{"id":2207,"date":"2010-07-07T12:18:00","date_gmt":"2010-07-07T12:18:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=2207"},"modified":"2010-07-07T12:18:00","modified_gmt":"2010-07-07T12:18:00","slug":"estrategias-de-conflituosidade-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/estrategias-de-conflituosidade-1\/","title":{"rendered":"Estrat\u00e9gias de conflituosidade (1)"},"content":{"rendered":"<p>A conflituosidade \u00e9 uma realidade permanente da nossa vida colectiva; mais ou menos vis\u00edvel e mais ou menso extremada: No s\u00e9culo XIX, chegou mesmo \u00e0 guerra civil; durante a 1\u00aa. e a 2\u00aa. rep\u00fablicas traduziu-se em v\u00e1rias lutas com recurso \u00e0s armas; entre 25 de Abril de 1974 e 25 de Novembro de 1975, nova guerra civil \u00abesteve por um fio\u00bb; e, desde ent\u00e3o at\u00e9 hoje, persistem os mesmos desentendimentos de fundo&#8230; N\u00e3o parece razo\u00e1vel pensarmos no futuro do pa\u00eds sem ponderarmos os conflitos que o v\u00e3o minando. Assim, na linha de abordagens anteriores, procede-se, neste artigo, \u00e0 sinaliza\u00e7\u00e3o de algumas for\u00e7as sociopol\u00edticas, e reserva-se para o seguinte uma breve reflex\u00e3o acerca das tend\u00eancias previs\u00edveis.<\/p>\n<p>Com o risco de omiss\u00f5es importantes, assinalam-se as seguintes for\u00e7as: Em termos de estratifica\u00e7\u00e3o social, o grande capital, a economia paralela, as \u00abclasses m\u00e9dias\u00bb ascendentes, as \u00abclasses m\u00e9dias\u00bb descententes, ou empobrecidas, o lastro popular e o povo pobre&#8230;; em termos de interven\u00e7\u00e3o sociopol\u00edtica, o Estado, os partidos pol\u00edticos, os \u00abparceiros sociais\u00bb  (sindicais e patronais), os grandes meios de comunica\u00e7\u00e3o social, o \u00abmundo da cultura\u00bb (tecnol\u00f3gica, humanista, econ\u00f3mica&#8230;), as \u00abfor\u00e7as morais\u00bb (de natureza religiosa ou laica)&#8230; Em todas as for\u00e7as, existem detentores de capital, empres\u00e1rios e trabalhadores por conta de outrem. <\/p>\n<p>No grande capital incluem-se as \u00abgrandes fortunas\u00bb, os grandes grupos econ\u00f3micos, as grandes empresas, os profissionais altissimamente remunerados&#8230; Na \u00abeconomia paralela\u00bb, incluem-se a economia subterr\u00e2nea ou mercado negro, a economia informal (actividades diversas leg\u00edtimas, exercidas mais ou menos \u00e0 margem da lei), todas as empresas, instiui\u00e7\u00f5es e outras entidades contumazes na fuga \u00e0 lei, nomeadamente fiscal, laboral e da seguran\u00e7a social. Nas \u00abclasses m\u00e9dias\u00bb ascendentes incluem-se as fam\u00edlias e cidad\u00e3os cujos rendimentos s\u00e3o claramente superiores \u00e0 m\u00e9dia e n\u00e3o foram afectados pela crise. Nas \u00abclasses m\u00e9dias\u00bb descendentes, ou empobrecidas, incluem-se as fam\u00edlias e cidad\u00e3os cujos rendimentos v\u00eam baixando significativamente. No lastro popular incluem-se todas as fam\u00edlias e cidad\u00e3os de baixos rendimentos que lutam duramente pela subsist\u00eancia, procurando a autonomia poss\u00edvel. No povo pobre incluem-se as pessoas e fam\u00edlias em situa\u00e7\u00e3o de pobreza, tradicional ou \u00abnova\u00bb, exposta ou \u00abenvergonhada\u00bb e com mais ou menos exclus\u00e3o social. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A conflituosidade \u00e9 uma realidade permanente da nossa vida colectiva; mais ou menos vis\u00edvel e mais ou menso extremada: No s\u00e9culo XIX, chegou mesmo \u00e0 guerra civil; durante a 1\u00aa. e a 2\u00aa. rep\u00fablicas traduziu-se em v\u00e1rias lutas com recurso \u00e0s armas; entre 25 de Abril de 1974 e 25 de Novembro de 1975, nova [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-2207","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2207","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2207"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2207\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2207"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2207"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2207"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}