{"id":23158,"date":"2011-06-29T10:55:00","date_gmt":"2011-06-29T10:55:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=23158"},"modified":"2011-06-29T10:55:00","modified_gmt":"2011-06-29T10:55:00","slug":"os-prazos-a-prazo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/os-prazos-a-prazo\/","title":{"rendered":"Os prazos a prazo"},"content":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a <!--more--> Encontramos por a\u00ed alguns sinais de que ou andam todos (os povos de meio mundo) perdidos ou n\u00f3s andamos, em muitas mat\u00e9rias, em contram\u00e3o.<\/p>\n<p>Qualquer projecto carece de planifica\u00e7\u00e3o, no in\u00edcio; operacionaliza\u00e7\u00e3o e monitoriza\u00e7\u00e3o de processos; e, para o fim, s\u00edntese da avalia\u00e7\u00e3o e resultados.<\/p>\n<p>O Governo tomou posse h\u00e1 dias. J\u00e1 l\u00e1 vai uma semana, \u00e9 certo, mas ainda est\u00e1 em pleno exerc\u00edcio do mandato. Para o final, dos quatros anos\u2026 n\u00e3o falta tudo. Por\u00e9m, teremos de dar espa\u00e7o a que construa alguma coisa.<\/p>\n<p>Uma entrada destas pode sugerir que alinhamos pelo coro dos insatisfeitos da vida e tudo quanto \u00e9 exerc\u00edcio de cargos (p\u00fablicos ou privados) \u00e9 varrido como \u201ccambada\u201d e seus sin\u00f3nimos (corja, gentalha, s\u00facia\u2026); ep\u00edtetos dos mais lisonjeiros entre os pejorativos. Nada disso!<\/p>\n<p>Reafirmamos quatro princ\u00edpios fundamentais, para dar a volta \u00e0s coisas que s\u00e3o nossas, comuns a todos.<\/p>\n<p>Em primeiro, saber quem faz o qu\u00ea. Aceitar ser governado. Quando e quem exerce um cargo para o qual legitimamente foi mandatado, deve ser levado at\u00e9 ao fim. Sair a meio, s\u00f3 por vontade do pr\u00f3prio. Caso contr\u00e1rio, incompetente \u00e9 quem mandata. Ser\u00e1 incompetente porque n\u00e3o se muniu dos elementos mais fundamentados para o discernimento e ser\u00e1 incompetente porque revelar\u00e1 n\u00e3o saber usar das compet\u00eancias que lhe s\u00e3o pr\u00f3prias: poder escolher para um determinado per\u00edodo ou prazo.<\/p>\n<p>Posteriormente, porque \u00e9 demasiado incomodativo, calar um pouco para saber algo sobre o assunto. Tantas opini\u00f5es sem crit\u00e9rio, tamb\u00e9m conhecidas por suposi\u00e7\u00f5es, conjecturas, e outras coisas piores, ao jeito de Harry Potter, \u00e9 mero exibicionismo para retirar a serenidade \u00e0s pessoas e condicionar o exerc\u00edcio dos cargos.<\/p>\n<p>Depois, cumprir os prazos e fazer com que se cumpram. A operacionaliza\u00e7\u00e3o das coisas tem sempre necessidade de algum tempo de matura\u00e7\u00e3o, necess\u00e1rio para a consolida\u00e7\u00e3o da ideias, dos planos. Ora, em tempo de se apelar a direitos (a Rep\u00fablica dos Direitos!) para quando um pouco de dever!? Parece verdadeiramente pat\u00e9tico os coment\u00e1rios a prop\u00f3sito e a desprop\u00f3sito com que se incendeiam as opini\u00f5es, se inflamam \u00e2nimos. H\u00e1 Ministros que ainda n\u00e3o tiveram possibilidade de se sentar na cadeira do Gabinete e Secret\u00e1rios de Estado que ainda o n\u00e3o s\u00e3o e j\u00e1 est\u00e3o rotulados de n\u00e3o imput\u00e1veis ou inimput\u00e1veis, de tecnocratas, sem experi\u00eancia, etc., etc., etc. Num pa\u00eds de t\u00e3o grandiosos frutos, com tanta ideias em julgar os outros e as suas ac\u00e7\u00f5es, s\u00f3 custa aceitar como n\u00e3o estamos no topo mundial.<\/p>\n<p>Por fim, sintetizar a avalia\u00e7\u00e3o e apresentar resultados\u2026 responsabilizando quem o deva ser.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 algo que nos apete\u00e7a muito. Queremos resultados antes de tudo. E, tamb\u00e9m antes de tudo, j\u00e1 estamos a colocar na rua da amargura. Chega a ser fino, quando se falha redondamente, apresentar a demiss\u00e3o; um gesto que chega a merecer elogios no lugar da responsabiliza\u00e7\u00e3o por actos e resultados danosos.<\/p>\n<p>Porventura, com receio de colocar em causa a democracia, outorga-se a ditadura! Porque esta liberdade \u00e9 a melhor ditadura.<\/p>\n<p>Desportivamente\u2026 <\/p>\n<p>&#8230;pelo desporto!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-23158","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23158","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23158"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23158\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23158"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23158"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23158"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}