{"id":22910,"date":"2011-05-18T09:18:00","date_gmt":"2011-05-18T09:18:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=22910"},"modified":"2011-05-18T09:18:00","modified_gmt":"2011-05-18T09:18:00","slug":"todos-nos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/todos-nos\/","title":{"rendered":"Todos n\u00f3s!"},"content":{"rendered":"<p>O tema escolhido para a Semana da Vida \u201cESCOLHE A VIDA E VIVER\u00c1S\u201d \u00e9 oportun\u00edssimo. \u00c9 que vivemos um tempo em que a cultura envolvente nos pressiona a escolher aspectos muito parcelares da vida &#8211; ter, prazer, poder, \u00eaxito, estrelato\u2026 -, que nos deturpam completamente a vis\u00e3o equilibrada da pessoa humana, do mundo que \u00e9 colocado ao nosso dispor, das rela\u00e7\u00f5es sociais\u2026 E tudo isto resulta na aparente predomin\u00e2ncia da \u201ccultura da morte\u201d sobre a \u201ccultura da vida\u201d.<\/p>\n<p>A carta \u201cO Evangelho da Vida\u201d do Bem-aventurado Jo\u00e3o Paulo II, toca no cerne da quest\u00e3o: \u201cQuando se procuram as ra\u00edzes mais profundas da luta entre a \u00abcultura da vida\u00bb e a \u00abcultura da morte\u00bb, n\u00e3o podemos limitar-nos \u00e0 no\u00e7\u00e3o perversa de liberdade referida (poder absoluto sobre os outros e contra os outros &#8211; EV 20). \u00c9 necess\u00e1rio chegar ao cora\u00e7\u00e3o do drama vivido pelo homem contempor\u00e2neo: o eclipse do sentido de Deus e do homem, t\u00edpico de um contexto social e cultural dominado pelo secularismo (\u2026) n\u00e3o deixa \u00e0s vezes de p\u00f4r \u00e0 prova as pr\u00f3prias comunidades crist\u00e3s (EV 21). <\/p>\n<p>Essa \u00e9 a grande quest\u00e3o: vive-se e (des) educa-se sem quaisquer valores que sejam referenciais do transcendente. E torna-se imposs\u00edvel, nessas circunst\u00e2ncias, vislumbrar dimens\u00f5es humanas que n\u00e3o sejam as materiais e quantific\u00e1veis, as produtivas e rent\u00e1veis, tudo aquilo que configura o ser humano como algo descart\u00e1vel.<\/p>\n<p>Esfumando-se a convic\u00e7\u00e3o do Criador e Provid\u00eancia, do divino, a conferir horizontes ao ser humano que est\u00e3o muito para al\u00e9m do espa\u00e7o e do tempo, facilmente se instala a lei do mais forte, o feroz instinto de domina\u00e7\u00e3o e posse, a manipula\u00e7\u00e3o sem escr\u00fapulos de si mesmo e dos demais. <\/p>\n<p>Como ali\u00e1s o refere o mesmo texto de Jo\u00e3o Paulo II: \u201cSem o Criador, a criatura n\u00e3o subsiste. (\u2026) Antes, se se esquece Deus, a pr\u00f3pria criatura se obscurece\u201d (GS 36) (EV 21). O que conduz fatalmente a um materialismo pr\u00e1tico, a um ego\u00edsmo feroz, a um utilitarismo e hedonismo arrasadores da exist\u00eancia humana.<\/p>\n<p>Este \u00e9 o caminho que justifica todas as mentiras, os desgovernos, as corrup\u00e7\u00f5es, os compadrios, as despudoradas explora\u00e7\u00f5es dos mais fracos com benesses que s\u00e3o migalhas entorpecentes. Com os mais requintados malabarismos de quem distribui felicidade \u00e0s m\u00e3os cheias \u00e0 multid\u00e3o dos pobres, que foi privada das refer\u00eancias que as dignificariam e lhes dariam n\u00e3o s\u00f3 a for\u00e7a para resistir, mas a ousadia de desmascarar e recusar.<\/p>\n<p>E todos n\u00f3s, e n\u00f3s os crist\u00e3os estamos no cerne do conflito. \u201cTodos estamos implicados e tomamos parte nele, com a responsabilidade inilud\u00edvel de decidir incondicionalmente a favor da vida\u201d (EV 28). Com as convic\u00e7\u00f5es e corajosas atitudes pessoais; e marcando presen\u00e7a forte e destemida nos locais de decis\u00e3o!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O tema escolhido para a Semana da Vida \u201cESCOLHE A VIDA E VIVER\u00c1S\u201d \u00e9 oportun\u00edssimo. \u00c9 que vivemos um tempo em que a cultura envolvente nos pressiona a escolher aspectos muito parcelares da vida &#8211; ter, prazer, poder, \u00eaxito, estrelato\u2026 -, que nos deturpam completamente a vis\u00e3o equilibrada da pessoa humana, do mundo que \u00e9 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-22910","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22910","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22910"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22910\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22910"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22910"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22910"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}