{"id":2217,"date":"2010-07-28T16:28:00","date_gmt":"2010-07-28T16:28:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=2217"},"modified":"2010-07-28T16:28:00","modified_gmt":"2010-07-28T16:28:00","slug":"supersticao-e-verdade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/supersticao-e-verdade\/","title":{"rendered":"Supersti\u00e7\u00e3o e verdade"},"content":{"rendered":"<p>Po\u00e7o de Jacob &#8211; 44 <!--more--> H\u00e1 dias, no canal Andalucia, no programa de flamenco \u201cSe Llama Copla\u201d, fui surpreendido por algo que pode parecer banal, mas impressionou-me. Os concorrentes falavam das suas supersti\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o a actuar em palco. A Andaluzia \u00e9 uma parte de Espanha com um catolicismo forte mas \u201csui generis\u201d, muito especial, na moda folcl\u00f3rica como se exprime. \u00c9 um catolicismo muito bonito e arraigado nas tradi\u00e7\u00f5es e vida deste povo, como de tantos no mundo. <\/p>\n<p>Cada um dos concorrentes falava das suas ora\u00e7\u00f5es, dos santinhos que invocavam ou traziam no peito, dos gestos e rituais antes de entrar em palco\u2026 Um dos jurados, entendido da m\u00fasica flamenca, dos melhores de Espanha, interrompeu e disse que n\u00e3o tinha supersti\u00e7\u00f5es, mas que n\u00e3o dispensava da sua vida \u2013 e tirou-o de seu bolso \u2013 o seu Ter\u00e7o, que n\u00e3o deixava de rezar porque certamente que isto trazia sobre ele a aten\u00e7\u00e3o da Virgem Maria. N\u00e3o acreditei que tal estivesse a acontecer numa televis\u00e3o \u2013 e com o aplauso de toda a gente. Isto emociona! Algu\u00e9m do mundo da arte confessar publicamente e t\u00e3o naturalmente sua f\u00e9, num mundo que tanto a questiona e critica a Igreja, \u00e9 uma raridade e um dom. Dei gra\u00e7as a Deus por ter presenciado t\u00e3o nobre atitude.<\/p>\n<p>Na mesma semana, com a televis\u00e3o ligada por acaso, enquanto trabalhava ouvi num desses programas da tarde das televis\u00f5es portuguesas um testemunho de uma portuguesa que n\u00e3o posso deixar de referir. Ela tinha ficado vi\u00fava do marido com quem vivera 13 anos. Penso que era jogador de futebol e que morreu num acidente de via\u00e7\u00e3o. Era brasileiro. O casal vivera um namoro de mais de 10 anos. A entrevistadora perguntou se viviam nesse tempo em comum e ela disse: \u201cNunca. O meu marido, quando era meu namorado, respeitava-me muito e nunca me tocou. Al\u00e9m do mais, ele era divorciado e n\u00f3s n\u00e3o nos cas\u00e1mos, porque eu sou ministra extraordin\u00e1ria da comunh\u00e3o e n\u00e3o podia viver em uni\u00e3o de facto. S\u00f3 sa\u00edamos os dois\u2026 At\u00e9 que Deus permitiu que sua ex-mulher falecesse e cas\u00e1mo-nos ent\u00e3o. Tivemos um filho, que acabou por perder o pai com 12 anos\u201d. Poderia ter 23, mas a f\u00e9 desta mulher, colocando-se acima de todo o desejo, e o seu amor pela Igreja e pela Eucaristia n\u00e3o lhe permitiram viver uma uni\u00e3o que ela sabia que lhe impediria de ter acesso aos sacramentos por ser il\u00edcita diante da lei de Deus.<\/p>\n<p>Algu\u00e9m dizer isso, quando as uni\u00f5es de facto entre cat\u00f3licos praticantes aumentam e se recebe a comunh\u00e3o como de um doce se tratasse, surpreendeu-me mais ainda do que o Ter\u00e7o do artista espanhol. Dei gra\u00e7as a Deus pelos dois e por ter a Igreja, escondidos nas sombras e luzes da vida, crist\u00e3os desta t\u00eampera, que me ajudam, neste Ano Sacerdotal acabado de celebrar, a renovar a minha f\u00e9 em Jesus. Ajudam-me a n\u00e3o temer mostrar-me padre a este mundo que tem sinais de tudo, mas cada vez mais perde os sinais dos que s\u00e3o de Deus, pelo modo de vestir e de agir. <\/p>\n<p>Ainda h\u00e1 gente que at\u00e9 a sua afectividade condiciona para poder simplesmente dizer a Deus, em verdade, que o ama. Neles, a Igreja cresce, e o Pai \u00e9 glorificado\u2026 Deo gratia.<\/p>\n<p>P.e Vitor Espadilha<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Po\u00e7o de Jacob &#8211; 44<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-2217","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2217","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2217"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2217\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2217"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2217"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2217"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}