{"id":22518,"date":"2011-03-02T10:15:00","date_gmt":"2011-03-02T10:15:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=22518"},"modified":"2011-03-02T10:15:00","modified_gmt":"2011-03-02T10:15:00","slug":"democratizar-a-economia-3-accoes-intermedias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/democratizar-a-economia-3-accoes-intermedias\/","title":{"rendered":"Democratizar a economia (3) &#8211; ac\u00e7\u00f5es interm\u00e9dias"},"content":{"rendered":"<p>Em poucas palavras, democratizar a economia \u00e9 contribuir para que ela seja, e esteja ao servi\u00e7o, das pessoas (cf. o 1\u00ba. par\u00e1grafo do pen\u00faltimo artigo). Isto implica o envolvimento de todas as entidades p\u00fablicas e privadas, num esfor\u00e7o permanente de congrega\u00e7\u00e3o de esfor\u00e7os; implica, em especial, a promo\u00e7\u00e3o de ac\u00e7\u00f5es de base, interm\u00e9dias e pol\u00edticas. No artigo anterior, abordaram-se, de maneira sum\u00e1ria, algumas ac\u00e7\u00f5es de base; dedica-se este a ac\u00e7\u00f5es interm\u00e9dias.<\/p>\n<p>A doutrina social da Igreja consagrou, h\u00e1 muito, a express\u00e3o \u00abcorpos interm\u00e9dios\u00bb, para significar as entidades que se situam entre as pessoas-fam\u00edlias e os centros de decis\u00e3o pol\u00edtica. Tal \u00e9 o caso, nomeadamente, das empresas, das cooperativas, das institui\u00e7\u00f5es particulares, das diferentes associa\u00e7\u00f5es e funda\u00e7\u00f5es&#8230; Os \u00abcorpos interm\u00e9dios\u00bb caracterizam-se por emanarem da sociedade, resolverem alguns dos seus problemas, n\u00e3o disporem de poder soberano, mas poderem exercer influ\u00eancia nele. Dentro de um s\u00e3o entendimento, defende-se a n\u00e3o transfer\u00eancia, para a inst\u00e2ncia pol\u00edtica, de actividades que podem ser realizadas pelos \u00abcorpos interm\u00e9dios\u00bb; tal como n\u00e3o deve ser transferido, para os \u00abcorpos interm\u00e9dios\u00bb, aquilo que pode ser realizado pelas pessoas e fam\u00edlias. Cada \u00abcorpo interm\u00e9dio\u00bb contribui, positiva ou negativamente, para a democratiza\u00e7\u00e3o da economia, embora muitas vezes n\u00e3o o assumam; recomend\u00e1vel \u00e9 que o assumam e, sobretudo, que d\u00eaem contributos positivos, evitando os negativos.<\/p>\n<p>Se, porventura, os \u00abcorpos interm\u00e9dios\u00bb funcionassem bem, ter\u00edamos uma estreita articula\u00e7\u00e3o entre representantes de trabalhadores e de empregadores, a n\u00edvel de freguesia, concelho, distrito e nacional. Ter\u00edamos tamb\u00e9m articula\u00e7\u00e3o igualmente estreita, nos mesmos  n\u00edveis, entre representantes das diferentes institui\u00e7\u00f5es particulares de solidariedade social, integradas ou n\u00e3o na Confedera\u00e7\u00e3o Nacional das Institui\u00e7\u00f5es de Solidariedade, na Uni\u00e3o das Miseric\u00f3rdias e na Uni\u00e3o das Mutualidades. Tais articula\u00e7\u00f5es aconteceriam regularmente, e n\u00e3o estariam \u00e0 espera de iniciativas governamentais: O Conselho Permanente de Concerta\u00e7\u00e3o Social reuniria regularmente, com ou sem a presen\u00e7a de representantes do Governo; o mesmo aconteceria como as entidades de \u00e2mbito nacional representadas no \u00abPacto de Coopera\u00e7\u00e3o para a Solidariedade (institui\u00e7\u00f5es particulares de solidariedade, autarquias locais e governos regionais). Infelizmente, por enquanto, nem a pr\u00f3pria gravidade da crise suscitou estas articula\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em poucas palavras, democratizar a economia \u00e9 contribuir para que ela seja, e esteja ao servi\u00e7o, das pessoas (cf. o 1\u00ba. par\u00e1grafo do pen\u00faltimo artigo). Isto implica o envolvimento de todas as entidades p\u00fablicas e privadas, num esfor\u00e7o permanente de congrega\u00e7\u00e3o de esfor\u00e7os; implica, em especial, a promo\u00e7\u00e3o de ac\u00e7\u00f5es de base, interm\u00e9dias e pol\u00edticas. 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