{"id":22695,"date":"2011-04-20T10:02:00","date_gmt":"2011-04-20T10:02:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=22695"},"modified":"2011-04-20T10:02:00","modified_gmt":"2011-04-20T10:02:00","slug":"cinco-quadros-para-cinco-decadas-de-vida-artistica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/cinco-quadros-para-cinco-decadas-de-vida-artistica\/","title":{"rendered":"Cinco quadros para cinco d\u00e9cadas de vida art\u00edstica"},"content":{"rendered":"<p>Jeremias Bandarra, a comemorar 50 anos de vida art\u00edstica, escolheu e explicou ao Correio do Vouga cinco dos quadros que de algum modo simbolizam as fases da sua carreira. Estas e outras obras podem ser apreciadss at\u00e9 ao final do m\u00eas na Galeria Morgados da Pedricosa, em Aveiro. Aqui ficam as palavras do artista.<\/p>\n<p>\u201cMulheres no Rossio\u201d, de 1973. \u00c9 uma das minhas primeiras obras, um tema ligado \u00e0 cidade. J\u00e1 na altura n\u00e3o \u00e9ramos muito realistas, pelo que este tra\u00e7o nem sempre era bem aceite. Vemos palmeiras, salinas, a ponte de S\u00e3o Jo\u00e3o e duas mulheres da beira-mar. Esta constru\u00e7\u00e3o de tra\u00e7os e cores era muito moderna para aquela \u00e9poca.<\/p>\n<p>\u201cMedita\u00e7\u00e3o\u201d, de 1981. Este quadro representa uma fase mais simb\u00f3lica. A rapariga est\u00e1 em medita\u00e7\u00e3o. Tem um gato, porque os felinos s\u00e3o dos animais que dormem mais. A figura, com gestos orientais, est\u00e1 enquadrada por uma \u00e1rvore que a cobre, como se toda a cena se envolvesse na medita\u00e7\u00e3o. H\u00e1 aqui alguma carga m\u00edstica, influ\u00eancia do budismo.<\/p>\n<p>\u201cBarcos na Ria\u201d, de 1983. Influ\u00eancia do construtivismo. Quando olhamos para as coisas n\u00e3o vemos tudo. Vemos as linhas direitas e curvas e a nossa mente constr\u00f3i a realidade. Captei a magia dos barcos moliceiros sem ter um desenho muito definido. N\u00e3o se capta tudo, mas capta-se mais do que o que se pode ver. A pintura n\u00e3o \u00e9 reprodu\u00e7\u00e3o do real, mas recria\u00e7\u00e3o do real.<\/p>\n<p>\u201cAqu\u00e1rio\u201d, de 2002. Esta pintura \u00e9 o ex-libris da exposi\u00e7\u00e3o. Temos novamente figura\u00e7\u00e3o, mas de uma forma estilizada. A mulher como que emerge de um fundo. \u00c0 sua frente tem um aqu\u00e1rio. N\u00e3o \u00e9 um trabalho er\u00f3tico. Nunca tal pretendi fazer. Mas \u00e9 muito crom\u00e1tico.<\/p>\n<p>\u201cComposi\u00e7\u00e3o abstracta\u201d, de 2010. Na minha mais recente fase art\u00edstica, ca\u00ed novamente na abstrac\u00e7\u00e3o e no geometrismo. N\u00e3o quer dizer que n\u00e3o fa\u00e7a aguarelas e ilustra\u00e7\u00f5es. Mas aos 75 anos, quero fazer o que realmente gosto, mesmo que provoque um certo choque. Demoro muito mais tempo a fazer um quadro destes do que um figurativo. Neste g\u00e9nero, predominam as figuras geom\u00e9tricas. O equil\u00edbrio em termos de cores, figuras e texturas \u00e9 muito mais dif\u00edcil. Ao terminar um quadro como este, ponho-o de lado alguns dias e depois volto a ele para retocar. Ando nisto alguns dias at\u00e9 sentir que a obra est\u00e1 pronta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jeremias Bandarra, a comemorar 50 anos de vida art\u00edstica, escolheu e explicou ao Correio do Vouga cinco dos quadros que de algum modo simbolizam as fases da sua carreira. Estas e outras obras podem ser apreciadss at\u00e9 ao final do m\u00eas na Galeria Morgados da Pedricosa, em Aveiro. Aqui ficam as palavras do artista. \u201cMulheres [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-22695","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22695","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22695"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22695\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22695"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22695"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22695"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}