{"id":22951,"date":"2011-05-18T09:47:00","date_gmt":"2011-05-18T09:47:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=22951"},"modified":"2011-05-18T09:47:00","modified_gmt":"2011-05-18T09:47:00","slug":"santa-joana-e-um-farol-que-indica-o-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/santa-joana-e-um-farol-que-indica-o-futuro\/","title":{"rendered":"Santa Joana \u00e9 um farol que indica o futuro"},"content":{"rendered":"<p>\u201cOs santos s\u00e3o como far\u00f3is\u201d, afirmou o Bispo de Aveiro, que real\u00e7ou o exemplo de Joana e o direito e dever da presen\u00e7a p\u00fablica da Igreja.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o nos pertence conduzir o povo de Deus para um abrigo bem protegido mas sim acompanhar e conduzir a Igreja de portas abertas para um di\u00e1logo com o mundo, para a\u00ed anunciar a boa nova da salva\u00e7\u00e3o, para lhe abrir o tesouro da alian\u00e7a e acolh\u00ea-lo com alegria\u201d, afirmou D. Ant\u00f3nio Francisco, no dia 12 de Maio, na homilia da missa de Santa Joana Princesa, padroeira da cidade e da diocese de Aveiro.<\/p>\n<p>O Bispo de Aveiro reflectiu sobre os santos e a santidade, mas tamb\u00e9m sobre a presen\u00e7a dos crist\u00e3os e da igreja na cidade, numa festa que une autoridades locais civis e religiosas. \u201cO cristianismo tem direito de cidadania entre n\u00f3s tanto mais quanto mais e melhor n\u00f3s o vivamos e saibamos acolher, celebrar e viver o evangelho e levar em n\u00f3s como tesouro encontrado no campo da vida, da fam\u00edlia, do trabalho e da miss\u00e3o a imagem de Cristo que deu a sua vida por n\u00f3s\u201d, disse.<\/p>\n<p>Comentando a passagem do Livro do Apocalipse que referia as muralhas altas da cidade santa, afirmou que estas \u201cn\u00e3o se destinam a impedir as pessoas de entrar mas permitem que a cidade seja vista de todos os lados. As portas franqueadas nos quatro lugares da cidade s\u00e3o como que um apelo a acolher os homens e mulheres de toda a terra. A Igreja \u00e9 chamada a ter esta visibilidade e a manifestar esta beleza atrav\u00e9s da harmonia dos seus templos, do calor humano das suas assembleias, da qualidade das suas liturgias, mas principalmente atrav\u00e9s da viv\u00eancia crist\u00e3 dos seus membros e do testemunho vivo das suas comunidades abrindo as portas da f\u00e9 ao mundo que nos rodeia. O dinamismo das nossas comunidades e a sua vitalidade espiritual s\u00e3o a mais bela manifesta\u00e7\u00e3o da beleza da Igreja\u201d.<\/p>\n<p>Recordando-se Santa Joana, nos 521 anos da sua morte, o Bispo de Aveiro afirmou que \u201cpara compreender a Igreja, \u00e9 necess\u00e1rio conhecer os santos, que s\u00e3o o seu fruto mais amadurecido e o seu testemunho mais eloquente\u201d, frisando, por\u00e9m, que \u201ca santidade n\u00e3o diz respeito apenas \u00e0 f\u00e9. Diz respeito tamb\u00e9m \u00e0 cultura de uma terra e \u00e0 mem\u00f3ria e futuro do seu povo. Os santos permitiram que se criassem na sociedade novos modelos culturais, novas respostas aos problemas, novas oportunidades diante dos desafios e novos sentidos dados aos desenvolvimentos da humanidade no caminho da hist\u00f3ria\u201d.