{"id":21963,"date":"2013-03-06T18:06:00","date_gmt":"2013-03-06T18:06:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=21963"},"modified":"2013-03-06T18:06:00","modified_gmt":"2013-03-06T18:06:00","slug":"continuar-renovar-inovar-este-o-desafio-posto-a-igreja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/continuar-renovar-inovar-este-o-desafio-posto-a-igreja\/","title":{"rendered":"Continuar, renovar, inovar? Este o desafio posto \u00e0 igreja"},"content":{"rendered":"<p>Na Igreja, como na sociedade, a procura de caminhos novos para melhor servir as pessoas \u00e9 um problema que se p\u00f5e com prem\u00eancia e que n\u00e3o se pode iludir. As mudan\u00e7as sociais e culturais, as novas aquisi\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas, as experi\u00eancias vividas por pessoas empenhadas, o realismo e as exig\u00eancias da vida di\u00e1ria e, no caso da Igreja, as orienta\u00e7\u00f5es conciliares e hist\u00f3ria vivida exigem uma atitude positiva ante os desafios que surgem a cada hora. Uma atitude que pede clareza nos objetivos, verdade nas propostas, conhecimento, reflex\u00e3o, abertura, disponibilidade e discernimento nas decis\u00f5es e, por fim, avalia\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel.<\/p>\n<p>Continuar o que se faz pode ser um ato positivo ou negativo, conforme ou n\u00e3o se apoiam iniciativas v\u00e1lidas em andamento, se paralisa ou estimula a vida, quando h\u00e1 necessidade, em campos determinados, de rever caminhos e decidir, criteriosamente, o que parece mais adequado. Renovar o que est\u00e1 pode comportar conte\u00fados novos e v\u00e1lidos e, em muitos casos, suficientes para o que se pretende. Inovar ou criar pode ser caminho a recomendar se forem respeitados valores e princ\u00edpios, como a hist\u00f3ria das institui\u00e7\u00f5es em causa, os esfor\u00e7os que perduram com \u00eaxito, as pessoas que se empenharam e empenham, os resultados obtidos, os caminhos que se abriram com horizontes largos, as experi\u00eancias v\u00e1lidas que se viveram, as iniciativas promissoras ainda em curso. Ningu\u00e9m cria ou inova a partir do nada, ou da terra queimada, incapaz, por um tempo, de qualquer sementeira com futuro. Sem este respeito e aten\u00e7\u00e3o fica o caminho aberto a aventuras pessoais e irresponsabilidades coletivas.<\/p>\n<p>A inova\u00e7\u00e3o na Igreja, sobretudo, n\u00e3o \u00e9 obra individual ou de g\u00e9nios, \u00e0 margem do contributo da comunidade concreta, com a sua dimens\u00e3o e capacidade ativa e passiva. Aparece sempre gente da \u00faltima hora, com o carisma do Apocalipse, a pensar que tudo tem de ser feito de novo e j\u00e1, e apenas a partir de si se podem fazer coisas com \u00eaxito e valor que perdure. O que est\u00e1 para tr\u00e1s n\u00e3o \u00e9 sempre para esquecer. \u00c9 verdade que, na Igreja, muitas estruturas que n\u00e3o se renovam acabam por paralisar a vida, e problemas que n\u00e3o se solucionam acabam por gerar novos problemas, normalmente mais graves e complicados. <\/p>\n<p>O trabalho que atinge uma comunidade que n\u00e3o come\u00e7ou ontem e tem a sua hist\u00f3ria, na qual muito se fez com sentido, amor e dedica\u00e7\u00e3o, exige aten\u00e7\u00e3o e respeito, sem que isso impe\u00e7a inovar, antes o recomende, quando h\u00e1 aspetos necess\u00e1rios e concretos a considerar essa decis\u00e3o. Inovar n\u00e3o \u00e9 uma moda que deslumbra, mas que tamb\u00e9m passa.<\/p>\n<p>Nas comunidades crist\u00e3s, sentem-se, cada dia, as dificuldades e, com frequ\u00eancia, vive-se uma sensa\u00e7\u00e3o de vazio. Por\u00e9m, n\u00e3o se purificam as mazelas existentes, nem se resolvem as dificuldades ou se preenchem os vazios, a partir de fora, ou seja, \u00e0 margem das pessoas e das mesmas comunidades. Nelas existem capacidades e dinamismos que \u00e9 mister saber reconhecer antes de agir. As pessoas, pelos seus dons e suas qualidades inatas ou adquiridas, e as comunidades pela sua hist\u00f3ria, a\u00e7\u00e3o operada ao longo do tempo e sobreviv\u00eancia vis\u00edvel, s\u00e3o sempre o ponto de partida para inovar. Na Igreja nem tudo \u00e9 descart\u00e1vel. N\u00e3o o podem esquecer os l\u00edderes, a menos que optem, \u00e0 revelia do bom senso e do Conc\u00edlio, por serem centralizadores, que s\u00f3 precisam de gente para lhes obedecer, esquecendo que, fora e al\u00e9m deles, h\u00e1 pessoas e institui\u00e7\u00f5es com valor, indispens\u00e1veis num processo criativo.<\/p>\n<p>O caminho da inova\u00e7\u00e3o, na Igreja de hoje e de amanh\u00e3, requer sempre dos respons\u00e1veis um compromisso de f\u00e9 com Jesus Cristo e o seu Evangelho e com as orienta\u00e7\u00f5es conciliares. Requer, tamb\u00e9m, capacidade de di\u00e1logo e de trabalho em equipa, liberdade interior, conhecimento concreto da realidade e dos dinamismos sociais que a comandam e condicionam, abertura \u00e0s diversas formas de colabora\u00e7\u00e3o, provindas de dentro e de fora da comunidade crist\u00e3.<\/p>\n<p>A Igreja conciliar n\u00e3o admite mais protagonismos individuais, mas postula compromissos comunit\u00e1rios, atua\u00e7\u00e3o sinodal que envolva o clero, leigos e consagrados, indiv\u00edduos, movimentos e institui\u00e7\u00f5es. A inova\u00e7\u00e3o s\u00e9ria n\u00e3o \u00e9 fruto de decis\u00f5es meramente pragm\u00e1ticas, nem da procura de \u00eaxitos f\u00e1ceis. \u00c9 fruto de processos pensados e ponderados comunitariamente. Na avalia\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria, tudo isto vir\u00e1 ao de cima, como considerado ou menosprezado. Evangelizar exige muitas vezes criar ou inovar, sobretudo na comunica\u00e7\u00e3o que anuncia o essencial, o Cristo Pascal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na Igreja, como na sociedade, a procura de caminhos novos para melhor servir as pessoas \u00e9 um problema que se p\u00f5e com prem\u00eancia e que n\u00e3o se pode iludir. 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