{"id":23486,"date":"2012-01-11T12:21:00","date_gmt":"2012-01-11T12:21:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=23486"},"modified":"2012-01-11T12:21:00","modified_gmt":"2012-01-11T12:21:00","slug":"nao-passeis-ao-largo-do-sofrimento-humano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/nao-passeis-ao-largo-do-sofrimento-humano\/","title":{"rendered":"N\u00e3o passeis ao largo do sofrimento humano"},"content":{"rendered":"<p>O que disse o Papa na JMJ &#8211; 10 <!--more--> \u00c0 medida que \u00edamos avan\u00e7ando com Jesus at\u00e9 chegar ao cimo da sua entrega no Calv\u00e1rio, vinham-nos \u00e0 mente as palavras de S\u00e3o Paulo: \u00abCristo amou-me e a Si mesmo Se entregou por mim\u00bb (Gal 2, 20). \u00c0 vista de um amor assim desinteressado, cheios de admira\u00e7\u00e3o e reconhecimento perguntamo-nos agora: Que havemos n\u00f3s de fazer por Ele? Que resposta Lhe daremos? S\u00e3o Jo\u00e3o no-lo diz claramente: \u00abFoi com isto que conhecemos o amor: Ele, Jesus, deu a sua vida por n\u00f3s; assim tamb\u00e9m n\u00f3s devemos dar a vida pelos nossos irm\u00e3os\u00bb (1 Jo 3, 16). A paix\u00e3o de Cristo incita-nos a carregar sobre os nossos ombros o sofrimento do mundo, com a certeza de que Deus n\u00e3o \u00e9 algu\u00e9m distante ou alheio ao homem e \u00e0s suas vicissitudes; pelo contr\u00e1rio, fez-Se um de n\u00f3s \u00abpara poder padecer com o homem, de modo muito real, na carne e no sangue (\u2026). A partir de l\u00e1 entrou em todo o sofrimento humano algu\u00e9m que partilha o sofrimento e a sua suporta\u00e7\u00e3o; a partir de l\u00e1 propaga-se em todo o sofrimento a con-solatio, a consola\u00e7\u00e3o do amor solid\u00e1rio de Deus, surgindo assim a estrela da esperan\u00e7a\u00bb.<\/p>\n<p>Queridos jovens, que o amor de Cristo por n\u00f3s aumente a vossa alegria e vos anime a permanecer junto dos menos favorecidos. V\u00f3s que sois t\u00e3o sens\u00edveis \u00e0 ideia de partilhar a vida com os outros, n\u00e3o passeis ao largo quando virdes o sofrimento humano, pois \u00e9 a\u00ed que Deus vos espera para dardes o melhor de v\u00f3s mesmos: a vossa capacidade de amar e de vos compadecerdes. As diversas formas de sofrimento, que foram desfilando diante dos nossos olhos ao longo da Via-Sacra, s\u00e3o apelos do Senhor para edificarmos as nossas vidas seguindo os seus passos e para nos tornarmos sinais do seu conforto e salva\u00e7\u00e3o. \u00abSofrer com o outro, pelos outros; sofrer por amor da verdade e da justi\u00e7a; sofrer por causa do amor e para se tornar uma pessoa que ama verdadeiramente: estes s\u00e3o elementos fundamentais de humanidade, o seu abandono destruiria o mesmo homem\u00bb.<\/p>\n<p>Oxal\u00e1 saibamos acolher estas li\u00e7\u00f5es e p\u00f4-las em pr\u00e1tica. Com tal finalidade, olhemos para Cristo, suspenso no duro madeiro, e pe\u00e7amos-Lhe que nos ensine esta misteriosa sabedoria da cruz, gra\u00e7as \u00e0 qual vive o homem. A cruz n\u00e3o foi o desfecho de um fracasso, mas o modo de exprimir a entrega amorosa que vai at\u00e9 \u00e0 doa\u00e7\u00e3o m\u00e1xima da pr\u00f3pria vida. O Pai quis amar os homens no abra\u00e7o do seu Filho crucificado por amor. Na sua forma e significado, a cruz representa esse amor do Pai e de Cristo pelos homens. Nela reconhecemos o \u00edcone do amor supremo, onde aprendemos a amar o que Deus ama e como Ele o faz: esta \u00e9 a Boa Nova que devolve a esperan\u00e7a ao mundo.<\/p>\n<p>Bento XVI, na Via-sacra com os jovens. Madrid, <\/p>\n<p>19 de Agosto de 2011<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que disse o Papa na JMJ &#8211; 10<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[51],"tags":[],"class_list":["post-23486","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-jovens"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23486","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23486"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23486\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23486"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23486"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23486"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}