{"id":22152,"date":"2013-03-06T18:03:00","date_gmt":"2013-03-06T18:03:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=22152"},"modified":"2013-03-06T18:03:00","modified_gmt":"2013-03-06T18:03:00","slug":"uma-mulher-dedicada-e-feliz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/uma-mulher-dedicada-e-feliz\/","title":{"rendered":"Uma mulher dedicada e feliz"},"content":{"rendered":"<p>8 de mar\u00e7o, Dia Internacional da Mulher <!--more--> N\u00e3o quero deixar que passe o Dia Internacional da Mulher, oito de mar\u00e7o, sem prestar a minha sincera homenagem \u00e0quela que eu singularmente amei \u2013 e continuo a amar; o seu nome \u00e9 Margarida, a minha m\u00e3e, que j\u00e1 faleceu h\u00e1 dezenas de anos, mas que permanece viva no al\u00e9m eterno de Deus, na saudade e na gratid\u00e3o; conto sempre com a sua amizade. Ao lado dela, n\u00e3o esque\u00e7o a simp\u00e1tica presen\u00e7a das minhas irm\u00e3s e das minhas sobrinhas.<\/p>\n<p>Neste ano, por\u00e9m, refiro uma aveirense, que, sendo ainda jovem, optou por viver num testemunho de f\u00e9 em Cristo e de amor aos outros, particularmente na catequese de crian\u00e7as, na forma\u00e7\u00e3o de jovens, no di\u00e1logo com casais e na dignifica\u00e7\u00e3o da liturgia. A sua decis\u00e3o, que come\u00e7ou a surgir num encontro inesperado perto da foz do rio herminiense enaltecido por fados e guitarradas, foi-se abrindo para o projeto do seu dia-a-dia, convencida de que o mais importante na vida \u00e9 decidir. Orientando-se sempre pelo primeiro e \u00fanico amor, pressente-se que \u00e9 extraordinariamente feliz. Ao vir ao mundo deram-lhe o nome invulgar de Miriam Anguelana e os apelidos de Rosas e de Visela; talvez os pais quisessem perpetuar na filha os cognomes de antigos progenitores.<\/p>\n<p>Nasceu numa aldeia englobada na grande propriedade que em 1166, nas labutas da reconquista crist\u00e3, foram doadas ao poderoso mosteiro de Santa Cruz de Coimbra com o fim de serem protegidas das constantes investidas dos mouros; por isso, tal povoa\u00e7\u00e3o era e \u00e9 conhecida com o nome que proveio da designa\u00e7\u00e3o do matagal bravio que anteriormente fora do dom\u00ednio dos sarracenos. Sob a sombra das \u00e1rvores, nascedi\u00e7as mas vi\u00e7osas, l\u00e1 para os lados de uma pequena \u00ednsula no meio de um paul, brotava uma nascente de boa \u00e1gua que, uma vez conduzida num modesto aqueduto, matava a sede aos homens e aos animais, servindo tamb\u00e9m para a irriga\u00e7\u00e3o dos campos agr\u00edcolas. Ao longo da sua hist\u00f3ria, da\u00ed t\u00eam surgido homens que se distinguiram na P\u00e1tria e na Igreja, sendo modelos de lealdade e de santidade.<\/p>\n<p>A Miriam Anguelana deixou-se alegremente vencer pelos exemplos da Fam\u00edlia de Nazar\u00e9 e da virgem italiana de Lucca, a qual, sem descurar os deveres dom\u00e9sticos, se distinguiu na dedica\u00e7\u00e3o aos pobres, aos prisioneiros, aos doentes e aos sofredores. Pensando em Jesus, Maria e Jos\u00e9, ela deseja transmitir algo que ajude os casais e os jovens a serem felizes; e, recordando a vener\u00e1vel auxiliar dos Fratinelle, ela n\u00e3o perde tempo em banalidades, mas gasta-o no servi\u00e7o desinteressado para bem do pr\u00f3ximo e no servi\u00e7o da Igreja. Quem a conhece na cidade e na diocese de Aveiro, admira, louva e agradece a sua dedica\u00e7\u00e3o, espelhada em diversificados ambientes e lugares, sem preju\u00edzo dos seus deveres no instituto a que pertence por voca\u00e7\u00e3o e na casa onde trabalha h\u00e1 dezenas de anos.<\/p>\n<p>Ouve-se frequentemente afirmar que, ao lado ou \u00e0 frente de um grande homem est\u00e1 uma grande mulher; no caso concreto da Miriam Anguelana, a sua presen\u00e7a colaborante alarga-se a uma grande comunidade de homens e de mulheres, sem pretender protagonismos mas apenas viver a alegria do cumprimento do dever em cada hora e em cada momento, sem restri\u00e7\u00e3o nem descanso.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>8 de mar\u00e7o, Dia Internacional da Mulher<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-22152","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22152","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22152"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22152\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22152"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22152"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22152"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}