{"id":23154,"date":"2011-06-29T10:51:00","date_gmt":"2011-06-29T10:51:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=23154"},"modified":"2011-06-29T10:51:00","modified_gmt":"2011-06-29T10:51:00","slug":"fatima-fala-da-moda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/fatima-fala-da-moda\/","title":{"rendered":"F\u00e1tima fala da moda"},"content":{"rendered":"<p>Po\u00e7o de Jacob &#8211; 86 <!--more--> Quando cantamos o \u201cAv\u00e9 de F\u00e1tima\u201d, h\u00e1 duas estrofes misteriosas quanto \u00e0 situa\u00e7\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o da mensagem. Quando e onde disse Maria isto? \u201cFalou contra o luxo, \/ contra o impudor,\/ de imodestas modas, \/de uso pecador\u201d. E \u201cDisse que a pureza \/ agrada a Jesus. \/ Disse que a lux\u00faria.\/ ao fogo conduz\u201d.<\/p>\n<p>Perguntei a um grupo de 50 pessoas, h\u00e1 dias, a caminho de Lisboa e F\u00e1tima, em peregrina\u00e7\u00e3o, o que era a lux\u00faria. Quase todos disseram que tinha a ver com luxo e vaidade. Alguns sabiam que era um dos pecados capitais, segundo o catecismo. Mas lux\u00faria \u00e9 todo o pecado ligado aos sexto e nono mandamentos, os pecados relacionados com o sexo.<\/p>\n<p>Nossa Senhora falou de sexo, em F\u00e1tima? Falou! Quando? Em Lisboa, a Jacinta, no quarto que a menina ocupou no m\u00eas em que morreu e no hospital D. Estef\u00e2nia. Ainda hoje esse quarto existe e eu vou l\u00e1 algumas vezes. Pertence \u00e0s Irm\u00e3s Clarissas de clausura, no Mosteiro do Imaculado Cora\u00e7\u00e3o de Maria, mesmo em frente \u00e0 Bas\u00edlica da Estrela, a qual \u00e9 um dos primeiros monumentos do mundo feitos para o Cora\u00e7\u00e3o de Jesus, depois das apari\u00e7\u00f5es de Paray-le-Monial (Fran\u00e7a) a Margarida Maria Alacoque, no s\u00e9c. XVII.<\/p>\n<p>Jacinta n\u00e3o entendeu o que Maria dizia. Tamb\u00e9m em Julho de 1917 pensaram que a R\u00fassia era uma mulher muito m\u00e1. Ali, em Lisboa, em 1920, Maria disse \u00e0 pequenina, que o pecado que mais almas leva para o inferno \u00e9 o pecado da carne. Ela pensou em carne que se cozinha\u2026 Era demasiado pura para entender. Mas transmitiu o conjunto de ensinamentos que a esse prop\u00f3sito lhe comunicou Maria, bem na linha dos ensinamentos que mais tarde seriam dados a Alexandrina de Balazar, Faustina Kowalska, Padre Pio, entre outros m\u00edsticos. E disse que vir\u00e3o umas modas que ofender\u00e3o muito a Deus. Pelo luxo ou pela indec\u00eancia, a moda foi-se desenvolvendo ao longo do s\u00e9c. XX na explora\u00e7\u00e3o sobretudo da mulher enquanto objecto de desejo numa sociedade dominada por homens.<\/p>\n<p>Explora-se a natureza feminina, que gosta de se mostrar, e a do homem, que gosta de ver, ainda que, no mundo animal, quem se mostra seja o macho na hora do acasalamento. Da praia \u00e0 rua, pouco a pouco a roupa foi perdendo o seu sentido de cobrir e proteger o corpo e at\u00e9 o seu valor simb\u00f3lico de quem se reveste de Deus, para se mostrar o corpo, pois dizem que \u201co que \u00e9 bom \u00e9 para se ver\u201d. Mas esquecem que a l\u00edbido humana se sente estimulada, tamb\u00e9m pelos olhos, e o pecado acontece, dando origem a mentes por vezes doentias e at\u00e9 assassinas. O Vaticano tirou o v\u00e9u da mulher que dantes se cobria para rezar, como acontece na igreja ortodoxa, ou com o homem judeu. Mas n\u00e3o autorizou mais nada no que se refere ao interior das igrejas e nos momentos celebrativos. Os homens dantes ocupavam lugares dianteiros nas igrejas para \u201cn\u00e3o pensarem mal\u201d. Muita coisa foi suprimida para uma maior igualdade, e ainda bem, mas o nosso tempo, depois da revolu\u00e7\u00e3o sexual, nos anos 60, e hoje especialmente, assiste estupefacto ao desfile de nudez, por vezes descarada, de mulheres em casamentos, baptizados e at\u00e9 na simples celebra\u00e7\u00e3o dominical. <\/p>\n<p>Os padres t\u00eam de distribuir a comunh\u00e3o diante de decotes provocantes para a sua condi\u00e7\u00e3o de homem. Mesmo que tenha a sua sexualidade integrada numa vida de celibato, n\u00e3o deixa de ser homem, tentado a tudo o que os outros homens sentem como tenta\u00e7\u00e3o. Por vezes, se chamamos a aten\u00e7\u00e3o, s\u00e3o os maridos e os namorados ou os pais os primeiros a ficarem ofendidos, como se exibir a sua mulher fosse alguma esp\u00e9cie de coisa digna. As confer\u00eancias episcopais calam-se. O povo praticante tem medo de falar e os padres que falam s\u00e3o considerados antiquados e maus, por vezes condenados at\u00e9 pelos seus pr\u00f3prios colegas de presbit\u00e9rio.<\/p>\n<p>O sentido de pecado ou a ocasi\u00e3o de pecado desapareceu do seio da pr\u00f3pria igreja e o relativismo moral atinge-nos doentiamente. Onde vamos parar? N\u00e3o sei. S\u00f3 sei que temos de pregar, tamb\u00e9m a\u00ed, a tempo e a destempo. E se tivermos medo do ju\u00edzo dos homens, teremos de nos ver com o ju\u00edzo de Deus. <\/p>\n<p>O nosso povo \u00e9 muito bom. Se tudo lhe for explicado acata e entende. Se as modas v\u00e3o ofender muito a Deus Nosso Senhor, fica a pena e o receio de que o pecado que ela promove condene eternamente os homens, n\u00f3s, que fomos feitos para as del\u00edcias do C\u00e9u.<\/p>\n<p>P.e Vitor Espadilha<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Po\u00e7o de Jacob &#8211; 86<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[52],"tags":[],"class_list":["post-23154","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espiritualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23154","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23154"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23154\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23154"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23154"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23154"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}