{"id":23698,"date":"2012-03-07T14:50:00","date_gmt":"2012-03-07T14:50:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=23698"},"modified":"2012-03-07T14:50:00","modified_gmt":"2012-03-07T14:50:00","slug":"doutrina-e-experiencia-sao-a-base-do-trabalho-dos-jesuitas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/doutrina-e-experiencia-sao-a-base-do-trabalho-dos-jesuitas\/","title":{"rendered":"&#8220;Doutrina&#8221; e &#8220;experi\u00eancia&#8221; s\u00e3o a base do trabalho dos jesu\u00edtas"},"content":{"rendered":"<p>Pastoral Universit\u00e1ria <!--more--> Os jovens frequentam o centro universit\u00e1rio dos jesu\u00edtas, em Coimbra, porque \u00e9 giro, mas \u201cgiro\u201d n\u00e3o \u00e9 a \u00faltima palavra. Conhecimento e experi\u00eancia de f\u00e9 pessoal \u00e9 que s\u00e3o importantes.<\/p>\n<p>O sucesso dos centros universit\u00e1rios jesu\u00edtas n\u00e3o reside num conjunto de atividades comuns, que n\u00e3o existe, mas em proporcionar uma caminhada pessoal de f\u00e9, caminhada esta feita de \u201cdoutrina e experi\u00eancia\u201d, defendeu o diretor do Centro Universit\u00e1rio Manuel da N\u00f3brega &#8211; Coimbra.<\/p>\n<p>Gon\u00e7alo Castro, padre jesu\u00edta, falava no CUFC (Centro Universit\u00e1rio F\u00e9 e Cultura), na noite de 28 de fevereiro, no \u00e2mbito de um ciclo de confer\u00eancias comemorativo dos 25 anos da institui\u00e7\u00e3o aveirense dedicada \u00e0 pastoral no ensino superior.<\/p>\n<p>O sacerdote explicou que \u201cdoutrina\u201d \u00e9 informa\u00e7\u00e3o, conhecimento, geralmente ministrada em confer\u00eancias, tert\u00falias, cursos. J\u00e1 \u201cexperi\u00eancia\u201d s\u00e3o as atividades mais pr\u00e1ticas, sociais e celebrativas. \u201cCom experi\u00eancia, mas sem informa\u00e7\u00e3o, o jovem n\u00e3o tem raz\u00f5es; com informa\u00e7\u00e3o mas sem experi\u00eancia, n\u00e3o vive o que se anuncia\u201d, rematou. Revelou, por outro lado, que nos centros jesu\u00edtas n\u00e3o s\u00e3o os padres que v\u00e3o ao encontro dos universit\u00e1rios, mas s\u00e3o os pr\u00f3prios estudantes, animadores, que v\u00e3o ao encontro dos outros universit\u00e1rios. \u201cUsamos os jovens para chamar os jovens. Se eles v\u00eam e encontram o padre a servir bebidas no bar, \u00e9 para que perguntem: \u00abMais que mais faz ele?\u00bb. V\u00eam por que \u00e9 giro. Mas \u00abgiro\u00bb n\u00e3o \u00e9 a \u00faltima palavra\u201d. No fundo, disse, \u201cs\u00e3o os jovens que nos procuram: porque temos hist\u00f3ria\u201d e porque \u201cencontram no CUMN uma segunda casa\u201d.<\/p>\n<p>Eos professores?<\/p>\n<p>Contudo, respondendo a uma pergunta do moderador o professor Carlos Borrego, que lembrou que o Centro Universit\u00e1rio aveirense come\u00e7ou por apostar numa pastoral dirigida aos professores, notou que os centros jesu\u00edtas, ou pelo menos o de Coimbra, t\u00eam essa lacuna. N\u00e3o conseguem chegar a muitos professores. \u201cS\u00e3o os professores que formam os alunos. Muito do impacto vem da\u00ed. Mas n\u00e3o temos muitas respostas quando promovemos iniciativas destinadas aos professores, mesmo as que n\u00e3o ocupam muito tempo\u201d, afirmou P.e Gon\u00e7alo Castro.