{"id":22212,"date":"2013-04-10T17:07:00","date_gmt":"2013-04-10T17:07:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=22212"},"modified":"2013-04-10T17:07:00","modified_gmt":"2013-04-10T17:07:00","slug":"o-que-e-vida-consagrada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/o-que-e-vida-consagrada\/","title":{"rendered":"O que \u00e9 Vida Consagrada?"},"content":{"rendered":"<p>Vida Consagrada &#8211; 1 <!--more--> A que nos referimos quando falamos de Vida Consagrada?<\/p>\n<p>A Igreja, como nos indica o Conc\u00edlio Vaticano II na Constitui\u00e7\u00e3o Dogm\u00e1tica \u201cLumen Gentium\u201d, \u00e9 constitu\u00edda por diversas voca\u00e7\u00f5es: \u201cExiste de facto entre os seus membros diversidade, quer segundo as fun\u00e7\u00f5es [\u2026] quer segundo a condi\u00e7\u00e3o e estado de vida [\u2026]\u201d (LG 13). A diversidade vocacional, inerente \u00e0 Igreja, est\u00e1, pois, a indicar-nos que o Esp\u00edrito \u201c\u00abdistribuindo a cada um os seus dons como lhe apraz\u00bb (1 Cor 12,11), distribui tamb\u00e9m gra\u00e7as especiais entre os fi\u00e9is de todas as classes, as quais os tornam aptos e dispostos a tomar diversas obras e encargos, proveitosos para a renova\u00e7\u00e3o e cada vez mais ampla edifica\u00e7\u00e3o da Igreja, segundo aquelas palavras: \u00aba cada qual se concede a manifesta\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito em ordem ao bem comum\u00bb (1 Cor 12,7)\u201d (LG 12). <\/p>\n<p>Deste modo encontramos na Igreja diversas voca\u00e7\u00f5es, ou seja, diversos modos de viver a voca\u00e7\u00e3o comum, a voca\u00e7\u00e3o \u00e0 santidade: \u201cUm s\u00f3 \u00e9, pois, o Povo de Deus: \u00abum s\u00f3 Senhor, uma s\u00f3 f\u00e9, um s\u00f3 Batismo (Ef 4,5); comum \u00e9 a dignidade dos membros, pela regenera\u00e7\u00e3o em Cristo; comum a gra\u00e7a de filhos, comum a voca\u00e7\u00e3o \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o; uma s\u00f3 salva\u00e7\u00e3o, uma s\u00f3 esperan\u00e7a e uma caridade indivisa. Nenhuma desigualdade, portanto, em Cristo e na Igreja, por motivo de ra\u00e7a ou de na\u00e7\u00e3o, de condi\u00e7\u00e3o social ou de sexo, porque \u00abn\u00e3o h\u00e1 judeu nem grego, escravo nem homem livre, homem nem mulher: com efeito, em Cristo Jesus, todos v\u00f3s sois um\u00bb (Gl 3,28 gr.; cfr. Cl 3,11). Portanto, ainda que, na Igreja, nem todos sigam pelo mesmo caminho, todos s\u00e3o, contudo, chamados \u00e0 santidade, e a todos coube a mesma f\u00e9 pela justi\u00e7a de Deus (cfr. 2 Pd 1,1)\u201d (LG 32).  <\/p>\n<p>O II Conc\u00edlio do Vaticano indicou tr\u00eas modos de viver a voca\u00e7\u00e3o crist\u00e3: uns exercendo o minist\u00e9rio sagrado, os ministros que recebem o sacramento da Ordem (di\u00e1conos, presb\u00edteros e bispos); outros que s\u00e3o chamados a procurar o Reino de Deus tratando das realidades temporais e ordenando-as segundo Deus, os leigos; e outros que s\u00e3o chamados a imitar aquela forma de vida que o Filho de Deus assumiu ao entrar no mundo para cumprir a vontade do Pai (cf. LG 30, 31; 65, 43; 44 AG 23), os religiosos. <\/p>\n<p>Quanto a estes \u00faltimos, o Conc\u00edlio afirma: \u201cTendo em conta a constitui\u00e7\u00e3o divina hier\u00e1rquica da Igreja, este estado n\u00e3o \u00e9 interm\u00e9dio entre o estado dos cl\u00e9rigos e o dos leigos; de ambos estes estados s\u00e3o chamados por Deus alguns crist\u00e3os, a usufru\u00edrem um dom especial na vida da Igreja e, cada um a seu modo, a ajudarem a sua miss\u00e3o salvadora\u201d (LG 43). E ainda: \u201cPortanto, o estado constitu\u00eddo pela profiss\u00e3o dos conselhos evang\u00e9licos, embora n\u00e3o perten\u00e7a \u00e0 estrutura hier\u00e1rquica da Igreja, est\u00e1 contudo inabalavelmente ligado \u00e0 sua vida e santidade\u201d (LG 44). <\/p>\n<p>O decreto \u201cPerfectae Caritatis\u201d, documento do Concilio Vaticano II dedicado especificamente \u00e0 Vida Religiosa, enumera, por sua vez, os diversos institutos de Vida Religiosa existentes na Igreja: Institutos de vida contemplativa; Institutos de vida apost\u00f3lica; Institutos de vida mon\u00e1stica; A vida religiosa laical e Institutos seculares. <\/p>\n<p>Damo-nos conta que no Conc\u00edlio Vaticano II se usa a terminologia \u201cVida Religiosa\u201d para se fazer refer\u00eancia a uma grande diversidade de formas de consagra\u00e7\u00e3o existentes na Igreja. Atualmente, passados cinquenta anos da abertura do Conc\u00edlio, utiliza-se a terminologia \u201cVida Consagrada\u201d, visto que \u00e9 mais englobante, pois a Vida Religiosa, propriamente dita, faz parte, com outras formas de consagra\u00e7\u00e3o, do grande conjunto ao qual podemos chamar \u201cVida Consagrada\u201d. <\/p>\n<p>Quando falamos de Vida Consagrada, estamos, pois, a fazer refer\u00eancia a uma forma de vida crist\u00e3, como nos indica a exorta\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica de Jo\u00e3o Paulo II \u201cVita Consecrata\u201d, \u201cprofundamente arreigada nos exemplos e ensinamentos de Cristo Senhor\u201d (VC 1); a uma voca\u00e7\u00e3o eclesial que exige colocar a pr\u00f3pria exist\u00eancia ao servi\u00e7o do Reino de Deus, no seguimento de Jesus pobre, casto e obediente, imitando, assim, a sua forma de vida (VC 14); e tamb\u00e9m uma riqueza para a comunidade eclesial pela variedade dos carismas e institui\u00e7\u00f5es que a comp\u00f5em: as Ordens e Institutos religiosos, as Sociedades de Vida Apost\u00f3lica, os Institutos seculares, outros grupos de consagrados, todos aqueles que, no segredo do seu cora\u00e7\u00e3o, se dedicam a Deus por uma especial consagra\u00e7\u00e3o (VC 2).<\/p>\n<p>Maria de F\u00e1tima Semblano Pereira Moreira<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vida Consagrada &#8211; 1<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-22212","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22212","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22212"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22212\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22212"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22212"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22212"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}