{"id":22328,"date":"2013-04-17T16:08:00","date_gmt":"2013-04-17T16:08:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=22328"},"modified":"2013-04-17T16:08:00","modified_gmt":"2013-04-17T16:08:00","slug":"gil-vicente-supostamente-no-seculo-xxi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/gil-vicente-supostamente-no-seculo-xxi\/","title":{"rendered":"Gil Vicente supostamente no s\u00e9culo XXI"},"content":{"rendered":"<p>&#8220;As Barcas&#8221; no Teatro Aveirense <!--more--> Esta cria\u00e7\u00e3o toma como base os textos das Barcas de Gil Vicente (\u201cAuto da Barca do Inferno\u201d, \u201cAuto da Barca do Purgat\u00f3rio\u201d e \u201cAuto da Barca da Gl\u00f3ria\u201d), mas n\u00e3o \u00e9 teatro vicentino. \u00c9 teatro contempor\u00e2neo, com a omnipresen\u00e7a da quest\u00e3o do corpo, o corpo sens\u00edvel, o corpo \u201cperdido nos labirintos do tempo e dos sentidos\u201d, refer\u00eancias \u00e0 crise e aos desejos de algumas mentalidades atuais que veem a realiza\u00e7\u00e3o humana na multiplica\u00e7\u00e3o do dinheiro, na frequ\u00eancia de escolas de elite, na casa vistosa, e cr\u00edtica religiosa que em alguns momentos entendemos, como quando se fala do \u201ccoelhinho da P\u00e1scoa\u201d, e noutros repudiamos. A certa altura os atores falam e cantam com sotaque brasileiro para um suposto Jesus numa cadeira (que est\u00e1 vazia) que depois \u00e9 elevada e transportada como andor. Evidentemente que a liberdade art\u00edstica n\u00e3o pode ser negada. Custa \u00e9 ouvir o riso gratuito do p\u00fablico \u00e0 invoca\u00e7\u00e3o do nome daquele em que acreditamos como redentor. Parece que a cr\u00edtica vicentina, cortante para os crentes e as crendices na transi\u00e7\u00e3o da Idade M\u00e9dia para o Renascimento, mas mantendo a f\u00e9 no Salvador (as barcas confessam claramente a f\u00e9 numa vida para l\u00e1 desta vida), \u00e9 subvertida por esta cria\u00e7\u00e3o que se pretende filiada nas ideias e frases do fundador do teatro portugu\u00eas.<\/p>\n<p>Se como afirma o autor da pe\u00e7a,  Jo\u00e3o Garcia Miguel, \u201cas barcas s\u00e3o uns sapatos para gigantes que permitem que se caminhe sobre as \u00e1guas que rodeiam o mundo e partir para outro mundo\u201d, o outro mundo aqui n\u00e3o \u00e9 o da escatologia crist\u00e3 (c\u00e9u, purgat\u00f3rio, inferno). \u00c9 o mesmo da banalidade de um certo tipo de teatro contempor\u00e2neo que n\u00e3o consegue evitar uns gestos repentinos cujo sentido n\u00e3o se percebe (ok, representam o absurdo e a incomunicabilidade da sociedade em que vivemos), uns corpos nus ou seminus e, claro, cr\u00edticas gratuitas \u00e0 religi\u00e3o. S\u00f3 crist\u00e3, pois. A pe\u00e7a, de cerca de hora e meia, pode ser vista na \u00edntegra em http:\/\/www.joaogarciamiguel.com\/html_pt\/work\/asbarcas_pt.php. <\/p>\n<p>J.P.F.<\/p>\n<p>Teatro: \u201cAs Barcas\u201d, no Teatro Aveirense, dia 19 de abril, \u00e0s 21h30. Dire\u00e7\u00e3o e dramaturgia de Jo\u00e3o Garcia Miguel. Interpreta\u00e7\u00e3o de Felix Lozano, Sara Ribeiro, David Pereira Bastos e Costanza Givone. Bilhetes a 4 euros.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;As Barcas&#8221; no Teatro Aveirense<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[67],"tags":[],"class_list":["post-22328","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ver-ouvir-sair"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22328","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22328"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22328\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22328"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22328"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22328"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}