{"id":22821,"date":"2011-05-11T09:41:00","date_gmt":"2011-05-11T09:41:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=22821"},"modified":"2011-05-11T09:41:00","modified_gmt":"2011-05-11T09:41:00","slug":"dia-internacional-dao-enfermeirao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/dia-internacional-dao-enfermeirao\/","title":{"rendered":"Dia internacional da\/o enfermeira\/o"},"content":{"rendered":"<p>Colabora\u00e7\u00e3o dos Leitores <!--more--> A 12 de Maio celebra-se o Dia Internacional dos Enfermeiros, por ser a data de nascimento da mais conhecida enfermeira \u2013 Florence Nightingale.<\/p>\n<p>Florence nasceu a 12 de Maio de 1820, em Floren\u00e7a, que pertencia ent\u00e3o ao Gr\u00e3o-ducado da Toscana, e faleceu a 13 de Agosto de 1910, em Londres (celebrou-se o ano passado o centen\u00e1rio da sua morte), quase aos 90 anos. <\/p>\n<p>O seu nome ficou para sempre ligado ao pioneirismo que usou no tratamento dos feridos da Guerra da Crim\u00e9ia. Chamaram-lhe a \u201cA dama da l\u00e2mpada\u201d, por recorrer a uma l\u00e2mpada para ajudar a tratar os feridos iluminando-os durante a noite. Baseando-se na medicina praticada pelos m\u00e9dicos contribuiu para a enfermagem com o \u201cModelo biom\u00e9dico\u201d.<\/p>\n<p>Nasceu numa fam\u00edlia com bom n\u00edvel de vida e bem relacionada. Com o seu temperamento impetuoso rebelou-se contra o estatuto da mulher naquela \u00e9poca: ser esposa submissa. Assim, voltou-se para o atendimento aos outros e fez-se enfermeira. <\/p>\n<p>Naquele tempo, ser enfermeira era algo pouco digno e pouco apreciado, mas Florence deu a volta ao assunto preocupando-se com as condi\u00e7\u00f5es de tratamento m\u00e9dico dos mais carenciados. A sua atitude levou-a, em 1845, com 25 anos, a romper com a fam\u00edlia, sobretudo com a m\u00e3e. <\/p>\n<p>Um ano ap\u00f3s a sua decis\u00e3o, um esc\u00e2ndalo p\u00fablico protagonizado pela morte de um sem-abrigo num Hospital de Londres tornou-a uma ac\u00e9rrima defensora da melhoria das condi\u00e7\u00f5es de atendimento m\u00e9dico. O presidente do Comit\u00e9 de Lei para os Pobres \u2013 Charles Villiers \u2013 deu-lhe todo o apoio e ajudou-a a ter uma ac\u00e7\u00e3o muito positiva na elabora\u00e7\u00e3o da reforma das Leis dos Pobres, empenhando mais o Estado. <\/p>\n<p>Mas Florence somente conhecia o tratamento oferecido nos hospitais estatais. Em 1846, visitou Kaiserwerth, um hospital dirigido por feiras cat\u00f3licas na Alemanha. Ao ver a qualidade do tratamento m\u00e9dico e o empenho das freiras\/enfermeiras ficou profundamente edificada. Aquilo j\u00e1 era um tratamento humanizado (o doente tinha nome; n\u00e3o era \u201co doente da cama X\u201d).<\/p>\n<p>Mas o seu nome ficou para sempre ligado \u00e0 Guerra da Crimeia, quando come\u00e7ou a ter conhecimento dos relatos de guerra e das condi\u00e7\u00f5es infra-humanas dos feridos. Em 1854, parte com uma equipa de 38 enfermeiras volunt\u00e1rias treinadas por si mesma e segue para os Campos de Scutari na Turquia otomana.<\/p>\n<p>Quando passados tr\u00eas anos regressou a Inglaterra j\u00e1 vinha como hero\u00edna e, de acordo com a BBC, a sua fama equiparava-se com a da Rainha Vit\u00f3ria. Entretanto adoece com febre tif\u00f3ide e fica muito limitada fisicamente o que n\u00e3o a impede de voltar \u00e0 Crimeia. Decide ent\u00e3o fazer o que ainda pode: a forma\u00e7\u00e3o de uma escola de enfermagem no Hospital Saint Thomas, com cursos de um ano, ministrados por m\u00e9dicos e aulas te\u00f3ricas e pr\u00e1ticas \u2013 uma inova\u00e7\u00e3o para a \u00e9poca. <\/p>\n<p>Em 1883, a Rainha Vit\u00f3ria concede-lhe a Cruz Vermelha Real e em 1907 tornou-se a primeira mulher a receber a Ordem de M\u00e9rito. <\/p>\n<p>Estas linhas foram o meu contributo e homenagem \u00e0s nossas enfermeiras e aos nossos enfermeiros, que levam a cabo tarefas de responsabilidade, em casos de extrema falta de apoio t\u00e9cnico e com sal\u00e1rios que n\u00e3o se compatibilizam com a enfermagem moderna que elas e eles praticam \u2013 s\u00e3o licenciados e em muitos casos com especializa\u00e7\u00f5es exigentes, sem melhoria de condi\u00e7\u00f5es salariais.<\/p>\n<p>Maria Fernanda Barroca<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Colabora\u00e7\u00e3o dos Leitores<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[48],"tags":[],"class_list":["post-22821","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espaco-comum"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22821","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22821"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22821\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22821"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22821"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22821"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}