{"id":23467,"date":"2011-11-23T10:12:00","date_gmt":"2011-11-23T10:12:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=23467"},"modified":"2011-11-23T10:12:00","modified_gmt":"2011-11-23T10:12:00","slug":"e-preciso-descobrir-de-novo-a-alegria-de-crer-e-reencontrar-o-entusiasmo-de-comunicar-a-fe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/e-preciso-descobrir-de-novo-a-alegria-de-crer-e-reencontrar-o-entusiasmo-de-comunicar-a-fe\/","title":{"rendered":"\u00c9 preciso descobrir de novo a alegria de crer e reencontrar o entusiasmo de comunicar a f\u00e9"},"content":{"rendered":"<p>A renova\u00e7\u00e3o da Igreja realiza-se tamb\u00e9m atrav\u00e9s do testemunho prestado pela vida dos crentes: de facto, os crist\u00e3os s\u00e3o chamados a fazer brilhar, com a sua pr\u00f3pria vida no mundo, a Palavra de verdade que o Senhor Jesus nos deixou. O pr\u00f3prio Conc\u00edlio, na Constitui\u00e7\u00e3o dogm\u00e1tica \u201cLumen gentium\u201d, afirma: \u00abEnquanto Cristo \u201csanto, inocente, imaculado\u201d (Heb 7, 26), n\u00e3o conheceu o pecado (cf. 2 Cor 5, 21), mas veio apenas expiar os pecados do povo (cf. Heb 2, 17), a Igreja, contendo pecadores no seu pr\u00f3prio seio, simultaneamente santa e sempre necessitada de purifica\u00e7\u00e3o, exercita continuamente a penit\u00eancia e a renova\u00e7\u00e3o. A Igreja \u201cprossegue a sua peregrina\u00e7\u00e3o no meio das persegui\u00e7\u00f5es do mundo e das consola\u00e7\u00f5es de Deus\u201d, anunciando a cruz e a morte do Senhor at\u00e9 que Ele venha (cf. 1 Cor 11, 26). Mas \u00e9 robustecida pela for\u00e7a do Senhor ressuscitado, de modo a vencer, pela paci\u00eancia e pela caridade, as suas afli\u00e7\u00f5es e dificuldades tanto internas como externas, e a revelar, velada mas fielmente, o seu mist\u00e9rio, at\u00e9 que por fim se manifeste em plena luz\u00bb.<\/p>\n<p>Nesta perspectiva, o Ano da F\u00e9 \u00e9 convite para uma aut\u00eantica e renovada convers\u00e3o ao Senhor, \u00fanico Salvador do mundo. No mist\u00e9rio da sua morte e ressurrei\u00e7\u00e3o, Deus revelou plenamente o Amor que salva e chama os homens \u00e0 convers\u00e3o de vida por meio da remiss\u00e3o dos pecados (cf. Act 5, 31). Para o ap\u00f3stolo Paulo, este amor introduz o homem numa vida nova: \u00abPelo Baptismo fomos sepultados com Ele na morte, para que, tal como Cristo foi ressuscitado de entre os mortos pela gl\u00f3ria do Pai, tamb\u00e9m n\u00f3s caminhemos numa vida nova\u00bb (Rm 6, 4). Em virtude da f\u00e9, esta vida nova plasma toda a exist\u00eancia humana segundo a novidade radical da ressurrei\u00e7\u00e3o. Na medida da sua livre disponibilidade, os pensamentos e os afectos, a mentalidade e o comportamento do homem v\u00e3o sendo pouco a pouco purificados e transformados, ao longo de um itiner\u00e1rio jamais completamente terminado nesta vida. A \u00abf\u00e9, que actua pelo amor\u00bb (Gl 5, 6), torna-se um novo crit\u00e9rio de entendimento e de ac\u00e7\u00e3o, que muda toda a vida do homem (cf. Rm 12, 2; Cl 3, 9-10; Ef 4, 20-29; 2 Cor 5, 17).<\/p>\n<p>\u00abCaritas Christi urget nos \u2013 o amor de Cristo nos impele\u00bb (2 Cor 5, 14): \u00e9 o amor de Cristo que enche os nossos cora\u00e7\u00f5es e nos impele a evangelizar. Hoje, como outrora, Ele envia-nos pelas estradas do mundo para proclamar o seu Evangelho a todos os povos da terra (cf. Mt 28, 19). Com o seu amor, Jesus Cristo atrai a Si os homens de cada gera\u00e7\u00e3o: em todo o tempo, Ele convoca a Igreja confiando-lhe o an\u00fancio do Evangelho, com um mandato que \u00e9 sempre novo. Por isso, tamb\u00e9m hoje \u00e9 necess\u00e1rio um empenho eclesial mais convicto a favor duma nova evangeliza\u00e7\u00e3o, para descobrir de novo a alegria de crer e reencontrar o entusiasmo de comunicar a f\u00e9. Na descoberta di\u00e1ria do seu amor, ganha for\u00e7a e vigor o compromisso mission\u00e1rio dos crentes, que jamais pode faltar. Com efeito, a f\u00e9 cresce quando \u00e9 vivida como experi\u00eancia de um amor recebido e \u00e9 comunicada como experi\u00eancia de gra\u00e7a e de alegria. A f\u00e9 torna-nos fecundos, porque alarga o cora\u00e7\u00e3o com a esperan\u00e7a e permite oferecer um testemunho que \u00e9 capaz de gerar: de facto, abre o cora\u00e7\u00e3o e a mente dos ouvintes para acolherem o convite do Senhor a aderir \u00e0 sua Palavra a fim de se tornarem seus disc\u00edpulos. Os crentes \u2013 atesta Santo Agostinho \u2013 \u00abfortificam-se acreditando\u00bb. O Santo Bispo de Hipona tinha boas raz\u00f5es para falar assim. Como sabemos, a sua vida foi uma busca cont\u00ednua da beleza da f\u00e9 enquanto o seu cora\u00e7\u00e3o n\u00e3o encontrou descanso em Deus. Os seus numerosos escritos, onde se explica a import\u00e2ncia de crer e a verdade da f\u00e9, permaneceram at\u00e9 aos nossos dias como um patrim\u00f3nio de riqueza incompar\u00e1vel e consentem ainda que tantas pessoas \u00e0 procura de Deus encontrem o justo percurso para chegar \u00e0 \u00abporta da f\u00e9\u00bb.<\/p>\n<p>Por conseguinte, s\u00f3 acreditando \u00e9 que a f\u00e9 cresce e se revigora; n\u00e3o h\u00e1 outra possibilidade de adquirir certeza sobre a pr\u00f3pria vida, sen\u00e3o abandonar-se progressivamente nas m\u00e3os de um amor que se experimenta cada vez maior porque tem a sua origem em Deus.<\/p>\n<p>Bento XVI. N.\u00bas 6 e 7 da carta   apost\u00f3lica \u201cA Porta da F\u00e9\u201d, que convoca para o \u201cano da f\u00e9\u201d, de Outubro de 2012 a Novembro de 2013.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A renova\u00e7\u00e3o da Igreja realiza-se tamb\u00e9m atrav\u00e9s do testemunho prestado pela vida dos crentes: de facto, os crist\u00e3os s\u00e3o chamados a fazer brilhar, com a sua pr\u00f3pria vida no mundo, a Palavra de verdade que o Senhor Jesus nos deixou. 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