{"id":23264,"date":"2011-07-13T10:13:00","date_gmt":"2011-07-13T10:13:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=23264"},"modified":"2011-07-13T10:13:00","modified_gmt":"2011-07-13T10:13:00","slug":"vestimenta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/vestimenta\/","title":{"rendered":"Vestimenta"},"content":{"rendered":"<p>Po\u00e7o de Jacob &#8211; 88 <!--more--> Cobrir a cabe\u00e7a, na B\u00edblia, significa submeter-se \u00e0 vontade de Deus, reconhecer que tudo quanto foi criado pertence a Deus e que lhe devemos amor e adora\u00e7\u00e3o. Da\u00ed o judeu andar sempre com uma \u201ckip\u00e1\u201d na cabe\u00e7a, que, nos bispos, \u00e9 o solid\u00e9u. A mulher judia tamb\u00e9m cobre a cabe\u00e7a. E o judeu sempre a cobre, na ora\u00e7\u00e3o, com o \u201ctalit\u201d. Jesus usou-o muitas vezes.<\/p>\n<p>A mulher b\u00edblica n\u00e3o andava de cabelos soltos, pois isto era usual nas prostitutas. Nas tradi\u00e7\u00f5es orientais, o calor do deserto levou os povos a protegerem a pele com roupas e v\u00e9us, o homem a circuncidar-se por motivo de higiene e a fazer ablu\u00e7\u00f5es, lavar p\u00e9s e m\u00e3os, pesco\u00e7o, bra\u00e7os\u2026 e n\u00e3o levar cal\u00e7ado para dentro de casa para n\u00e3o levar lixo.<\/p>\n<p>Da China ao Egipto, Iraque, Israel, estes costumes acabaram por ser introduzidos em rituais de louvor a Deus e tornaram-se costumes com significado religioso. Vemos que a mulher persa &#8211; hoje Ir\u00e3o &#8211; sempre se cobriu totalmente para proteger sua pele delicada das agruras do sol e para poder sair sem ser vista, vendo tudo. Tarso, terra de S. Paulo, sofreu influ\u00eancia persa muito forte. Da\u00ed S. Paulo dizer que a mulher deve trazer a cabe\u00e7a sempre coberta ou que deve estar calada e pouco ataviada com maquilhagem, penteados e j\u00f3ias. Claro que tudo isto deve ser lido dentro desta influ\u00eancia persa. A \u201cburka\u201d de que tanto se fala no Afeganist\u00e3o era persa e a mulher gostava de andar assim. Hoje tamb\u00e9m gostam, desde que n\u00e3o lhes seja imposta por leis masculinas escravizantes, que foi no que se transformaram muitas das pr\u00e1ticas acima descritas, sobretudo com a chegada do islamismo.<\/p>\n<p>Tudo tem a sua origem e raz\u00e3o de ser de car\u00e1cter cultural, folcl\u00f3rico, tradicional e s\u00f3 mais tarde de car\u00e1cter simb\u00f3lico e religioso. Os povos ocidentais, por diferentes influ\u00eancias e climas, culturas e hist\u00f3ria, viram o vestu\u00e1rio de outros modos. A nudez e o nudismo j\u00e1 eram pr\u00e1ticas correntes em gregos e romanos. As vestes eram mais leves. Os banhos p\u00fablicos e as latrinas comunit\u00e1rias eram usuais at\u00e9 terem sido proibidos pelo cristianismo. Ainda hoje as podemos visitar em ru\u00ednas de cidades romanas. N\u00e3o se pode dizer que os ocidentais fossem mais permissivos ou prom\u00edscuos que os orientais, mas a devassid\u00e3o acontecia, tanto no pal\u00e1cio do califa como no do imperador. O mundo b\u00e1rbaro trouxe enorme confus\u00e3o de princ\u00edpios. Assim tamb\u00e9m o despertar do islamismo a partir do s\u00e9c. VII. E isto tudo para dizer que n\u00e3o h\u00e1 uma norma universal no vestir. A \u00fanica coisa que se torna universal e, para n\u00f3s, crist\u00e3os, quase preceito \u00e9 o respeito pelo nosso corpo e pelo corpo dos demais, vivo ou defunto, uma sexualidade orientada pelo respeito mais do que pela paix\u00e3o, a qual destr\u00f3i o interior do ser humano.<\/p>\n<p>Conhecer a psicologia humana, que \u00e9 igual em toda a terra, leva-nos a saber que o nosso corpo n\u00e3o \u00e9 para a imoralidade, embora tenha apetites de toda a ordem, e que o vestir, o recato e o pudor s\u00e3o leis universais de respeito pr\u00f3prio e alheio. Que n\u00f3s, crist\u00e3os, n\u00e3o podemos ver o corpo e a sexualidade genital como algo de mal, mas temos consci\u00eancia da limita\u00e7\u00e3o de cada homem neste campo e do esfor\u00e7o de auto-educa\u00e7\u00e3o que cada um tem de fazer para garantir o seu pr\u00f3prio equil\u00edbrio emocional e afectivo. Que na hora de me vestir devo ter o cuidado para n\u00e3o causar esc\u00e2ndalo e levar pessoas menos preparadas interiormente a fazerem do meu modo indecente de vestir causa de seu pr\u00f3prio pecado.<\/p>\n<p>As mulheres, hoje, reivindicam a liberdade de andarem quase nuas sem serem perturbadas pelos homens. \u00c9 desconhecer o mist\u00e9rio da natureza humana e o mist\u00e9rio da fraqueza e capacidade humana de pecar, estimulada tamb\u00e9m pelo pr\u00f3prio anjo do mal que anda \u00e0 nossa volta, como diz S. Pedro, como le\u00e3o que ruge, procurando a quem devorar. Existe uma moda para o crist\u00e3o? A que nunca passa de moda: A do respeito pelo outro. O recato. O Pudor. Ainda que toda a gente nos rodeie a condenar-nos. Uma mulher para ser bela n\u00e3o precisa de mostrar o corpo. A sua verdadeira beleza, como a do homem, est\u00e1, como canta o Livro da Sabedoria, no ser virtuoso, conscientes de que, pelo Baptismo, somos terra sagrada onde Deus habita. <\/p>\n<p>P.e Vitor Espadilha<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Po\u00e7o de Jacob &#8211; 88<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[52],"tags":[],"class_list":["post-23264","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espiritualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23264","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23264"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23264\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23264"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23264"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23264"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}