{"id":23148,"date":"2011-06-22T10:18:00","date_gmt":"2011-06-22T10:18:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=23148"},"modified":"2011-06-22T10:18:00","modified_gmt":"2011-06-22T10:18:00","slug":"a-nova-arvore-da-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-nova-arvore-da-vida\/","title":{"rendered":"A nova \u00e1rvore da vida"},"content":{"rendered":"<p>O recente esc\u00e2ndalo sexual de Nova Iorque com o Diretor do FMI levou cada franc\u00eas a procurar, numa semana, mais de 135 vezes not\u00edcias sobre o tema. Muito mais do que aquando o desastre nuclear de Fukushima. A informa\u00e7\u00e3o foi avan\u00e7ada pelo porta-voz da Confer\u00eancia Episcopal Francesa. E conduziu \u00e0 velha quest\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o de \u201cru\u00eddo \u00fanico\u201d. Na produ\u00e7\u00e3o e procura.<\/p>\n<p>N\u00e3o est\u00e1 encerrado o velho duelo entre quem tem obriga\u00e7\u00e3o de oferecer uma informa\u00e7\u00e3o livre, objetiva, hierarquizada na sua import\u00e2ncia e interesse p\u00fablico e quem tem de a procurar com as mesmas caracter\u00edsticas. Esta bizarra lei da oferta e da procura faz do acontecimento uma mercadoria com regras para quem vende e sem exig\u00eancias para quem compra. A ideia gen\u00e9rica \u00e9 que quem informa tem deveres, quem procura informa\u00e7\u00e3o apenas tem direitos. A verdade \u00e9 que o mercado comercial ou pol\u00edtico das audi\u00eancias condiciona quem vende ao gosto de quem consome informa\u00e7\u00e3o. A escolha dum canal, dum jornal ou r\u00e1dio, dum notici\u00e1rio, tem uma import\u00e2ncia capital nos crit\u00e9rios editoriais de quem informa. Mesmo quando se trata dum \u201cservi\u00e7o p\u00fablico\u201d<\/p>\n<p>Hoje, um novo fen\u00f3meno se abre: a intera\u00e7\u00e3o directa nos novos media. Todos produzem e todos recebem informa\u00e7\u00e3o. As redes sociais alimentam-se de not\u00edcias, palavras, coment\u00e1rios e imagens nascidas num pequeno grupo, partilhadas e facilmente disseminadas por milhares de milh\u00f5es de pessoas. O chamado efeito viral duma comunica\u00e7\u00e3o veio alterar todos os c\u00f3digos convencionais de \u00e9tica informativa. Veio fazer de cada cidad\u00e3o um autor e actor de not\u00edcias que irrompem numa explos\u00e3o avassaladora. \u00c9 indiscut\u00edvel que se estabelecem redes extraordin\u00e1rias de proximidade entre parentes e amigos que cada vez vencem mais dist\u00e2ncias. Novas e preciosas informa\u00e7\u00f5es circulam pelo planeta no grande festival de encontro e enriquecimento m\u00fatuo com outras culturas, dados, visitas a todos os santu\u00e1rios do saber, do celebrar e orar. O mundo nunca esteve t\u00e3o aberto e dispon\u00edvel a partilhar o que \u00e9 e tem. Mas, como se percebe, por estas plataformas tudo pode passar. E se n\u00e3o houver responsabilidade em quem comunica e quem recebe \u2013 todos somos a um tempo uma coisa e outra &#8211; perderemos uma nova oportunidade de aprendizagem e comunica\u00e7\u00e3o que o mundo nos oferece. E por vezes acontece, como nos recentes v\u00eddeos de viol\u00eancia, que se cruzam os meios tradicionais e os mais recentes. Nem sempre para o bem. A t\u00e9cnica passa, o homem fica. E s\u00e3o os seus par\u00e2metros de dignidade que extraem os melhores frutos dessa nova \u00e1rvore da vida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O recente esc\u00e2ndalo sexual de Nova Iorque com o Diretor do FMI levou cada franc\u00eas a procurar, numa semana, mais de 135 vezes not\u00edcias sobre o tema. Muito mais do que aquando o desastre nuclear de Fukushima. A informa\u00e7\u00e3o foi avan\u00e7ada pelo porta-voz da Confer\u00eancia Episcopal Francesa. 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