{"id":2190,"date":"2010-07-28T15:42:00","date_gmt":"2010-07-28T15:42:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=2190"},"modified":"2010-07-28T15:42:00","modified_gmt":"2010-07-28T15:42:00","slug":"festa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/festa\/","title":{"rendered":"Festa?"},"content":{"rendered":"<p>A festa \u00e9 cont\u00ednua. Chegou o Ver\u00e3o; e, por toda a parte, quase dia e noite, somos envolvidos por barulhos de toa a ordem, desde acordes afinados &#8211; de folclore, filarm\u00f3nicas\u2026 &#8211; a bandas de todo o tipo, com gosto e sem gosto, com valor e sem qualquer esp\u00e9cie de m\u00e9rito.<\/p>\n<p>Acontece que uma boa percentagem de toda esta polui\u00e7\u00e3o sonora se faz \u201cem honra\u201d de homens e mulheres ornados de santidade, em honra da pr\u00f3pria Virgem Maria, e mesmo de Jesus Cristo ou do Esp\u00edrito Santo. <\/p>\n<p>\u201cEm honra de\u201d poderia bem substituir-se por \u201c\u00e0 conta de\u201d, uma vez que, se n\u00e3o fosse a invoca\u00e7\u00e3o religiosa, n\u00e3o se abririam as bolsas para custear tais loucuras. \u00c9 requisitada como indispens\u00e1vel uma \u201cb\u00ean\u00e7\u00e3o\u201d do c\u00e9u, para que resulte a organiza\u00e7\u00e3o destes eventos mundanos.<\/p>\n<p>\u00c9 certo &#8211; bem o sabemos &#8211; que a festa est\u00e1 no \u00e2mago das necessidades humanas. Mas esta ambiguidade \u00e9 sinal de retrocesso, de retorno ao religioso pag\u00e3o, caracter\u00edstico da ignor\u00e2ncia e da supersti\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>S\u00f3 a coragem prof\u00e9tica de quem anuncie o Evangelho como libertador poder\u00e1 purificar esta pervers\u00e3o. Estamos em tempo de proclamar corajosamente a verdade, em vez de nos acomodarmos a \u201carranjos\u201d que geram falsas simpatias, porque baseadas na futilidade e na brejeirice sem n\u00edvel.<\/p>\n<p>Por outro lado, todos sentem que os dias v\u00e3o maus para o governo quotidiano da vida, que \u201csobra m\u00eas\u201d em vez de sobrar sal\u00e1rio. Todavia, n\u00e3o se desenvolve um esfor\u00e7o educativo que d\u00ea prioridade ao essencial, que seleccione qualidade e eleva\u00e7\u00e3o cultural, em vez de favorecer a multiplica\u00e7\u00e3o de protagonistas muito menos do que med\u00edocres, que enchem as nossas pra\u00e7as e arraiais.<\/p>\n<p>Que se separem as \u00e1guas! A religiosidade popular tem valores, que podem ser fomentados pelas festas, com programas s\u00f3brios e de n\u00edvel. E os respons\u00e1veis pastorais t\u00eam como dever ajudar a descobrir e repor aquilo que dignifique e promova a pessoa integral. A alegria crist\u00e3 n\u00e3o se confunde com toda esta infernal barulheira e promiscuidade.<\/p>\n<p>E depois, porque tem sempre adeptos, quem quiser que promova o espect\u00e1culo despesista e fraudulento, alienante e banal. N\u00e3o \u00e9 nossa miss\u00e3o promover nem consentir tais perspectivas. O fermento tem de ser diferente da massa. Se n\u00e3o houver contraste de qualidade, como se perceber\u00e1 a diferen\u00e7a?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A festa \u00e9 cont\u00ednua. Chegou o Ver\u00e3o; e, por toda a parte, quase dia e noite, somos envolvidos por barulhos de toa a ordem, desde acordes afinados &#8211; de folclore, filarm\u00f3nicas\u2026 &#8211; a bandas de todo o tipo, com gosto e sem gosto, com valor e sem qualquer esp\u00e9cie de m\u00e9rito. Acontece que uma boa [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-2190","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2190","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2190"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2190\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2190"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2190"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2190"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}