{"id":236,"date":"2010-01-08T11:09:00","date_gmt":"2010-01-08T11:09:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=236"},"modified":"2010-01-08T11:09:00","modified_gmt":"2010-01-08T11:09:00","slug":"em-2010-a-republica-cem-anos-depois","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/em-2010-a-republica-cem-anos-depois\/","title":{"rendered":"Em 2010, a Rep\u00fablica cem anos depois"},"content":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a <!--more--> Na Mensagem de Ano Novo do Presidente da Rep\u00fablica somos tentados em cair em comisera\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 precisamente um ano, quando falei ao Pa\u00eds, referi que 2009 iria ser um ano muito dif\u00edcil.<\/p>\n<p>Acrescentei, na altura, que receava o agravamento do desemprego e o aumento do risco de pobreza e exclus\u00e3o social.<\/p>\n<p>E disse tamb\u00e9m que Portugal gastava em cada ano muito mais do que aquilo que produzia.<\/p>\n<p>Em nome da verdade, tenho a obriga\u00e7\u00e3o de alertar os Portugueses para a situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil em que o Pa\u00eds se encontra e para os desafios que colectivamente enfrentamos.<\/p>\n<p>Ao longo do \u00faltimo ano, o desemprego subiu acentuadamente, atingindo, no terceiro trimestre, 548 mil pessoas. Quase 20% dos jovens estavam desempregados.<\/p>\n<p>A d\u00edvida do Estado tem vindo a crescer a ritmo acentuado e aproxima-se de um n\u00edvel perigoso.<\/p>\n<p>O endividamento do pa\u00eds ao estrangeiro tem vindo a aumentar de forma muito r\u00e1pida, atingindo j\u00e1 n\u00edveis preocupantes.<\/p>\n<p>Acresce que o tempo das ta-xas de juro baixas n\u00e3o demorar\u00e1 muito a chegar ao fim.<\/p>\n<p>Se o desequil\u00edbrio das nossas contas externas continuar ao ritmo dos \u00faltimos anos, o nosso futuro, o futuro dos nossos filhos, ficar\u00e1 seriamente hipotecado.<\/p>\n<p>Quando gastamos mais do que produzimos, h\u00e1 sempre um momento em que algu\u00e9m tem de pagar a factura.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 tempo de inventarmos desculpas para deixarmos de fazer o que deve ser feito.<\/p>\n<p>Estamos perante uma das encruzilhadas mais decisivas da nossa hist\u00f3ria recente. <\/p>\n<p>Em face da gravidade da situa\u00e7\u00e3o, \u00e9 preciso fazer escolhas, temos de estabelecer com clareza as nossas prioridades.<\/p>\n<p>Os dinheiros p\u00fablicos n\u00e3o chegam para tudo e n\u00e3o nos podemos dar ao luxo de os desperdi\u00e7ar\u201d (sic, com alguns cortes).<\/p>\n<p>Nos finais do s\u00e9culo XIX, existia uma grande crise econ\u00f3mica, pol\u00edtica e social. Portugal estava numa situa\u00e7\u00e3o muito preocupante \u2013 pode ler-se em qualquer almanaque.<\/p>\n<p>No tempo da monarquia, o pa\u00eds estava em crise, o povo estava descontente com os pre\u00e7os dos produtos comerciais e em geral com as fracas condi\u00e7\u00f5es de vida.<\/p>\n<p>As principais f\u00e1bricas do pa\u00eds situavam-se no Porto e em Lisboa, onde trabalhavam oper\u00e1rios, de modo a que o resto da popula\u00e7\u00e3o trabalhava no campo com dif\u00edceis condi\u00e7\u00f5es de vida.<\/p>\n<p>Portugal estava a atravessar uma fase dif\u00edcil e com muitas d\u00edvidas. Por isso teve que pedir dinheiro emprestado ao estrangeiro. Para pagar os juros, o rei aumentou os impostos\u2026 e aumentou o descontentamento tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Em 4 de Janeiro de 1910, segundo o \u201cS\u00e9culo\u201d, teve lugar, no Centro Republicano Rodrigues de Freitas, uma confer\u00eancia dada por Inoc\u00eancio Camacho acerca do recenseamento eleitoral. Advogou o orador que o voto constitu\u00eda \u201ca arma com que todo o cidad\u00e3o pode combater a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica e por meio da qual pode vigiar o destino dado ao patrim\u00f3nio comum e \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o das receitas p\u00fablicas\u201d.<\/p>\n<p>Ou seja, os portugueses cansaram-se e viraram tudo do avesso\u2026 para continuar na mesma! Cem anos depois, aonde cheg\u00e1mos!?<\/p>\n<p>Desportivamente\u2026 <\/p>\n<p>&#8230;pelo desporto!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-236","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/236","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=236"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/236\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=236"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=236"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=236"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}