{"id":23672,"date":"2012-02-22T15:36:00","date_gmt":"2012-02-22T15:36:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=23672"},"modified":"2012-02-22T15:36:00","modified_gmt":"2012-02-22T15:36:00","slug":"afinal-o-que-e-besta-do-apocalipse-com-o-numero-666","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/afinal-o-que-e-besta-do-apocalipse-com-o-numero-666\/","title":{"rendered":"Afinal, o que \u00e9 besta do Apocalipse com o n\u00famero 666?"},"content":{"rendered":"<p>Perguntas &#038; Respostas*<\/p>\n<p>* Sec\u00e7\u00e3o da responsabilidade do ISCRA (Instituto Superior de Ci\u00eancias Religiosas de Aveiro &#8211; www.iscra.pt) <!--more--> \u00abAqui \u00e9 preciso discernimento! Quem \u00e9 inteligente calcule o n\u00famero da besta, pois \u00e9 um n\u00famero de homem: o seu n\u00famero \u00e9 666!\u00bb (Ap 13,18).<\/p>\n<p>O discernimento e a intelig\u00eancia s\u00e3o necess\u00e1rios n\u00e3o apenas para fazer este c\u00e1lculo mas tamb\u00e9m e essencialmente para procurar situar-nos na verdadeira dimens\u00e3o e alcance de cada livro da B\u00edblia, quer do Antigo Testamento, quer do Novo Testamento. No caso do Apocalipse requer-se muito maior aten\u00e7\u00e3o, dado o seu estilo marcadamente simb\u00f3lico. <\/p>\n<p>Um dado indispens\u00e1vel \u00e9 ter presente que o autor do Apocalipse est\u00e1 a falar da hist\u00f3ria concreta dos finais do s\u00e9c. I e nas suas repercuss\u00f5es nas diversas comunidades crist\u00e3s. Ali\u00e1s, toda a literatura de g\u00e9nero liter\u00e1rio apocal\u00edptico \u00e9 sempre uma leitura dos acontecimentos hist\u00f3ricos \u00e0 luz da Palavra de Deus. Exprime uma vis\u00e3o pr\u00f3pria do real, da hist\u00f3ria, da antropologia, da \u00e9tica, da ci\u00eancia. O pessimismo para com o mundo presente, dominado pelo mal, \u00e9 consequ\u00eancia dum dualismo geral entre bem e mal, anjos e dem\u00f3nios, hist\u00f3ria e escatologia, mat\u00e9ria e esp\u00edrito, oprimidos e opressores, c\u00e9u e terra, presente e futuro. Assim o entenderam todas as propostas de solu\u00e7\u00e3o do 666 desde o s\u00e9c. II at\u00e9 aos nossos dias, vendo neste n\u00famero e na besta uma alus\u00e3o a Roma. <\/p>\n<p>Dizer que o n\u00famero 666 \u00e9 \u00abum n\u00famero de homem\u00bb \u00e9 o mesmo que afirmar que ele se refere n\u00e3o ao elemento sat\u00e2nico, mas ao hist\u00f3rico-mundano da besta do mar. <\/p>\n<p>Com a primeira besta, vinda do mar, o autor do livro procura j\u00e1 representar o Imp\u00e9rio Romano. \u00c0 segunda Besta, surgida da terra, o texto refere-se como \u00abo falso profeta\u00bb, que est\u00e1 ao servi\u00e7o da primeira Besta, ou seja, do Imp\u00e9rio Romano. Todos os habitantes da terra s\u00e3o seduzidos pela Besta. Aqueles que n\u00e3o adoram a primeira Besta s\u00e3o os crist\u00e3os, que n\u00e3o obedeciam ao mandato do culto imperial, que implicava adorar o Divus Caesar (= divino C\u00e9sar) e a Dea Roma (= deusa Roma). <\/p>\n<p>Compreendendo que a primeira Besta \u00e9 o Imp\u00e9rio Romano, fica f\u00e1cil entender que a segunda Besta \u00e9 o s\u00edmbolo apocal\u00edptico dum ministro de Roma e que era algu\u00e9m que possu\u00eda autoridade. Podemos pensar, pois, que se trata dum imperador. Um imperador que tinha a miss\u00e3o de assegurar a extens\u00e3o territorial do Imp\u00e9rio, fazendo \u00abcom que a terra e seus habitantes adorem a primeira Besta\u00bb.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos tempos, a interpreta\u00e7\u00e3o do n\u00famero tem, pois, passado duma alus\u00e3o gen\u00e9rica ao imp\u00e9rio romano ou ao seu car\u00e1cter antirreligioso, como defendia S. Irineu, \u00e0 tentativa de encontrar os nomes de quase todos os imperadores romanos do s\u00e9c. I (Cal\u00edgula, Tito, Domiciano, Nerva e, sobretudo, Nero), recorrendo \u00e0 guematria ou numerologia judaica, que \u00e9 o m\u00e9todo hermen\u00eautico de an\u00e1lise das palavras b\u00edblicas somente em hebraico, atribuindo um valor num\u00e9rico definido a cada letra. <\/p>\n<p>Para totalizar 666, h\u00e1 uma grande quantidade de combina\u00e7\u00f5es. A base de onde deve se partir este c\u00e1lculo \u00e9 o facto de que em grego e hebraico as letras do alfabeto t\u00eam valor num\u00e9rico, j\u00e1 que estas l\u00ednguas careciam de numerais. A opini\u00e3o mais aceite entre os exegetas \u00e9 que Jo\u00e3o est\u00e1 referir-se a Nero, j\u00e1 que o seu nome em hebraico \u00e9 NERWN QAISAR (Nero C\u00e9sar). Devemos recordar que na l\u00edngua hebraica n\u00e3o se escrevem vogais entre as consoantes. Assim, NRWN QSR \u2013 N (50) R (200) W (6) N (50) \u2013 Q (100) S (60) R (200) d\u00e1 a soma de 666.<\/p>\n<p>O n\u00famero 6 \u00e9 um n\u00famero usado para representar a imperfei\u00e7\u00e3o, por vir logo atr\u00e1s do 7, que significa a plenitude. O facto de ser repetido tr\u00eas vezes \u00e9 significativo, pois o 3 \u00e9 s\u00edmbolo da perfei\u00e7\u00e3o. Repetir 3 vezes um adjetivo equivale ao m\u00e1ximo superlativo poss\u00edvel: \u00e9 o caso de \u00abSanto, Santo, Santo\u00bb referido a Deus. Portanto, repetindo tr\u00eas vezes o 6 \u2013 666 \u2013 significa tr\u00eas vezes imperfeito, totalmente imperfeito, o contr\u00e1rio de 3 vezes Santo.<\/p>\n<p>J\u00falio Franclim Pacheco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Perguntas &#038; Respostas* * Sec\u00e7\u00e3o da responsabilidade do ISCRA (Instituto Superior de Ci\u00eancias Religiosas de Aveiro &#8211; www.iscra.pt)<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-23672","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23672","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23672"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23672\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23672"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23672"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23672"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}