<\/p>\n<p>Antes de tra\u00e7ar um breve esbo\u00e7o da princesa para quem \u201ca f\u00e9 era raz\u00e3o bastante [para deixar um casamento de Estado] e o desejo de se consagrar a Deus era convic\u00e7\u00e3o firme\u201d, D. Ant\u00f3nio referiu ainda que \u201cos santos s\u00e3o como far\u00f3is\u201d, pois \u201cindicam \u00e0s pessoas e \u00e0s comunidades as possibilidades de que o ser humano disp\u00f5e\u201d, e exortou por isso a uma \u201crenovada aten\u00e7\u00e3o\u201d para com os santos, nesta \u00e9poca de crise, \u201cdesconfian\u00e7a\u201d, \u201cde desconforto diante do futuro\u201d. As suas vidas com des\u00edgnio podem ser descobertas \u201ccom interesse\u201d, amadas \u201ccom devo\u00e7\u00e3o\u201d e seguidas \u201ccomo exemplo\u201d. \u201cS\u00f3 podemos alegrar-nos com este despertar de aten\u00e7\u00e3o para com os santos, porque eles s\u00e3o de todos e constituem um patrim\u00f3nio da humanidade que sonha e progride para l\u00e1 de si mesma\u201d, rematou.<\/p>\n<p>300 anos do t\u00famulo actual<\/p>\n<p>Na celebra\u00e7\u00e3o, foram nomeados novos jovens cavaleiros e aias de Santa Joana, que \u00e0 tarde integraram a prociss\u00e3o com os demais elementos da Irmandade outras colectividades, entre as quais a nova Confraria dos Ovos Moles. Ainda na celebra\u00e7\u00e3o da manh\u00e3, na S\u00e9 de Aveiro, Ana de Campos Cruz, provedora da Irmandade de Santa Joana Princesa, afirmou que os 300 anos da traslada\u00e7\u00e3o dos restos mortais da Princesa para o t\u00famulo monumental, h\u00e3o-de ser comemorados com dignidade em Outubro pr\u00f3ximo. Foi no dia 23 de Outubro de 1711 que, ap\u00f3s uma prociss\u00e3o \u201cimponent\u00edssima\u201d pelas ruas da vila de Aveiro, presidida por D. Ant\u00f3nio de Vasconcelos, Bispo de Coimbra, os restos mortais da filha de D. Afonso V foram colocados no t\u00famulo desenhado por Jo\u00e3o Antunes, a expensas de El-Rei D. Pedro II.<\/p>\n<p>Jorge Pires Ferreira<\/p>\n<p>Uma casa que \u00e9 sinal de gratid\u00e3o e testemunho para novas voca\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>No final da missa do dia 12 de Maio, D. Ant\u00f3nio Francisco benzeu a primeira pedra da Casa Sacerdotal Santa Joana Princesa. Ser\u00e1, como disse, um \u201csantu\u00e1rio de gratid\u00e3o para os sacerdotes idosos ou doentes e para quantos dedicadamente os acompanharam ao longo da vida\u201d.<\/p>\n<p>O edif\u00edcio que em breve come\u00e7ar\u00e1 a ser erguido nos terrenos do Semin\u00e1rio de Aveiro, do lado das resid\u00eancias universit\u00e1rias, ser\u00e1 dedicado a Santa Joana Princesa, \u201cn\u00e3o apenas no nome mas tamb\u00e9m no sonho de uma nobre e necess\u00e1ria miss\u00e3o\u201d. \u201cConfiamos-lhe mais este projecto como diariamente lhe pedimos que interceda pela nossa cidade e diocese e aben\u00e7oe e proteja todos os aveirenses\u201d, afirmou o Bispo de Aveiro durante a homilia. No final da celebra\u00e7\u00e3o, insistiu que a Casa n\u00e3o \u00e9 \u201cuma ousadia\u201d, mas \u201cum dever de gratid\u00e3o de todos os diocesanos\u201d pelas \u201cvidas de generosidade dadas \u00e0 Igreja\u201d. A Casa, acolhendo \u201cem dignidade e agradecendo como b\u00ean\u00e7\u00e3o\u201d, ser\u00e1 tamb\u00e9m um \u201ctestemunho para as novas voca\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>Nove pessoas e institui\u00e7\u00f5es homenageadas<\/p>\n<p>Na v\u00e9spera do feriado municipal, numa sess\u00e3o realizada no Teatro Aveirense, foram homenageadas pessoas e institui\u00e7\u00f5es de Aveiro, bem como os funcion\u00e1rios camar\u00e1rios que completaram 25 ou 35 anos de servi\u00e7o. No discurso que antecedeu as homenagens, \u00c9lio Maia, presidente da C\u00e2mara Municipal de Aveiro, afirmou que o passivo camar\u00e1rio diminuiu 55 milh\u00f5es nos \u00faltimos cinco anos \u2013 quase ao ritmo de um milh\u00e3o de euros por m\u00eas \u2013, referiu projectos