9 interdisciplinar; mas a cumplicidade n\u00e3o est\u00e1 fora do nosso alcance. \u201cA realiza\u00e7\u00e3o da paz depende, sobretudo, do reconhecimento de que somos, em Deus, uma \u00fanica fam\u00edlia humana. (\u2026) A paz n\u00e3o \u00e9 um sonho nem uma utopia; a paz \u00e9 poss\u00edvel!\u201d &#8211; Bento XVI. Depende tamb\u00e9m de mim e de ti!<\/p>\n<p>\u201cBem-aventurados os obreiros da Paz, porque ser\u00e3o chamados filhos de Deus!\u201d (Mt.5,9). <\/p>\n<p>Gritemos, com todas as pessoas de boa vontade, a Paz para todos, a Paz constru\u00edda por todos! Gritemos com Madre Teresa de Calcut\u00e1:<\/p>\n<p>A coisa mais f\u00e1cil: errar!<\/p>\n<p>O maior obst\u00e1culo: o medo!<\/p>\n<p>A pior derrota: o des\u00e2nimo!<\/p>\n<p>A primeira necessidade: comunicar-se!<\/p>\n<p>O pior sentimento: o rancor!<\/p>\n<p>O presente mais belo: o perd\u00e3o!<\/p>\n<p>A sensa\u00e7\u00e3o mais agrad\u00e1vel: a paz interior!<\/p>\n<p>A for\u00e7a mais potente do mundo: a f\u00e9!<\/p>\n<p>A mais bela de todas as coisas: o AMOR!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi um \u201cclamor comum e voz un\u00e2nime de crian\u00e7as, jovens e adultos\u201d o Grito pela Paz, no passado dia 11, em todos os arciprestados da Diocese de Aveiro. Expressivo, sem d\u00favida, provocante mesmo. 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