{"id":2314,"date":"2010-09-01T10:30:00","date_gmt":"2010-09-01T10:30:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=2314"},"modified":"2010-09-01T10:30:00","modified_gmt":"2010-09-01T10:30:00","slug":"um-milhao-de-tercos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/um-milhao-de-tercos\/","title":{"rendered":"Um milh\u00e3o de ter\u00e7os"},"content":{"rendered":"<p>Po\u00e7o de Jacob &#8211; 46 <!--more--> O Ter\u00e7o \u00e9 a escola de Maria. Por ele, entramos suavemente na compreens\u00e3o dos mist\u00e9rios de Jesus. Foi pedido em F\u00e1tima. Tranquiliza. J\u00e1 S. Domingos entendeu ser ele um meio prop\u00edcio para formar o povo contra a heresia dos albigenses, para al\u00e9m do seu valor de ora\u00e7\u00e3o eficaz. Ora\u00e7\u00e3o B\u00edblica por excel\u00eancia, foi chamado \u201co salt\u00e9rio do povo\u201d.<\/p>\n<p>H\u00e1 dias falaram-me de rezarmos um milh\u00e3o de ter\u00e7os para salvar Portugal. As mesmas pessoas enviam-me mensagens por e-mail, que s\u00e3o lixo, atacando com atitudes inaceit\u00e1veis o governo e as pessoas que o comp\u00f5em. A luta pol\u00edtica, se n\u00e3o \u00e9 limpa e honesta, n\u00e3o \u00e9 crist\u00e3. N\u00e3o \u00e9 de bom tom atacar a vida privada de pessoas p\u00fablicas para serem desacreditadas, como se faz hoje t\u00e3o correntemente.<\/p>\n<p>Isto fez-me pensar, a mim que rezo o Ros\u00e1rio diariamente como tantos padres e leigos da Igreja o fazem, de que estilo de pessoas devemos salvar Portugal. Poder\u00edamos enumerar pessoas, institui\u00e7\u00f5es, acontecimentos, o que for que consideremos perigoso para a nossa sa\u00fade de povo. Mas n\u00e3o duvido em afirmar que os destinos do mundo est\u00e3o nas m\u00e3os dos crist\u00e3os, que n\u00e3o tem, diante de Deus, actos indiferentes. Ou fazemos o bem e o mundo anda, ou fazemos o mal e paramos a evolu\u00e7\u00e3o do mundo.<\/p>\n<p>Jesus deixou-nos a Sua Paz. Um crist\u00e3o que se eleva, eleva o mundo, dizem os m\u00edsticos. Somos portadores de Cristo de modo consciente e respons\u00e1vel, a partir do nosso Baptismo. Por isso, o que pode prejudicar Portugal e o mundo n\u00e3o s\u00e3o as for\u00e7as pol\u00edticas, sociais ou ideol\u00f3gicas. Venham de onde vierem, perturbam mas n\u00e3o podem mais do que Deus.<\/p>\n<p>O que prejudica o mundo, e contra estes um milh\u00e3o de ter\u00e7os talvez n\u00e3o baste, somos n\u00f3s, os maus crist\u00e3os, que  fazemos a vida negra uns aos outros, na Igreja, contra a pr\u00f3pria fam\u00edlia religiosa, como disse o Papa antes de aterrar em Portugal, e contra o mundo. <\/p>\n<p>H\u00e1 dias, um ateu comentou que num jantar entre amigos o padre convidado teve uma linguagem de tal modo baixa que ele, homem casado, sentiu vergonha por n\u00e3o ser capaz de usar tais termos e tal n\u00edvel de anedotas e conversas. Noutro lado, um grupo de agentes de pastoral foi de casa em casa impedir as matr\u00edculas na catequese para que o padre sa\u00edsse da par\u00f3quia, e um deles era pai de um padre, boicotando o coral da par\u00f3quia e lan\u00e7ando cal\u00fanias contra o sacerdote, que, desanimado, desistiu. Um grupo de freiras fez o mesmo contra o sacerdote, tendo a superiora agredido o mesmo em plena catedral s\u00f3 por ele discordar de alguns m\u00e9todos de pastoral das mesmas. E se formos ver, melindres, cal\u00fanias, ofensas, vingan\u00e7as, maledic\u00eancias, rivalidades entre movimentos e congrega\u00e7\u00f5es religiosas, adult\u00e9rio em casais que se mostram crist\u00e3os, e isto s\u00f3 para falar do mais leve que sucede na Igreja, ent\u00e3o temos de considerar que o grande inimigo da obra de Paz no mundo posso ser eu ou tu, se n\u00e3o vivemos radicalmente as exig\u00eancias do Evangelho que nos levam a matar o homem velho e bolorento que existe dentro do nosso cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Todos podemos fazer muito bem o mal\u2026 J\u00e1 S. Paulo se queixava da sua fragilidade. Enquanto a Igreja de Jesus Cristo n\u00e3o se converter, em cada um de n\u00f3s, para uma vida pura e transparente diante dos homens e do mundo, podemos ter a certeza de que n\u00e3o haver\u00e1 ter\u00e7os que valham ao mundo, porque os inimigos somos n\u00f3s que anulamos a sua efic\u00e1cia.<\/p>\n<p>P.e Vitor Espadilha<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Po\u00e7o de Jacob &#8211; 46<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-2314","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2314","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2314"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2314\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2314"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2314"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2314"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}