{"id":23497,"date":"2011-11-16T11:30:00","date_gmt":"2011-11-16T11:30:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=23497"},"modified":"2011-11-16T11:30:00","modified_gmt":"2011-11-16T11:30:00","slug":"formar-pastores-consagrados-totalmente-a-deus-e-ao-seu-povo-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/formar-pastores-consagrados-totalmente-a-deus-e-ao-seu-povo-2\/","title":{"rendered":"Formar pastores consagrados totalmente a Deus e ao seu povo"},"content":{"rendered":"<p>Comunidade <!--more--> Os anos de forma\u00e7\u00e3o no Semin\u00e1rio s\u00e3o um tempo muito especial de prepara\u00e7\u00e3o, quer espiritual, quer humana, quer intelectual dos candidatos ao sacerd\u00f3cio. S\u00e3o um tempo para crescer na rela\u00e7\u00e3o \u00edntima com Deus e aprofundar a voca\u00e7\u00e3o que o Senhor nos concede a n\u00f3s, seminaristas. Voca\u00e7\u00e3o significa \u201cchamamento\u201d. Deus chama incessantemente muitos jovens e espera deles um sim. Esse sim deve ser convicto e dado com a alegria de quem recebe t\u00e3o grande dom. Deve ser um sim d\u00f3cil de quem acolhe com humildade uma elei\u00e7\u00e3o por parte de Deus, \u00e0 semelhan\u00e7a da Virgem Maria, que, na Anuncia\u00e7\u00e3o, se despojou de si mesma e acolheu a Vontade de Deus com uma total e inquebrant\u00e1vel confian\u00e7a. Esta deve ser a atitude daquele que se sente chamado por Deus a ser Seu disc\u00edpulo, e que, de livre vontade e com um enorme desejo de cumprir a de Deus, aceita consagrar-Lhe toda a sua vida e ao Seu Povo atrav\u00e9s do minist\u00e9rio sacerdotal. <\/p>\n<p>Esta elei\u00e7\u00e3o da parte de Deus quer fazer do eleito uma presen\u00e7a salv\u00edfica de Cristo junto dos homens. De facto, atrav\u00e9s do minist\u00e9rio sacerdotal, Cristo configura consigo o padre. \u00c9 por este motivo que o sacerdote \u00e9 um \u201calter Christus\u201d, um outro Cristo. Ao receber o segundo grau do sacramento da Ordem, torna-se Cristo Bom Pastor e, para ser esta imagem viva e fiel, necessita de manter constantemente a primazia de Deus na sua vida. Para que o sim que foi dado aquando do chamamento inicial de Deus n\u00e3o perca o seu vigor durante o tempo de Semin\u00e1rio e na vida de padre, \u00e9 necess\u00e1rio este profundo enraizamento com Cristo. Este \u00e9 o centro de uma identidade s\u00f3lida, t\u00e3o fundamental \u00e0 vida de um seminarista e que deve ser cultivada desde cedo e durante toda a vida futura. Esta identidade sacerdotal constr\u00f3i-se e deve ser caracterizada por uma radicalidade evang\u00e9lica e por uma fidelidade \u00e0 voca\u00e7\u00e3o, que se concretiza na fidelidade a Deus e \u00e0 Sua Santa Igreja. <\/p>\n<p>Durante este tempo de Semin\u00e1rio, n\u00f3s, seminaristas, por vezes deparamo-nos com o receio de n\u00e3o conseguir corresponder dignamente a um t\u00e3o exigente chamamento que pressup\u00f5e uma doa\u00e7\u00e3o total de si. \u00c9 por isso muito importante n\u00e3o ter confian\u00e7a nas pr\u00f3prias for\u00e7as mas, sim, no Esp\u00edrito Santo, que nos auxilia com os Seus dons. Deste modo, \u00e9 indispens\u00e1vel que aprendamos desde j\u00e1 a termos Cristo crucificado, com quem tamb\u00e9m queremos ser crucificados, como centro absoluto das nossas vidas, e a guardarmos como ponto fulcral desta centraliza\u00e7\u00e3o, o mist\u00e9rio que Ele pr\u00f3prio nos deixou, a Eucaristia. De facto, a Missa \u00e9 o ponto culminante do dia de qualquer seminarista. Para mim \u00e9 uma grande gra\u00e7a poder receber diariamente este admir\u00e1vel sacramento onde, pelas m\u00e3os do sacerdote, que tamb\u00e9m eu desejo ser um dia, Nosso Senhor renova o Seu Sacrif\u00edcio e se torna realmente presente nas esp\u00e9cies consagradas, dando-Se-nos a comer para nossa salva\u00e7\u00e3o. A par com a Missa, tem um lugar primordial o sacramento da Penit\u00eancia, pelo qual Deus perdoa os nossos pecados e nos reconcilia consigo, reavivando em n\u00f3s a pureza recebida pelo Baptismo que continuamente escurecemos com as nossas faltas. <\/p>\n<p>Temos assim o caminho que conduz \u00e0 santidade e \u00e0 uni\u00e3o com Deus. A santidade n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um ideal, ou seja, n\u00e3o \u00e9 apenas para os seminaristas, para os padres ou para os religiosos. \u00c9 antes uma voca\u00e7\u00e3o universal, que est\u00e1 ao alcance de todos, como nos lembra o Conc\u00edlio Vaticano II (cf. LG 41). Deste caminho que nos ajuda a aperfei\u00e7oar e a aprofundar a rela\u00e7\u00e3o com Deus, faz parte tamb\u00e9m, e \u00e9-nos igualmente proporcionada no Semin\u00e1rio, a adora\u00e7\u00e3o ao Sant\u00edssimo Sacramento, a medita\u00e7\u00e3o da Palavra de Deus, a ora\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria do ter\u00e7o, momentos de ora\u00e7\u00e3o pessoal e um acompanhamento espiritual, humano e vocacional por parte da equipa formadora.<\/p>\n<p>Imprescind\u00edvel em todo este processo \u00e9, sem d\u00favida, a ora\u00e7\u00e3o que todos podemos apresentar a Deus pelos nossos Semin\u00e1rios e pelo germinar de novas voca\u00e7\u00f5es. Igualmente importante \u00e9 o nosso exemplo, uma vez que todos os baptizados s\u00e3o evangelizadores! Aqui, a fam\u00edlia tem um papel preponderante, pois, o Senhor serve-se de n\u00f3s para chamar os que Ele escolhe. Tamb\u00e9m no meu caso devo isso, em parte, quer \u00e0 minha fam\u00edlia, quer \u00e0s Irm\u00e3s de S. Jos\u00e9 de Cluny, que tanto ajudaram a que crescesse no meu cora\u00e7\u00e3o um grande amor pelo Senhor. Que Santa Joana Princesa, nossa fiel intercessora, rogue a Deus para que fa\u00e7a surgir na Sua Igreja muitas e santas voca\u00e7\u00f5es, jovens que se queiram consagrar totalmente a Deus e ao Seu Povo. Jovens que venham a ser homens de Deus, homens do sagrado, homens de ora\u00e7\u00e3o e, por isso, fi\u00e9is instrumentos nas m\u00e3os de Deus e colaboradores na salva\u00e7\u00e3o das almas, dando a sua vida em resgate de muitos (cf. Mt 20, 28).<\/p>\n<p>Helder Ruivo, Seminarista do 5.\u00ba ano, em Lisboa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Comunidade<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-23497","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23497","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23497"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23497\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23497"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23497"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23497"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}