{"id":22811,"date":"2011-05-04T10:03:00","date_gmt":"2011-05-04T10:03:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=22811"},"modified":"2011-05-04T10:03:00","modified_gmt":"2011-05-04T10:03:00","slug":"casos-do-beco-das-sardinheiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/casos-do-beco-das-sardinheiras\/","title":{"rendered":"Casos do Beco das Sardinheiras"},"content":{"rendered":"<p>Li e Recomendo <!--more--> Jo\u00e3o de Mancelos sugere \u201cCasos do Beco das Sardinheiras\u201d, <\/p>\n<p>de M\u00e1rio de Carvalho (Caminho, 2009).<\/p>\n<p>\u201cO Beco das Sardinheiras \u00e9 um beco como outro qualquer, encafuado na parte velha de Lisboa. Uns dizem que \u00e9 de Alfama, outros que \u00e9 j\u00e1 da Mouraria e uns sustentam as suas opini\u00f5es com s\u00f3lidos argumentos topogr\u00e1ficos, abonados pela doutrina de olisiponenses egr\u00e9gios. (\u2026) Creio que o nome lhe vem das sardinheiras que exibem um carmesim vistoso durante todo o ano, plantadas num canteiro que rompe logo \u00e0 esquina, n\u00e3o longe da drogaria que j\u00e1 fica na rua dos El\u00e9ctricos\u201d. Retiradas do Pr\u00f3logo de \u201cCasos do Beco das Sardinheiras\u201d, estas linhas d\u00e3o o mote a uma s\u00e9rie de hist\u00f3rias humor\u00edsticas, centradas num t\u00edpico beco alfacinha.<\/p>\n<p>Pelas p\u00e1ginas deste livro, desfilam in\u00fameras personagens divertidas: o Paulinho Marujo, o Zeca da Carris, a gata Tareca, o Z\u00e9 Metade (assim chamado porque, ao tentar separar o Manecas Canteiro do Mota Cavaleiro, ficou cortado em dois). Esta arraia-mi\u00fada, recortada ao jeito vicentino ou de Fern\u00e3o Lopes, gera no leitor a expectativa e o riso. A par das personagens c\u00f3micas, destaco as situa\u00e7\u00f5es ins\u00f3litas que agitam o quotidiano do beco: um homem engole a Lua; uma pantera come pol\u00edcias; o tio Bento toca um trombone m\u00e1gico \u2014 tudo casos de embasbacar.<\/p>\n<p>Este \u201cCasos do Beco das Sardinheiras\u201d \u00e9 composto por uma d\u00fazia de contos bem conseguidos, gra\u00e7as ao retrato caricatural que fazem da gente que habita nos p\u00e1tios sombrios, alegres becos e ruazinhas lisboetas. As gargalhadas s\u00e3o garantidas e o prazer n\u00e3o se esgota numa \u00fanica leitura \u2014 como provam as diversas edi\u00e7\u00f5es destas pequenas grandes narrativas, que o tempo consagrou e que popularizaram o escritor M\u00e1rio de Carvalho.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o de Mancelos<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Li e Recomendo<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[54],"tags":[],"class_list":["post-22811","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-livros-e-multimedia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22811","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22811"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22811\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22811"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22811"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22811"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}