{"id":23690,"date":"2012-03-01T10:13:00","date_gmt":"2012-03-01T10:13:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=23690"},"modified":"2012-03-01T10:13:00","modified_gmt":"2012-03-01T10:13:00","slug":"quando-a-igreja-fala-da-familia-do-que-e-que-se-esta-a-falar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/quando-a-igreja-fala-da-familia-do-que-e-que-se-esta-a-falar\/","title":{"rendered":"Quando a Igreja fala da fam\u00edlia do que \u00e9 que se est\u00e1 a falar?"},"content":{"rendered":"<p>Matrim\u00f3nio, um caminho a dois <!--more--> A Igreja fala daquele momento original que o primeiro livro da B\u00edblia descreve como \u201co princ\u00edpio\u2026\u201d. Foi nesse princ\u00edpio que Deus criou o ser humano \u00e0 sua imagem e semelhan\u00e7a. E continua o livro: \u201cEle os criou, homem e mulher\u2026\u201d (Gn 1,27). A partir daqui poderemos dizer que a fam\u00edlia humana (formada por um homem e uma mulher) \u00e9 uma unidade harmoniosa onde se conjuga a individualidade de cada um com a sociabilidade de todos. \u00c9, pois, neste \u00e2mbito prim\u00e1rio e natural, inscrito pelo Criador no mais profundo do cora\u00e7\u00e3o de cada homem\/mulher, que os valores da conjugalidade, do amor filial, da solidariedade e da doa\u00e7\u00e3o amorosa e respons\u00e1vel encontram um clima favor\u00e1vel onde se desenvolvem e d\u00e3o frutos. <\/p>\n<p>Tudo isso \u00e9 a fam\u00edlia no seu sentido mais natural: comunidade de amor e de vida que tem em Deus a sua matriz original, o seu autor, quando semeou no cora\u00e7\u00e3o do homem e da mulher esta centelha de amor que os fez entenderem-se como o um do outro: a mulher deste homem e o homem desta mulher\u2026 sentiram-se felizes um ao lado do outro \u201cporque&#8230; osso dos meus ossos e carne da minha carne\u201d  e, por isso, \u201c\u2026o homem deixar\u00e1 o pai  e a m\u00e3e para se unir \u00e0 sua mulher; e os dois ser\u00e3o uma s\u00f3 carne\u201d (Gn 2,23-24). \u00c9 este o momento primeiro da fam\u00edlia a que se seguir\u00e3o muitos outros onde a cumplicidade marcar\u00e1 o ritmo ao som de can\u00e7\u00f5es ou de l\u00e1grimas, encontros e desencontros at\u00e9 que o amor os selar\u00e1 em pacto para toda a vida e para al\u00e9m dela. <\/p>\n<p>Quando a Igreja fala de fam\u00edlia fala deste momento primeiro, base da \u201cciviliza\u00e7\u00e3o do amor\u201d, para recordar o papa Paulo VI, a que se contrap\u00f5e uma outra conce\u00e7\u00e3o a que o beato Jo\u00e3o Paulo II, numa carta dirigida \u00e0s Fam\u00edlias a quando do ano Internacional  da fam\u00edlia (1994),  chama de \u201canticiviliza\u00e7\u00e3o destruidora\u2026\u201d e que concebe a fam\u00edlia como um projeto feito pela m\u00e3o dos homens e, portanto, modific\u00e1vel como se se tratasse do fruto de um consenso social ou do jogo democr\u00e1tico das maiorias parlamentares. <\/p>\n<p>A fam\u00edlia, tal como a Igreja a concebe e c\u00e9lula base da sociedade, \u00e9 a primeira e nunca a segunda.<\/p>\n<p>Na pr\u00f3xima semana: Por que \u00e9 que a Igreja se mete sempre \u2018nestas coisas\u2019 da fam\u00edlia?<\/p>\n<p>Manuel Joaquim Rocha<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Matrim\u00f3nio, um caminho a dois<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-23690","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23690","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23690"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23690\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23690"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23690"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23690"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}