{"id":21865,"date":"2013-02-14T10:27:00","date_gmt":"2013-02-14T10:27:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=21865"},"modified":"2013-02-14T10:27:00","modified_gmt":"2013-02-14T10:27:00","slug":"igreja-atenta-a-transformacao-social-e-cultural","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/igreja-atenta-a-transformacao-social-e-cultural\/","title":{"rendered":"Igreja atenta \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o social e cultural"},"content":{"rendered":"<p>Vaticano II* <!--more--> \u00c9 dever da Igreja investigar a todo o momento os sinais dos tempos, e interpret\u00e1-los \u00e0 luz do Evangelho; para que assim possa responder, de modo adaptado em cada gera\u00e7\u00e3o, \u00e0s eternas perguntas dos homens acerca do sentido da vida presente e da futura, e da rela\u00e7\u00e3o entre ambas. \u00c9, por isso, necess\u00e1rio conhecer e compreender o mundo em que vivemos, as suas esperan\u00e7as e aspira\u00e7\u00f5es, e o seu car\u00e1cter tantas vezes dram\u00e1tico. <\/p>\n<p>A humanidade vive hoje uma fase nova da sua hist\u00f3ria, na qual profundas e r\u00e1pidas transforma\u00e7\u00f5es se estendem progressivamente a toda a terra. Provocadas pela intelig\u00eancia e atividade criadora do homem, elas reincidem sobre o mesmo homem, sobre os seus ju\u00edzos e desejos individuais e coletivos, sobre os seus modos de pensar e agir, tanto em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s coisas como \u00e0s pessoas. De tal modo que podemos j\u00e1 falar duma verdadeira transforma\u00e7\u00e3o social e cultural, que se reflete tamb\u00e9m na vida religiosa.<\/p>\n<p>Como acontece em qualquer crise de crescimento, esta transforma\u00e7\u00e3o traz consigo n\u00e3o pequenas dificuldades. Assim, o homem, que t\u00e3o imensamente alarga o pr\u00f3prio poder, nem sempre \u00e9 capaz de o p\u00f4r ao seu servi\u00e7o. Ao procurar penetrar mais fundo no interior de si mesmo, aparece frequentemente mais incerto a seu pr\u00f3prio respeito. E, descobrindo gradualmente com maior clareza as leis da vida social, hesita quanto \u00e0 dire\u00e7\u00e3o que a esta deve imprimir.<\/p>\n<p>Nunca o g\u00e9nero humano teve ao seu dispor t\u00e3o grande abund\u00e2ncia de riquezas, possibilidades e poderio econ\u00f3mico; e, no entanto, uma imensa parte dos habitantes da terra \u00e9 atormentada pela fome e pela mis\u00e9ria, e in\u00fameros s\u00e3o ainda os analfabetos. Nunca os homens tiveram um t\u00e3o vivo sentido da liberdade como hoje, em que surgem novas formas de servid\u00e3o social e psicol\u00f3gica. Ao mesmo tempo que o mundo experimenta intensamente a pr\u00f3pria unidade e a interdepend\u00eancia m\u00fatua dos seus membros na solidariedade necess\u00e1ria, ei-lo gravemente dilacerado por for\u00e7as antag\u00f3nicas; persistem ainda, com efeito, agudos conflitos pol\u00edticos, sociais, econ\u00f3micos, \u00abraciais\u00bb e ideol\u00f3gicos, nem est\u00e1 eliminado o perigo duma guerra que tudo subverta. Aumenta o interc\u00e2mbio das ideias; mas as pr\u00f3prias palavras com que se exprimem conceitos da maior import\u00e2ncia assumem sentidos muito diferentes segundo as diversas ideologias. Finalmente, procura-se com todo o empenho uma ordem temporal mais perfeita, mas sem que a acompanhe um progresso espiritual proporcionado.<\/p>\n<p>Marcados por circunst\u00e2ncias t\u00e3o complexas, muitos dos nossos contempor\u00e2neos s\u00e3o incapazes de discernir os valores verdadeiramente permanentes e de os harmonizar com os novamente descobertos. Da\u00ed que, agitados entre a esperan\u00e7a e a ang\u00fastia, sentem-se oprimidos pela inquieta\u00e7\u00e3o, quando se interrogam acerca da evolu\u00e7\u00e3o atual dos acontecimentos. Mas esta desafia o homem, for\u00e7a-o at\u00e9 a uma resposta.<\/p>\n<p>Da constitui\u00e7\u00e3o pastoral \u201cGaudium et spes\u201d (n.\u00ba 4), sobre a Igreja no munto atual<\/p>\n<p>* O Ano da F\u00e9, que o Papa proclamou para 2012\/13, tem nas suas finalidades o retomar dos ensinamentos do II Conc\u00edlio do Vaticano. Ao longo das pr\u00f3ximas semanas ser\u00e3o publicados neste espa\u00e7o excertos dos documentos conciliares.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vaticano II*<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[52],"tags":[],"class_list":["post-21865","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espiritualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21865","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21865"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21865\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21865"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21865"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21865"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}