estruturantes como o Parque da Sustentabilidade, que reabilita a zona entre o Alboi e a Rua das Pombas (nas imedia\u00e7\u00f5es do Bairro de Santiago) e apontou as obras que est\u00e3o a sofrer as escolas b\u00e1sicas de Verdemilho e S\u00e3o Bernardo, aguardando interven\u00e7\u00f5es as da Vera Cruz e Gl\u00f3ria. Afirmou ainda que a \u201ccurt\u00edssimo prazo\u201d todas as 14 freguesias do munic\u00edpio ter\u00e3o equipamentos sociais e que a pista de remo de Cacia \u201cpaulatinamente tem vindo a reunir as condi\u00e7\u00f5es para poder avan\u00e7ar\u201d. A op\u00e7\u00e3o global \u00e9 tornar o munic\u00edpio \u201catractivo, moderno competitivo, participativo, jovem e solid\u00e1rio\u201d.<\/p>\n<p>O munic\u00edpio homenageou nove personalidades e institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>* Helena Nazar\u00e9, reitora da Universidade de Aveiro entre 2002 e 2010, recebeu a medalha de prata.<\/p>\n<p>* O Conservat\u00f3rio de M\u00fasica de Aveiro Calouste Gulbenkian, nos seus 50 anos de exist\u00eancia, recebeu a medalha de prata.<\/p>\n<p>* P.e J\u00falio da Rocha Rodrigues, p\u00e1roco de Aradas desde 1970, fundador do Centro Comunit\u00e1rio Paroquial, uma importante obra social na \u00e1rea da inf\u00e2ncia para Aradas e freguesias lim\u00edtrofes, recebeu a medalha de m\u00e9rito social.<\/p>\n<p>* Prestes a completar 70 anos, o Sindicato do Com\u00e9rcio recebeu a medalha de m\u00e9rito c\u00edvico.<\/p>\n<p>* Henrique Oliveira, activista de v\u00e1rias associa\u00e7\u00f5es culturais, promotor do \u201cAveiro Cultura\u201d na Internet (e antigo professor do Semin\u00e1rio de Aveiro), recebeu a medalha de m\u00e9rito cultural.<\/p>\n<p>* A empresa Sanindusa \u2013 Ind\u00fastria de Sanit\u00e1rios, SA, exportadora para os cinco continentes, dadora de trabalho a 700 colaboradores, recebeu a medalha de m\u00e9rito empresarial.<\/p>\n<p>* O grupo Hot\u00e9is Afonso V, promotor do turismo em Aveiro, actualmente a expandir as suas actividades para o Brasil, recebeu a medalha de m\u00e9rito empresarial.<\/p>\n<p>* H\u00e9lder Bandarra, escultor e pintor com cinco d\u00e9cadas de carreira, autor da est\u00e1tua de Santa Joana que est\u00e1 entre a S\u00e9 e o Museu de Aveiro, recebeu a medalha de m\u00e9rito cultural.<\/p>\n<p>* Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Bartolomeu, a t\u00edtulo p\u00f3stumo, foi agraciado com a medalha de m\u00e9rito c\u00edvico. Era o funcion\u00e1rio mais antigo da C\u00e2mara Municipal de Aveiro, quando faleceu, em Maio de 2010, estando ligado \u00e0 imprensa e \u00e0 r\u00e1dio, dando com frequ\u00eancia a sua voz e presen\u00e7a a eventos de benefic\u00eancia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cOs santos s\u00e3o como far\u00f3is\u201d, afirmou o Bispo de Aveiro, que real\u00e7ou o exemplo de Joana e o direito e dever da presen\u00e7a p\u00fablica da Igreja. \u201cN\u00e3o nos pertence conduzir o povo de Deus para um abrigo bem protegido mas sim acompanhar e conduzir a Igreja de portas abertas para um di\u00e1logo com o mundo, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-22951","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22951","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22951"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22951\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22951"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22951"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22951"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}