{"id":23575,"date":"2012-01-11T14:42:00","date_gmt":"2012-01-11T14:42:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=23575"},"modified":"2012-01-11T14:42:00","modified_gmt":"2012-01-11T14:42:00","slug":"emigrar-ou-ficar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/emigrar-ou-ficar\/","title":{"rendered":"Emigrar ou ficar?"},"content":{"rendered":"<p>Olhos na Rua <!--more--> Parece que a mem\u00f3ria e a intelig\u00eancia de muita gente se entorpeceram. Foi um esc\u00e2ndalo, que fez romper vestes, ouvir que a emigra\u00e7\u00e3o podia ser campo aberto para jovens qualificados encontrarem fora, trabalho que n\u00e3o encontram aqui. <\/p>\n<p>Sou do tempo da emigra\u00e7\u00e3o clandestina, dos grandes riscos corridos ao tentar sair do pa\u00eds, das situa\u00e7\u00f5es dolorosas que muitos portugueses enfrentaram para poderem ter o que aqui nunca teriam. Eram muitos deles analfabetos, sem qualifica\u00e7\u00e3o profissional, sem saberem uma palavra da l\u00edngua do pa\u00eds de destino. E a grande maioria venceu, criou condi\u00e7\u00f5es que lhe permitiram uma vida digna, educaram os filhos com garantia de futuro, mudaram o retrato social das nossas terras, deram vida ao pa\u00eds enviando divisas. O mesmo caminho se andou, em s\u00e9culos passados, sem estado social\u2026<\/p>\n<p>Agora, em tempo de liberdade, o Estado tem de resolver tudo, mesmo a pessoas  a quem j\u00e1 deu escola e universidade? Seria bom que houvesse aqui condi\u00e7\u00f5es para todos, mas n\u00e3o h\u00e1. Ningu\u00e9m vive de ilus\u00f5es ou com os p\u00e9s no ar. N\u00e3o ser\u00e1 mal que nos aceitemos como somos, a maneira certa de podermos um dia ser diferentes. E mais dispostos a trabalhar e a fazer pela vida, como fizeram os nossos emigrantes, talvez aprendamos a fazer l\u00e1 fora, sem pejo, o que nos negamos a fazer aqui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Olhos na Rua<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-23575","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23575","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23575"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23575\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23575"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23575"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23575"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}