{"id":22294,"date":"2011-03-30T10:44:00","date_gmt":"2011-03-30T10:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=22294"},"modified":"2011-03-30T10:44:00","modified_gmt":"2011-03-30T10:44:00","slug":"e-agora-5","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/e-agora-5\/","title":{"rendered":"E agora?&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>1 &#8211; A verdade \u00e9 como o azeite &#8211; diz a nossa gente; acaba por vir sempre \u00e0 tona da \u00e1gua, isto \u00e9, acaba sempre por se tornar patente.<\/p>\n<p>A pouco e pouco fomos percebendo que havia tend\u00eancias de alguns governantes de pa\u00edses europeus se erguerem nas tamancas, mesmo quando s\u00e3o de menor estatura. E, senhores do seu dinheiro e do seu nariz, olharem de soslaio os mais pequenos, manifestarem a sua supremacia de doadores, darem ares de compaix\u00e3o pelos retardados no desenvolvimento\u2026 E todas essas atitudes que contradizem em absoluto o sonho dos fundadores da Europa: uma casa comum, de muitas diversidades, de exemplo de comunh\u00e3o e unidade, enriquecidos todos pelas diferen\u00e7as de cada um.<\/p>\n<p>O certo \u00e9 que, cortadas as ra\u00edzes profundas a esse emblem\u00e1tico projecto de Europa das na\u00e7\u00f5es, come\u00e7amos a ver de tudo: t\u00e1bua rasa de identidades, dirigismo ideol\u00f3gico, social e pol\u00edtico e &#8211; pasme-se! &#8211; autoritarismo, a ponto de se dar ao luxo de criticar as institui\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas de um pa\u00eds livre e soberano(?). <\/p>\n<p>Seria uma voz louca a clamar no deserto, n\u00e3o fora algum (ir) respons\u00e1vel governante do pa\u00eds em quest\u00e3o fazer-se eco e colocar-se sob a protec\u00e7\u00e3o dessa cr\u00edtica inadmiss\u00edvel. <\/p>\n<p>\u00c9 assim que vai esta Europa e o nosso (des) governo!<\/p>\n<p>2 &#8211; Escritor de l\u00edngua portuguesa de reconhecido m\u00e9rito fez um l\u00facido e muito oportuno coment\u00e1rio sobre esta gera\u00e7\u00e3o que se sobressalta e manifesta indigna\u00e7\u00e3o pelo facto de n\u00e3o divisar um futuro consistente e de esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>Afirma, e bem, que esta \u201cgera\u00e7\u00e3o \u00e0 rasca\u201d \u00e9 fruto dos seus maiores, os quais, libertos de uma vida de domina\u00e7\u00e3o, confundiram liberdade com falta de disciplina, com oculta\u00e7\u00e3o das dificuldades da vida, com ilus\u00e3o de consumo, divertimento e facilidade\u2026 Afinal, o que a governa\u00e7\u00e3o fez ao pa\u00eds, fizeram-na muitos pais a seus filhos: um teor de vida de fartura, mesmo com escassez de meios; uma fantasia de sucesso, sem trabalho; um ar de modernidade sem disciplina nem exerc\u00edcio de vontade.<\/p>\n<p>O cidad\u00e3o minimamente l\u00facido pergunta-se como foi poss\u00edvel &#8211; como \u00e9 poss\u00edvel &#8211; assumir responsabilidades familiares omitindo por completo o empenho em fazer os mais novos participar do realismo da vida, da necessidade do trabalho, da imperiosa urg\u00eancia de se respeitarem as fun\u00e7\u00f5es-miss\u00f5es diferentes, de pai, de m\u00e3e, de av\u00f3, de av\u00f4, de professor, de padeiro, de varredor de rua, de engenheiro, de ministro de uma religi\u00e3o\u2026 Todos iguais em dignidade, mas cuja diversidade e fun\u00e7\u00e3o-miss\u00e3o tem de ser respeitada.<\/p>\n<p>Culpa tem quem relativizou e privatizou todos os valores, a come\u00e7ar pela verdade! Culpa tem quem promoveu uma civiliza\u00e7\u00e3o de sensa\u00e7\u00f5es ef\u00e9meras em vez de uma civiliza\u00e7\u00e3o de redes consistentes de rela\u00e7\u00f5es, entretecidas de deveres e direitos! <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1 &#8211; A verdade \u00e9 como o azeite &#8211; diz a nossa gente; acaba por vir sempre \u00e0 tona da \u00e1gua, isto \u00e9, acaba sempre por se tornar patente. A pouco e pouco fomos percebendo que havia tend\u00eancias de alguns governantes de pa\u00edses europeus se erguerem nas tamancas, mesmo quando s\u00e3o de menor estatura. 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