{"id":22490,"date":"2011-03-23T10:38:00","date_gmt":"2011-03-23T10:38:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=22490"},"modified":"2011-03-23T10:38:00","modified_gmt":"2011-03-23T10:38:00","slug":"accao-basica-prioridade-politica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/accao-basica-prioridade-politica\/","title":{"rendered":"Ac\u00e7\u00e3o b\u00e1sica &#8211; prioridade pol\u00edtica"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> Existe uma ac\u00e7\u00e3o social b\u00e1sica em todas as localidades, e existiu sempre ao longo da hist\u00f3ria. Ela ocupa-se de situa\u00e7\u00f5es grav\u00edssimas n\u00e3o atendidas convenientemente nem pelas institui\u00e7\u00f5es particulares nem pelos organismos p\u00fablicos. E consiste na entreajuda pr\u00f3pria das rela\u00e7\u00f5es de fam\u00edlia, vizinhan\u00e7a, amizade, trabalho, conv\u00edvio&#8230;, bem como no voluntariado social de proximidade. O bom senso aconselha a que esta ac\u00e7\u00e3o seja reconhecida, facilitada e integrada nas solu\u00e7\u00f5es recomend\u00e1veis dos problemas sociais; por\u00e9m, o Estado e a pr\u00f3pria sociedade civil menosprezam-na e consideram-na assistencialista, no sentido mais pejorativo (cf. o artigo anterior). Quase d\u00e3o a entender que seria prefer\u00edvel n\u00e3o existir a ac\u00e7\u00e3o social b\u00e1sica, e serem votadas ao abandono as graves situa\u00e7\u00f5es de que ela se ocupa. (cf., em sentido contr\u00e1rio, \u00abDeus C\u00e1ritas Est\u00bb, de Bento XVI, n\u00ba. 31-b).<\/p>\n<p>Com baix\u00edssimo custo financeiro, o Governo daria um contributo decisivo para o reconhecimento da ac\u00e7\u00e3o social b\u00e1sica e para a atenua\u00e7\u00e3o dos problemas sociais, se levasse por diante seis medidas extremamente simples: (a) &#8211; o est\u00edmulo \u00e0 cria\u00e7\u00e3o e ao funcionamento de grupos de voluntariado social de proximidade, em todas as localidades do pa\u00eds, interligados com a entreajuda local; (b) &#8211; a articula\u00e7\u00e3o regular entre esses grupos e os servi\u00e7os sociais, p\u00fablicos e privados; (c) &#8211; o tratamento estat\u00edstico dos dados relativos aos casos sociais acompanhados pelos grupos; (d) &#8211; A reflex\u00e3o colectiva, a n\u00edvel local e nacional, sobre os problemas sem solu\u00e7\u00e3o, e a assun\u00e7\u00e3o dos compromissos tidos por necess\u00e1rios; (e) &#8211; tamb\u00e9m a n\u00edvel local e nacional, a proposta de medidas pol\u00edticas para a solu\u00e7\u00e3o, mais provis\u00f3ria ou mais definitiva, desses problemas; (f) &#8211; a adop\u00e7\u00e3o efectiva dessas medidas, ou de outras, pelo poder pol\u00edtico.<\/p>\n<p>A n\u00edvel nacional existe, h\u00e1 v\u00e1rios anos, uma inst\u00e2ncia vocacionada para a congrega\u00e7\u00e3o de esfor\u00e7os no dom\u00ednio social. Trata-se do \u00abPacto de Coopera\u00e7\u00e3o para a Solidariedade\u00bb, integrado por representantes do Governo, das regi\u00f5es aut\u00f3nomas, das autarquias locais e das institui\u00e7\u00f5es particulares de solidariedade social. Acontece, por\u00e9m, que esta inst\u00e2ncia n\u00e3o re\u00fane regularmente e, quando re\u00fane, n\u00e3o tem atribu\u00eddo prioridade suficiente \u00e0 reflex\u00e3o sobre os problemas sem solu\u00e7\u00e3o, em ordem a serem resolvidos dentro ou fora das institui\u00e7\u00f5es. Apesar da crise, parece que o Estado e a sociedade civil ainda est\u00e3o longe de actua\u00e7\u00f5es concertadas e coerentes.  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-22490","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22490","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22490"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22490\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22490"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22490"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22490"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}