{"id":23439,"date":"2011-11-09T10:33:00","date_gmt":"2011-11-09T10:33:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=23439"},"modified":"2011-11-09T10:33:00","modified_gmt":"2011-11-09T10:33:00","slug":"reconstruir-sem-sair","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/reconstruir-sem-sair\/","title":{"rendered":"Reconstruir sem sair"},"content":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a <!--more--> H\u00e1 muito vimos a considerar que n\u00e3o seria poss\u00edvel vivermos com tanto produzindo t\u00e3o pouco. Voltamos ao assunto.<\/p>\n<p>A nossa vida s\u00f3 poderia estar em super deficit. Isto \u00e9, seguindo o exerc\u00edcio da contabilidade mais simples, recorrendo inclusivamente ao \u00e9timo da palavra, de origem latina, significa que h\u00e1 um saldo negativo. Num or\u00e7amento o saldo negativo ocorre quando os gastos ou despesas superam os ganhos ou receitas. Quando o saldo \u00e9 negativo, o or\u00e7amento \u00e9 chamado deficit\u00e1rio. O oposto, o que acontece com quem tem os lucros, tamb\u00e9m na linguagem contabil\u00edstica, sucede o superavit, a diferen\u00e7a para mais entre uma despesa e uma receita.<\/p>\n<p>Portugal necessita de solu\u00e7\u00f5es, de propostas concretas, s\u00e9rias, exequ\u00edveis. Vamos apontar algumas hip\u00f3teses.<\/p>\n<p>O que recebemos e transform\u00e1mos em investimento, infraestruturas e equipamentos, n\u00e3o \u00e9 \u201cdevolv\u00edvel\u201d a ningu\u00e9m. Est\u00e1 c\u00e1, \u00e9 de Portugal. Vamos retirar o usufruto. O essencial est\u00e1 nas estruturas (redes) vi\u00e1rias que cobrem o pa\u00eds, nos equipamentos industriais (parques) e culturais, clima, solo, parque habitacional.<\/p>\n<p>Quais s\u00e3o os principais sectores onde somos deficit\u00e1rios e que trazem retorno imediato, sem ser os impostos, claro? P\u00e3o, ind\u00fastria, conhecimento, habita\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>1 &#8211; Novas centralidades industriais, habitacionais e culturais \u2013 incentivos para a deslocaliza\u00e7\u00e3o (regresso) ao interior do pa\u00eds. E que incentivos num pa\u00eds pobre?! Basta uma reta distribui\u00e7\u00e3o de bens. O resto \u00e9 da responsabilidade do Estado, no seu papel essencial, o de regulador e prestador de servi\u00e7os que garanta a universalidade no acesso de todos aos cuidados essenciais de vida: justi\u00e7a, sa\u00fade, conhecimento, seguran\u00e7a, igualdade de tratamento.<\/p>\n<p>2 \u2013 P\u00e3o. Se acabar a avareza de intermedi\u00e1rios (a come\u00e7ar em Bruxelas e associados) e houver a promo\u00e7\u00e3o dos mesmos princ\u00edpios, \u00e9 poss\u00edvel, no m\u00ednimo, a autossubsist\u00eancia. O resto \u00e9 dar espa\u00e7o ao conhecimento e arte humana que Portugal possui.<\/p>\n<p>3 \u2013 Factura\u00e7\u00e3o, cumprimentos, impostos,\u2026 Ningu\u00e9m gosta de estar a ser ludibriado. O Estado est\u00e1 a ludibriar sistematicamente os cumpridores. Aumento de impostos e impostos que recaem sobre produtos duplamente tributados: taxas de transac\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis \u2013 Imposto Municipal sobre Im\u00f3veis; imposto sobre ve\u00edculos \u2013 portagens \u2013 estacionamento &#8211; \u2026 para onde v\u00e3o? Onde \u00e9 que est\u00e1 o usufruto desses tributos? A lista \u00e9 infind\u00e1vel mas, para terminar, quem \u00e9 que acredita que pedir facturas vai ter retorno para o Estado? Se o cidad\u00e3o n\u00e3o tem retorno direto, pelo menos se n\u00e3o \u00e9 devidamente explicado para onde v\u00e3o os seus impostos, os nossos impostos. Neste caso particular, seria mais f\u00e1cil, com recurso a uma simples aplica\u00e7\u00e3o, seguindo o princ\u00edpio da justi\u00e7a social tribut\u00e1ria, dar um efeito causal, a correla\u00e7\u00e3o causa efeito: pe\u00e7o a factura porque vou ter um determinado, simb\u00f3lico porventura, retorno sobre o transtorno.<\/p>\n<p>Com o Estado actual apenas se agrava o estado dos portugueses. <\/p>\n<p>Desportivamente\u2026 <\/p>\n<p>&#8230; pelo desporto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-23439","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23439","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23439"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23439\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23439"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23439"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23439"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}