{"id":23355,"date":"2011-11-30T17:04:00","date_gmt":"2011-11-30T17:04:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=23355"},"modified":"2011-11-30T17:04:00","modified_gmt":"2011-11-30T17:04:00","slug":"co-responsabilidade-tres-perguntas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/co-responsabilidade-tres-perguntas\/","title":{"rendered":"Co-responsabilidade &#8211; Tr\u00eas perguntas"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> Os governos democr\u00e1ticos s\u00e3o, em geral, mais contestados do que os n\u00e3o democr\u00e1ticos. Acha-se t\u00e3o enraizada a norma da contesta\u00e7\u00e3o que, nos \u00abmedia\u00bb, se considera como pessoa isenta a que est\u00e1 contra o governo, qualquer que ele seja. As novas tecnologias de comunica\u00e7\u00e3o vieram aumentar consideravelmente a for\u00e7a contestat\u00e1ria; por essa via se difunde copiosamente a informa\u00e7\u00e3o negativa sobre os governantes; e, com bastante facilidade, se propalam cal\u00fanias, deturpa\u00e7\u00f5es da realidade e meias verdades erigidas em verdades absolutas. Deste modo institu\u00edu-se o culto da irresponsabilidade generalizada: consideram-se os governantes e outros pol\u00edticos respons\u00e1veis por todo o mal colectivo, enquanto os governados se apresentam como v\u00edtimas inocentes, podendo enlamear impunemente quem os governa.<\/p>\n<p>Num esfor\u00e7o de auto-responsabiliza\u00e7\u00e3o, talvez se justificasse fazermos algumas perguntas a n\u00f3s pr\u00f3prios. Real\u00e7o apenas tr\u00eas, come\u00e7ando por esta: que medidas pol\u00edticas tomar\u00edamos se f\u00f4ssemos n\u00f3s os governantes? &#8211; Note-se que a resposta implica n\u00e3o s\u00f3 o enunciado da medida mas tamb\u00e9m a sua fundamenta\u00e7\u00e3o, a quantifica\u00e7\u00e3o, a viabilidade financeira e pol\u00edtica; esta \u00faltima implica a concord\u00e2ncia da maioria parlamentar.<\/p>\n<p>Segunda pergunta: o que temos feito para influenciarmos os governantes a favor de medidas correctas? &#8211; Note-se que a influ\u00eancia implica n\u00e3o s\u00f3 a proclama\u00e7\u00e3o de princ\u00edpios e a defesa de propostas vagas mas tamb\u00e9m, e sobretudo, a interliga\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios e realidades, a formula\u00e7\u00e3o de propostas consistentes e a ac\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica junto dos poderes p\u00fablicos.<\/p>\n<p>Terceira  pergunta: como se podem organizar os cat\u00f3licos para uma ac\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica a favor do bem comum? &#8211; Parece fundamental o di\u00e1logo laical sociopol\u00edtico, visando os quatro objectivos referidos no artigo anterior: a clarifica\u00e7\u00e3o da base doutrin\u00e1ria comum; o apoio de rectaguarda ao compromisso nas \u00abrealidades terrestres; a eventual obten\u00e7\u00e3o de consensos; e, sobretudo, a pr\u00e1tica da comunh\u00e3o fraterna. Atendendo ao pluralismo dos leigos, \u00e9 muito natural que n\u00e3o se atingam muitos consensos acerca das solu\u00e7\u00f5es concretas dos problemas sociopol\u00edticos; mas o di\u00e1logo pode contribuir para o refor\u00e7o da comunh\u00e3o entre todos, quaisquer que sejam os respectivas posi\u00e7\u00f5es de natureza pol\u00edtica, laboral ou de outra natureza. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-23355","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23355","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23355"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23355\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23355"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23355"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23355"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}