{"id":22765,"date":"2011-04-06T10:13:00","date_gmt":"2011-04-06T10:13:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=22765"},"modified":"2011-04-06T10:13:00","modified_gmt":"2011-04-06T10:13:00","slug":"podemos-passar-ao-lado-da-primavera","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/podemos-passar-ao-lado-da-primavera\/","title":{"rendered":"Podemos passar ao lado da Primavera?"},"content":{"rendered":"<p>Com o tempo da Quaresma come\u00e7a para os crist\u00e3os o acordar da Primavera. Na natureza j\u00e1 n\u00e3o se conseguem esconder os sinais da sua presen\u00e7a: das \u00e1rvores de grande porte \u00e0 mais singela flor tudo parece despertar da penumbra do inverno. Sentimo-nos como naquela passagem da Carta aos Hebreus, que diz: \u00abestamos envolvidos por uma nuvem de testemunhas\u00bb. De facto, o grande alvoro\u00e7o de vida com que a cria\u00e7\u00e3o, a nosso lado, se reveste, constitui um desafio que vai directo ao interior de n\u00f3s. Podemos passar ao lado da Primavera sem reflorir?<\/p>\n<p>A chave do nosso florescimento \u00e9 Cristo. \u00c9 Ele que permite ao Homem, sendo velho, nascer de novo. De junto do Pai, Ele envia-nos o Esp\u00edrito que nos conduz \u00e0 verdade plena. O Esp\u00edrito desmonta o nosso fatalismo em rela\u00e7\u00e3o a n\u00f3s e \u00e0 hist\u00f3ria, desarmando as declara\u00e7\u00f5es que fazemos sobre o que \u00e9 imposs\u00edvel. Talvez achemos que n\u00e3o nos \u00e9 poss\u00edvel renascer. Talvez nos pare\u00e7am imposs\u00edveis as transforma\u00e7\u00f5es essenciais: as que nos conduzem ao perd\u00e3o e ao dom, \u00e0 gratuidade do amor e do servi\u00e7o, ao mist\u00e9rio da prece e da esperan\u00e7a. E, contudo, o Esp\u00edrito Daquele que morreu numa cruz e ressuscitou n\u00e3o deixa de proclamar o contr\u00e1rio. O Homem n\u00e3o est\u00e1 condenado ao peso da sua sombra ou a um crep\u00fasculo de cinismo e desist\u00eancia. A hist\u00f3ria, atravessada pelo dinamismo do Reino de Deus, n\u00e3o se reduz a um monte de implac\u00e1veis cinzas. Estamos, sim, prometidos \u00e0 Primavera.<\/p>\n<p>O tempo da Quaresma \u00e9 um grande momento de profiss\u00e3o de F\u00e9 e, simultaneamente, um tempo muito pr\u00e1tico. \u00c0s portas das nossas Igrejas poder\u00edamos colocar uma tabuleta: \u00abObras em curso\u00bb. A Quaresma \u00e9 um estaleiro. Nesse sentido, a tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3 oferece-nos tr\u00eas meios, de extraordin\u00e1ria simplicidade, mas de consistente verdade. Primeiro a ora\u00e7\u00e3o: somos chamados a rezar, isto \u00e9, a expormo-nos a Deus sem m\u00e1scaras, em atitude de acolhimento e de escuta. Depois, somos chamados ao jejum. O nosso eu facilmente se torna tir\u00e2nico nas suas reivindica\u00e7\u00f5es, rapidamente so\u00e7obra sequestrado por uma cultura que estimula falsas necessidades e apetites, frequentemente se acha mais do lado dos direitos que dos deveres. O jejum, atrav\u00e9s de gestos concretos de ren\u00fancia, contraria esta l\u00f3gica e devolve-nos um salutar sentido cr\u00edtico em rela\u00e7\u00e3o ao que estamos a ser e \u00e0quilo de que nos alimentamos. Por fim, a esmola \u00e9 a express\u00e3o do dom de n\u00f3s mesmos, se quisermos ser disc\u00edpulos Daquele que se deu at\u00e9 ao fim.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o tempo da Quaresma come\u00e7a para os crist\u00e3os o acordar da Primavera. Na natureza j\u00e1 n\u00e3o se conseguem esconder os sinais da sua presen\u00e7a: das \u00e1rvores de grande porte \u00e0 mais singela flor tudo parece despertar da penumbra do inverno. 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