{"id":22137,"date":"2013-03-27T16:50:00","date_gmt":"2013-03-27T16:50:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=22137"},"modified":"2013-03-27T16:50:00","modified_gmt":"2013-03-27T16:50:00","slug":"caminho-dificil-e-razoes-de-esperanca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/caminho-dificil-e-razoes-de-esperanca\/","title":{"rendered":"Caminho dif\u00edcil e raz\u00f5es de esperan\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>Todos sabemos que a renova\u00e7\u00e3o na Igreja n\u00e3o se opera de um momento para o outro. O Papa Francisco abre janelas de ar fresco, d\u00e1 passos em frente e raz\u00f5es de esperan\u00e7a a crentes e n\u00e3o crentes. Tudo isto numa Igreja em que o frio contagia, e se foi perdendo a credibilidade. Numa Igreja onde abundam as c\u00e1tedras e escasseiam os gestos simples e a den\u00fancia de tudo o que \u00e9 complicado.<\/p>\n<p>Agora vemos que tudo se torna mais claro, porque se acende, de novo, a luz do Vaticano II, se aproximam de n\u00f3s o rosto sereno e prof\u00e9tico de Jo\u00e3o XXIII, o compromisso inilud\u00edvel de Paulo VI, e, com os \u00faltimos dois Papas, a urg\u00eancia de levar o Evangelho de Cristo a todos os povos e de lutar, intrepidamente, pela verdade que salva. Muitos, em tempos que perduram, vinham lutando pelo prest\u00edgio da Igreja, julgando e dizendo tratar-se de acontecimentos e de pessoas do passado. Assim se foram fechando portas \u00e0 a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito, o \u00danico que d\u00e1 vida e renova. Assim se foram contagiando, com crit\u00e9rios de \u00eaxito humano, os que vivem imersos numa superficialidade sem futuro, num Evangelho sem compromissos. Na tenta\u00e7\u00e3o de descentrar a Igreja do seu verdadeiro Centro, Jesus Cristo, ele se foi tornando mais c\u00f4dea que miolo.<\/p>\n<p>H\u00e1 na Igreja temas conciliares e realidades, de h\u00e1 tempos menos apreciados e atendidos, se n\u00e3o mesmo esquecidos, que esperamos que revivam com o Papa Francisco: a riqueza do Povo de Deus, a responsabilidade evangelizadora e unificadora do Col\u00e9gio Apost\u00f3lico, a autonomia e a capacidade renovadora das dioceses ou Igrejas locais, a for\u00e7a social e apost\u00f3lica do laicado crist\u00e3o, a liberdade e o pluralismo enriquecedor no seio da Igreja e das suas comunidades, a efic\u00e1cia dos meios pobres do Evangelho (ora\u00e7\u00e3o, di\u00e1logo, capacidade de sacrif\u00edcio e de dom, humildade, confian\u00e7a m\u00fatua\u2026), o lugar da fam\u00edlia, em muitos aspetos insubstitu\u00edvel, a aten\u00e7\u00e3o dada a todos e, com especial visibilidade, aos mais pobres e marginalizados das comunidades\u2026 <\/p>\n<p>Se os mais respons\u00e1veis e esclarecidos n\u00e3o se abrirem ativamente \u00e0 desejada renova\u00e7\u00e3o, se n\u00e3o estiverem atentos aos gestos estimuladores do novo Papa, se n\u00e3o se facilitarem novos caminhos e percursos, se n\u00e3o se contar mais com Deus do que com o engenho humano, o sonho que sonhamos pode redundar em pesadelo. Nada est\u00e1 feito e completado, tudo o que o necessita pode estar a ser come\u00e7ado, nada do que est\u00e1 certo pode ser menosprezado e esquecido. <\/p>\n<p>Vivemos o momento pascal de ultrapassar as formas de in\u00e9rcia e de morte, e de dar lugar, com Cristo Ressuscitado, a novos compromissos de vida, traduzidos, a exemplo de Cristo, em servi\u00e7o que aviva a Mensagem, enrique a Miss\u00e3o e gera fraternidade.<\/p>\n<p>Para Deus, como bem no-lo ensinou Jesus, contam as pessoas. Tudo o resto n\u00e3o passa de meios para as servir, as ajudar a crescer e a estimular at\u00e9 \u00e0 sua plena realiza\u00e7\u00e3o espiritual, porque s\u00f3 esta traduz e corresponde \u00e0 verdadeira realiza\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n<p>O Papa Francisco aparece-nos como um crist\u00e3o consciente da sua miss\u00e3o. N\u00e3o se endeusou, nem deixa que o endeusem. A sua simplicidade, o seu amor aos pobres, a sua linguagem corrente, a oportunidade dos seus gestos, o dispensar formas tradicionais de vestir e de aparecer, o pedir mais do que prometer ou dar, tudo comporta, em s\u00edmbolos vivos, a mensagem que quer viver, testemunhar e transmitir. Uma mensagem de verdade que a Igreja precisa e que a sociedade aprecia e deseja.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Todos sabemos que a renova\u00e7\u00e3o na Igreja n\u00e3o se opera de um momento para o outro. O Papa Francisco abre janelas de ar fresco, d\u00e1 passos em frente e raz\u00f5es de esperan\u00e7a a crentes e n\u00e3o crentes. Tudo isto numa Igreja em que o frio contagia, e se foi perdendo a credibilidade. 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