{"id":23822,"date":"2012-06-14T10:44:00","date_gmt":"2012-06-14T10:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=23822"},"modified":"2012-06-14T10:44:00","modified_gmt":"2012-06-14T10:44:00","slug":"jogar-como-nunca-perder-como-sempre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/jogar-como-nunca-perder-como-sempre\/","title":{"rendered":"Jogar como nunca, perder  como sempre"},"content":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a <!--more--> Em pleno Europeu de futebol (Pol\u00f3nia\/Ucr\u00e2nia 2012) a express\u00e3o do selecionador da equipa nacional de Portugal, ap\u00f3s a derrota com a Alemanha, por 1-0, resume um certo estado de esp\u00edrito que poderia ser de um cl\u00e1ssico, dos anais da humanidade, por exemplo a Batalha da Floresta de Teutoburgo, tamb\u00e9m chamada de Desastre de Varo, em que, durante o outono de 9 d. C., perto de Bramsche, uma alian\u00e7a de tribos germ\u00e2nicas chefiada por Arm\u00ednio, da tribo dos queruscos, emboscou e dizimou tr\u00eas legi\u00f5es romanas, lideradas por P\u00fablio Quint\u00edlio Varo, que o consideravam at\u00e9 ent\u00e3o como aliado. Em consequ\u00eancia da batalha estabeleceu-se o Rio Reno como fronteira do Imp\u00e9rio Romano pelos s\u00e9culos seguintes, fato que foi estabelecendo um distanciamento entre as culturas romanas e germ\u00e2nica e o decl\u00ednio da influ\u00eancia romana no Ocidente.<\/p>\n<p>Foi assim no passado e continuar\u00e1 a perdurar. At\u00e9 quando?!<\/p>\n<p>Agora os Germanos tamb\u00e9m dominam a Banca. Outra batalha para ser travada.<\/p>\n<p>A Espanha, aparentemente, consegue resultados mais favor\u00e1veis (tem uma extens\u00e3o maior?!). Os povos do sul, os mais pobres, tamb\u00e9m nos ex\u00e9rcitos de outrora como agora, a base da sua sustentabilidade e recrutamento \u00e9 entre os mais pobres, t\u00eam de procurar outras formas de renegociar. Continuam a trabalhar, a lutar como nunca e a perder como sempre!<\/p>\n<p>Em vez de fomentar o desenvolvimento sustent\u00e1vel das capacidades dos europeus para romper com a crise, h\u00e1 como que uma esp\u00e9cie de aura que eterniza muitos com pouco ou nada, com toda a certeza para garantir que muito fique para poucos!<\/p>\n<p>Veja-se nos campos, onde verdadeiramente \u00e9 jogado o futuro das pessoas:<\/p>\n<p>Os bancos est\u00e3o a apertar cada vez mais a torneira do cr\u00e9dito \u00e0 economia. Em abril, as institui\u00e7\u00f5es financeiras emprestaram apenas 4,3 mil milh\u00f5es de euros, menos 604 milh\u00f5es de euros, ou menos 12,3% que no mesmo m\u00eas do ano passado, revelam dados do Banco de Portugal, conhecidos esta segunda-feira.<\/p>\n<p>Quando comparado com o m\u00eas anterior, o financiamento \u00e0 economia encolheu 1,48 mil milh\u00f5es, ou 25,6%.<\/p>\n<p>As empresas absorveram mais de 86% do cr\u00e9dito concedido, o equivalente a 3,76 mil milh\u00f5es de euros. Mesmo assim, s\u00f3 os grandes empr\u00e9stimos \u00e0s empresas (mais de um milh\u00e3o de euros) aumentaram 5% face ao hom\u00f3logo, para 2,24 mil milh\u00f5es de euros.<\/p>\n<p>J\u00e1 os empr\u00e9stimos \u00e0s pequenas e m\u00e9dias empresas (PME) ca\u00edram 12,69% para 1,52 mil milh\u00f5es de euros.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m o cr\u00e9dito concedido \u00e0s fam\u00edlias caiu e representa agora apenas 13% do total. Uma das maiores quebras registadas no cr\u00e9dito a particulares foi na habita\u00e7\u00e3o: apenas 156 milh\u00f5es, ou seja, menos 67% que no hom\u00f3logo e menos 17% que em Mar\u00e7o.<\/p>\n<p>O cr\u00e9dito ao consumo tamb\u00e9m baixou 38% para 149 milh\u00f5es de euros, tal como os empr\u00e9stimos para outros fins: menos 23% para 258 milh\u00f5es de euros.<\/p>\n<p>Estes bancos est\u00e3o loucos!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-23822","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23822","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23822"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23822\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23822"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23822"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23822"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}