<\/p>\n<p>Noutro sentido, sem pretender ser antrop\u00f3logo ou soci\u00f3logo, o P.e Gon\u00e7alo Castro apontou uma diferen\u00e7a entre os jovens de hoje e os de h\u00e1 uns anos. Numa recente Queima das Fitas conimbricense, \u201cduas semanas que n\u00e3o existem, ou melhor existem para a cerveja e os concertos do parque\u201d, um jovem cat\u00f3lico contou com orgulho os seus excessos et\u00edlicos, ao ponto de ter perdido o telem\u00f3vel. \u201cO sr. padre nunca cometeu excessos?\u201d, perguntou o jovem, que \u201cat\u00e9 \u00e9 de ir \u00e0 missa\u201d. \u201cCometi\u201d, respondeu o padre, \u201cmas n\u00e3o me orgulho disso\u201d. Uma gera\u00e7\u00e3o sem vergonha do erro?<\/p>\n<p>Poucos, mas diferentes<\/p>\n<p>De acordo com o sacerdote jesu\u00edta, \u201cser cat\u00f3lico, hoje, \u00e9 ser um no meio de muitos; por vezes, um contra muitos, um diferente dos outros\u201d. \u00c9 que \u201co universo dos que s\u00e3o batizados ainda \u00e9 grande, mas \u00e9 sabido que ser batizado n\u00e3o significa ser comprometido com a f\u00e9\u201d. \u201cSomos poucos\u201d, disse, \u201cmas nessa minoria nasce o sentimento de orgulho de pertencer a uma realidade diferente\u201d. Nesta linha, notou que em alguns meios \u2013 Lisboa foi o caso referido \u2013 a tend\u00eancia \u00e9 para que a minoria se torne mais vis\u00edvel atrav\u00e9s de iniciativas tradicionais e revivalistas. Deu como exemplo a adora\u00e7\u00e3o do Sant\u00edssimo, a\u00e7\u00e3o que o CUMN n\u00e3o promove. Mas acrescentou uma outra inovadora: Missas com arte. Uma vez por semana, \u00e0 quinta-feira, a homilia da missa \u00e9 feita com a explica\u00e7\u00e3o de uma grande obra de arte, um quadro, um trecho de uma \u00f3pera, um romance.<\/p>\n<p>Tr\u00eas notas finais. Gon\u00e7alo Castro desconfia das celebra\u00e7\u00f5es de massas, nomeadamente a b\u00ean\u00e7\u00e3o das pastas, ficando de algum modo admirado por em Aveiro chamar-se \u201cb\u00ean\u00e7\u00e3o dos finalistas\u201d. Adiantou que os jesu\u00edtas n\u00e3o t\u00eam uma pastoral vocacional espec\u00edfica, pois a quest\u00e3o da voca\u00e7\u00e3o \u00e9 posta em todos os \u00e2mbitos. E sublinhou que se outras espiritualidades real\u00e7am mais aspetos como a dimens\u00e3o familiar, comunit\u00e1ria ou \u201cmais de partilha\u201d do cristianismo, os jesu\u00edtas est\u00e3o mais apostados em \u201cproporcionar a experi\u00eancia de f\u00e9 pessoal\u201d, come\u00e7ando n\u00e3o pelas pontas, como poderia ser, por exemplo, uma discuss\u00e3o sobre o dogma da infalibilidade papal, mas pelo centro, que \u00e9 Jesus Cristo.<\/p>\n<p>J.P.F.<\/p>\n<p>Pr\u00f3xima confer\u00eancia na ter\u00e7a-feira<\/p>\n<p>Na ter\u00e7a-feira, 13 de mar\u00e7o, estar\u00e3o no CUFC, para continuar o ciclo sobre pastoral universit\u00e1ria, P.e Nuno Santos, do Instituto Justi\u00e7a e Paz de Coimbra, e P.e Ant\u00f3nio Bacelar, do Secretariado Diocesano da Pastoral Universit\u00e1ria do Porto. Modera D. Ant\u00f3nio Francisco, Bispo de Aveiro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pastoral Universit\u00e1ria<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[70],"tags":[],"class_list":["post-23698","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-diocese"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23698","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23698"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23698\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23698"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23698"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23698"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}