{"id":22639,"date":"2011-04-13T10:06:00","date_gmt":"2011-04-13T10:06:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=22639"},"modified":"2011-04-13T10:06:00","modified_gmt":"2011-04-13T10:06:00","slug":"mais-que-rectangulo-politico-ou-feira-da-ladra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/mais-que-rectangulo-politico-ou-feira-da-ladra\/","title":{"rendered":"Mais que rect\u00e2ngulo pol\u00edtico ou feira da ladra"},"content":{"rendered":"<p>O mundo de hoje n\u00e3o \u00e9 um mapa cor-de-rosa. Anda sacudido por violentas convuls\u00f5es pol\u00edticas no norte de \u00c1frica e m\u00e9dio oriente, restos de sismos, chuvas descontroladas, tornados avassaladores em v\u00e1rios pontos do globo. E esse recente abalo tr\u00eas vezes tr\u00e1gico acontecido no Jap\u00e3o que nos acentua a fragilidade e impot\u00eancia perante as for\u00e7as descontroladas da natureza em terra e mar. Mas nos lembra alguns erros crassos dos nossos c\u00e1lculos de resist\u00eancia face \u00e0s for\u00e7as l\u00f3gicas e cegas de falhas tect\u00f3nicas, aluimentos de terras, ondas alterosas que parecem fazer voltar contra n\u00f3s todas as suas f\u00farias. A isso se associa a maior for\u00e7a que cri\u00e1mos at\u00e9 hoje \u2013 a at\u00f3mica \u2013 que contra n\u00f3s se voltou quando se lhe pedia um servi\u00e7o pac\u00edfico de energia para os nossos gastos \u00fateis e in\u00fateis. Afinal repetiu-se Hiroshima.<\/p>\n<p>Para os nossos lados vamos esmorecendo em crises, multiplicando debates, an\u00e1lises, anatomias, discursos e com\u00edcios, sentindo cada dia subir mais a onda dos juros, impostos, fal\u00eancias e desemprego que nos tornam mais pobres, dependentes e possivelmente mesquinhos, resguardando mais os nossos cofres pequenos e grandes com medo de que a mis\u00e9ria dos outros os assalte. Apesar de continuarem as r\u00e9plicas pol\u00edticas sobre as culpas deste ou daquele, come\u00e7a a compreender-se que isso \u00e9 irris\u00f3rio face \u00e0 dimens\u00e3o dos problemas que vivemos. Alargando o olhar para o gr\u00e9mio mais espa\u00e7oso a que pertencemos \u2013 a Europa \u2013 invade-nos a d\u00favida. Pertencer \u00e0 Uni\u00e3o \u00e9 mais que pagar na mesma moeda, apesar de sabermos que em neg\u00f3cios, ningu\u00e9m d\u00e1 nada a ningu\u00e9m \u2013 amigos, amigos, neg\u00f3cios \u00e0 parte. Mas a pergunta \u00e9 esta: que somos para a Europa? Que \u00e9 a Europa para n\u00f3s?<\/p>\n<p>E aqui entramos noutra hist\u00f3ria: o que nos fez entrar na Comunidade Europeia? Por qu\u00ea e para qu\u00ea fomos convidados? Que significado t\u00eam os discursos e an\u00e1lises de hist\u00f3ria comum e elementos culturais, pol\u00edticos e patrimoniais que nos podem agregar num mesmo barco sem perdermos a nossa identidade?<\/p>\n<p>S\u00e3o quest\u00f5es que nos envolvem e onde pode estar alguma sa\u00edda para o presente impasse. Mas n\u00e3o separadas de outra: a nossa nacionalidade como identidade primeira de povo. Que a todos nos envolve, responsabiliza e lan\u00e7a para mais um desafio que n\u00e3o \u00e9 o primeiro nem ser\u00e1 o \u00faltimo da nossa hist\u00f3ria. Assim entendido, o pa\u00eds exige justamente outro olhar, aberto, solid\u00e1rio, comprometido. Onde o todo \u00e9 mais que a soma das partes, o pa\u00eds \u00e9 mais que uma pessoa, um chefe, um partido. O facto de termos matriz e vida crist\u00e3 em muitos pontos da nossa terra e do planeta acentua o empenhamento onde a solidariedade se torna urgente e eficaz. Isso s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel se definirmos Portugal como um povo e n\u00e3o como um ret\u00e2ngulo pol\u00edtico ou feira de compra e venda.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mundo de hoje n\u00e3o \u00e9 um mapa cor-de-rosa. Anda sacudido por violentas convuls\u00f5es pol\u00edticas no norte de \u00c1frica e m\u00e9dio oriente, restos de sismos, chuvas descontroladas, tornados avassaladores em v\u00e1rios pontos do globo. 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