{"id":2276,"date":"2010-09-01T09:59:00","date_gmt":"2010-09-01T09:59:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=2276"},"modified":"2010-09-01T09:59:00","modified_gmt":"2010-09-01T09:59:00","slug":"sera-que-conseguimos-consertar-o-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/sera-que-conseguimos-consertar-o-mundo\/","title":{"rendered":"Ser\u00e1 que conseguimos consertar o mundo?"},"content":{"rendered":"<p>Colabora\u00e7\u00e3o <!--more--> Eu imagino que a maioria das pessoas opta pela negativa pessimista: tal como isto est\u00e1, n\u00e3o tem rem\u00e9dio, argumentam enquanto maneiam a cabe\u00e7a para confirmar a sua negativa; uma pequena parte, procura ser optimista e refere com ar saudosista: n\u00e3o ser\u00e1 para o meu tempo, mas ser\u00e1, se Deus quiser, para os meus netos ou bisnetos.<\/p>\n<p>E n\u00f3s que vivemos neste s\u00e9culo, com os p\u00e9s bem assentes na terra, mas procuramos que a cabe\u00e7a e o cora\u00e7\u00e3o se fixem mais alto, o que faremos? Com uma pequena hist\u00f3ria vou dar uma pista para consertarmos o mundo \u2013 eu tamb\u00e9m me incluo.<\/p>\n<p>\u201cUm cientista passava horas e horas no seu laborat\u00f3rio \u00e0 procura de respostas que lhe respondessem \u00e0s in\u00fameras interroga\u00e7\u00f5es que o preocupavam. Com os problemas do mundo vivia preocupado por n\u00e3o encontrar maneira de os solucionar. <\/p>\n<p>Um dia o seu filho de sete anos, bateu \u00e0 porta do laborat\u00f3rio do pai, pedindo-lhe para o ajudar a resolver os seus problemas. A crian\u00e7a via que o pai n\u00e3o pensava em mais nada, descurando a companhia que devia fazer \u00e0 fam\u00edlia e em especial a ele, seu filho.<\/p>\n<p>O pai tentou demov\u00ea-lo dessa ideia, mas vendo que nenhum argumento resultava, teve uma ideia \u2013 arranjar algo suficientemente atraente que ocupasse o garoto com entusiasmo. Nesse momento deparou com uma revista que tinha o mapa do mundo e ent\u00e3o resolveu cortar a p\u00e1gina, rasg\u00e1-la em bocados pequenos e dando ao filho, juntamente com um rolo de fita-cola, pediu-lhe que consertasse o mundo. <\/p>\n<p>O garoto acedeu e saiu do laborat\u00f3rio do pai, enquanto este pensava que o filho entretido com a tarefa, que devia demorar largos dias, talvez se esquecesse do seu desejo de o ajudar. <\/p>\n<p>N\u00e3o tinha passado uma hora quando o pai ouviu a voz do filho dizer: &#8211; Pai j\u00e1 acabei, consegui colar tudo.<\/p>\n<p>O pai ficou surpreendido com estas palavras do filho, mas muito mais quando viu que o mapa do mundo estava completo e correcto.<\/p>\n<p>\u00c9 imposs\u00edvel, meu filho, que tu t\u00e3o novinho conhe\u00e7as o mundo, como conseguiste? <\/p>\n<p>Olha pai, eu comecei a colar as partes do mapa do mundo, mas n\u00e3o conseguia nada, ent\u00e3o lembrei-me que vi nas costas do mapa do mundo a figura de um homem. Esse eu sabia como era. Ent\u00e3o virei ao contr\u00e1rio os peda\u00e7os, consertei o homem e ao virar a folha vi que tinha consertado o mundo\u201d.<\/p>\n<p>Conclus\u00e3o: n\u00e3o tentemos consertar o mundo, mas se cada um se consertar a si mesmo e consertar os mais pr\u00f3ximos e sobretudo aqueles que lhe s\u00e3o confiados, de certeza certa, que o mundo, mais tarde ou mais cedo, tamb\u00e9m fica consertado.<\/p>\n<p>Maria Fernanda Barroca  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Colabora\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[48],"tags":[],"class_list":["post-2276","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espaco-comum"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2276","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2276"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2276\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2276"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2276"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2276"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}