{"id":22586,"date":"2011-04-13T09:14:00","date_gmt":"2011-04-13T09:14:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=22586"},"modified":"2011-04-13T09:14:00","modified_gmt":"2011-04-13T09:14:00","slug":"nunca-e-tarde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/nunca-e-tarde\/","title":{"rendered":"Nunca \u00e9 tarde!"},"content":{"rendered":"<p>1 &#8211; A Europa assiste com alguma indiferen\u00e7a, sobretudo com falta de reac\u00e7\u00e3o dos cat\u00f3licos, a um conjunto de \u201cacasos\u201d, que n\u00e3o t\u00eam outro objectivo sen\u00e3o fazer crer, principalmente \u00e0s gera\u00e7\u00f5es mais jovens, a inutilidade de Deus, na vida de cada um e no cerne da vida social. Desde o \u201cinsignificante\u201d esquecimento de enunciar as festas religiosas cat\u00f3licas na agenda da Europa, at\u00e9 \u00e0s orienta\u00e7\u00f5es educativas dirigistas, estalinistas e laicistas\u2026<\/p>\n<p>Se tivessem feito isto com pleno \u00eaxito dois s\u00e9culos atr\u00e1s, estar\u00edamos hoje privados de um conjunto de talentos, que v\u00e3o da pol\u00edtica \u00e0 biologia, da literatura \u00e0 qu\u00edmica, da matem\u00e1tica \u00e0 m\u00fasica, da filosofia \u00e0 economia\u2026<\/p>\n<p>Em boa hora o ISCRA \u2013 Instituto Superior de Ci\u00eancias Religiosas de Aveiro \u2013 tem desenvolvido um conjunto de iniciativas que demonstram, \u00e0 saciedade, como a possibilidade de liberdade de educa\u00e7\u00e3o, o exerc\u00edcio desinibido da f\u00e9, a presen\u00e7a da Igreja no cerne da vida das sociedades, t\u00eam sido um contributo precioso para um desenvolvimento positivo das pessoas e das na\u00e7\u00f5es, da ci\u00eancia e da civiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 modesta no seu tamanho, mas extremamente rica na sua subst\u00e2ncia, uma exposi\u00e7\u00e3o aberta na semana passada e patente no Semin\u00e1rio de Aveiro. Cerca de uma vintena de figuras de primeiro plano ali nos demonstram como a f\u00e9 da Igreja, vivida intensamente por essas pessoas, foi um impulso para se guindarem \u00e0 altura de traves mestras de ci\u00eancias e  artes, art\u00edfices de civiliza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>2 &#8211; Quem dera que encontr\u00e1ssemos, hoje e no nosso pa\u00eds, sobretudo na pol\u00edtica, na economia, na administra\u00e7\u00e3o\u2026, figuras destas, em vez de \u201cnarizes de pin\u00f3quio\u201d, vendedores de banha da cobra, charlat\u00e3es e manequins, fraudulentos com ares de v\u00edtimas, atirando-se mutuamente os frasquinhos mal cheirosos das culpas da cat\u00e1strofe, deixando ao povo a impress\u00e3o de que, afinal, os culpados somos todos n\u00f3s.<\/p>\n<p>\u00c9 verdade que os maus h\u00e1bitos, que a todos contagiaram, acabaram por instalar um clima de novo-riquismo insustent\u00e1vel e balofo. Mas algu\u00e9m nos vendeu este para\u00edso de ilus\u00f5es: de relativismo, sem compromissos; de facilidade, sem sacrif\u00edcios; de consumo, sem produ\u00e7\u00e3o; de futuro, sem suor no presente\u2026<\/p>\n<p>Palavras! Palavras! Palavras!&#8230; Ai, se o povo abrisse os olhos e visse a realidade que nos ocultaram, se abrisse os ouvidos e desse cr\u00e9dito aos s\u00e1bios que nos alertaram, estar\u00edamos seguramente num caminho mais esperan\u00e7oso. E aqueles que nos distribu\u00edram \u201cp\u00e3o e circo\u201d estariam h\u00e1 muito a pagar as suas burlas.<\/p>\n<p>Nunca \u00e9 tarde para retomar rumos certos! Sobretudo nunca \u00e9 tarde para acordar do sono da in\u00e9rcia e tomar em m\u00e3os o nosso destino, recusando hipotec\u00e1-lo a qualquer \u201cD. Sebasti\u00e3o\u201d surgido destes nevoeiros em que nos envolveram.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1 &#8211; A Europa assiste com alguma indiferen\u00e7a, sobretudo com falta de reac\u00e7\u00e3o dos cat\u00f3licos, a um conjunto de \u201cacasos\u201d, que n\u00e3o t\u00eam outro objectivo sen\u00e3o fazer crer, principalmente \u00e0s gera\u00e7\u00f5es mais jovens, a inutilidade de Deus, na vida de cada um e no cerne da vida social. 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