{"id":23075,"date":"2011-07-20T12:13:00","date_gmt":"2011-07-20T12:13:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=23075"},"modified":"2011-07-20T12:13:00","modified_gmt":"2011-07-20T12:13:00","slug":"azulejos-arte-nova-no-museu-da-cidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/azulejos-arte-nova-no-museu-da-cidade\/","title":{"rendered":"Azulejos &#8220;Arte Nova&#8221; no Museu da Cidade"},"content":{"rendered":"<p>O Museu da Cidade, na Rua Jo\u00e3o Mendon\u00e7a, acolhe uma exposi\u00e7\u00e3o de quase dois milhares de azulejos. Tema: Arte Nova.<\/p>\n<p>\u201cA Arte Nova nos azulejos em Portugal\u201d \u00e9 o t\u00edtulo da exposi\u00e7\u00e3o, patente ao p\u00fablico no Museu da Cidade, em Aveiro, constitu\u00edda por 1.400 azulejos de fabrico nacional e por cerca de duas centenas de azulejos de origem estrangeira, pertencentes \u00e0 colec\u00e7\u00e3o do casal Feliciano David e Graciete Rodrigues.<\/p>\n<p>Feliciano David justifica a escolha de Aveiro para expor publicamente, e pela primeira vez, uma mostra tem\u00e1tica de azulejos \u201cArte Nova\u201d da sua colec\u00e7\u00e3o por Aveiro ser considerada a \u201ccapital portuguesa da Arte Nova\u201d e por aqui ainda haver \u201cin sito\u201d um importante acervo azulejar identificativo desse per\u00edodo. De Aveiro, a exposi\u00e7\u00e3o dever\u00e1 iniciar uma itiner\u00e2ncia por outras cidades que integram a Rede Portuguesa de Cidades Arte Nova.<\/p>\n<p>Comissariada por Isabel Almasqu\u00e9 e Ant\u00f3nio Jos\u00e9 de Barros Veloso, considerados os maiores especialistas portugueses em Arte Nova, a exposi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m tem um car\u00e1cter informativo e formativo, para al\u00e9m da sua componente est\u00e9tica. Por isso, a mostra come\u00e7a por descrever o que foi a Arte Nova e a influ\u00eancia que teve nas artes decorativas, em especial a azulejaria, apresentando depois azulejos das diversas f\u00e1bricas que produziram azulejos Arte Nova e dos artistas que mais se distinguiram na azulejaria art\u00edstica dessa \u00e9poca. <\/p>\n<p>Formada essencialmente por azulejos de fachada, a exposi\u00e7\u00e3o apresenta dezenas de padr\u00f5es diferentes, para al\u00e9m de frisos, pequenos pain\u00e9is decorativos e pe\u00e7as avulsas, abarcando praticamente todas as tem\u00e1ticas mais em voga no per\u00edodo Arte Nova. Os azulejos de origem estrangeira surgem para se poder fazer uma compara\u00e7\u00e3o entre a qualidade da azulejaria nacional e a estrangeira, bem como as diferentes padronagens e gostos decorativos.<\/p>\n<p>No que se refere \u00e0 produ\u00e7\u00e3o, a lisbonense F\u00e1brica de Lou\u00e7a de Sacav\u00e9m assumiu um papel predominante na divulga\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de azulejos Arte Nova. Ainda em Lisboa, a exposi\u00e7\u00e3o destaca a F\u00e1brica do Desterro e a Cer\u00e2mica Lusit\u00e2nia. De fora da capital, a mostra d\u00e1 destaque \u00e0s seguintes empresas: F\u00e1brica de Faian\u00e7as das Caldas da Rainha (fundada por Rafael Bordalo Pinheiro), F\u00e1brica do Carvalhinho e F\u00e1brica das Devezas (ambas, no Porto) e a aveirense F\u00e1brica da Fonte Nova.   <\/p>\n<p>Na lista dos principais pintores de azulejos Arte Nova, a exposi\u00e7\u00e3o real\u00e7a dois aveirenses: Lic\u00ednio Pinto e Francisco Pereira. De artistas n\u00e3o aveirenses, h\u00e1 pe\u00e7as de Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Jorge Pinto, tido como o mais importante pintor de azulejos do per\u00edodo Arte Nova, Carlos Afonso Soares, Francisco Gon\u00e7alves Freitas, Jos\u00e9 Lacerda, Alfredo Pinto, Alberto Nunes e Paulino Gon\u00e7alves.<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o est\u00e1 retratada num excelente livro cat\u00e1logo, profusamente ilustrado, com 160 p\u00e1ginas de grande formato.<\/p>\n<p>A import\u00e2ncia e o ineditismo desta exposi\u00e7\u00e3o pode ser aferido pela equipa que colaborou na sua organiza\u00e7\u00e3o, a qual integrou membros do Museu da Cidade de Aveiro, do Museu de Cer\u00e2mica de Sacav\u00e9m, e das c\u00e2maras municipais de Aveiro e de Loures, para al\u00e9m do coleccionador e dos comiss\u00e1rios, que assinam o cat\u00e1logo.<\/p>\n<p>Cardoso Ferreira<\/p>\n<p>Colec\u00e7\u00e3o com 60 mil azulejos<\/p>\n<p>Feliciano David e Graciete Rodrigues come\u00e7aram a coleccionar azulejos h\u00e1 j\u00e1 v\u00e1rias d\u00e9cadas, primeiro, unicamente azulejos de fachada produzidos no s\u00e9culo XIX e na primeira metade do s\u00e9culo XX, depois, passaram a juntar pain\u00e9is e alargaram o per\u00edodo temporal da colec\u00e7\u00e3o at\u00e9 ao s\u00e9culo XV, de modo a cobrir toda a produ\u00e7\u00e3o azulejar nacional. H\u00e1 cerca de duas d\u00e9cadas, resolveram organizar a colec\u00e7\u00e3o, iniciando ent\u00e3o uma estreita colabora\u00e7\u00e3o com o casal Isabel Almasqu\u00e9 e Ant\u00f3nio Jos\u00e9 de Barros Veloso.<\/p>\n<p>Actualmente, Feliciano David tem cerca de 3.000 azulejos em dep\u00f3sito no Museu Nacional do Azulejo, e pouco mais do dobro no Museu de Cer\u00e2mica de Sacav\u00e9m. A par disso, alguns milhares de azulejos seus est\u00e3o actualmente expostos em mostras tem\u00e1ticas, nomeadamente uma de figuras avulso (patente ao p\u00fablico na Madeira) e de azulejos Arte Nova, em Aveiro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Museu da Cidade, na Rua Jo\u00e3o Mendon\u00e7a, acolhe uma exposi\u00e7\u00e3o de quase dois milhares de azulejos. 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