{"id":23825,"date":"2012-06-14T10:46:00","date_gmt":"2012-06-14T10:46:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=23825"},"modified":"2012-06-14T10:46:00","modified_gmt":"2012-06-14T10:46:00","slug":"a-maca-e-as-viagens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-maca-e-as-viagens\/","title":{"rendered":"A ma\u00e7\u00e3 e as viagens"},"content":{"rendered":"<p>Educa\u00e7\u00e3o e Ambiente <!--more--> H\u00e1 dias entrei numa mercearia de bairro para comprar algumas pe\u00e7as de fruta. Aquela zona da cidade n\u00e3o me era familiar, mas a mercearia tinha um ar convidativo. Tamb\u00e9m a conversa que se seguiu, com os propriet\u00e1rios, um casal de meia idade, foi interessante e convidativa. Sobretudo, \u00e0 reflex\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8211; Estas ma\u00e7\u00e3s s\u00e3o portuguesas?, perguntei.<\/p>\n<p>&#8211; Sim, s\u00e3o, repondeu o Sr. Ant\u00f3nio. E, em seguida, retira um exemplar da caixa e explica:<\/p>\n<p>&#8211; Estas aqui s\u00e3o nacionais. Mas v\u00eam do frigor\u00edfico.<\/p>\n<p>Seguidamente, aponta para a caixa na prateleira de cima e acrescenta:<\/p>\n<p>&#8211; Estas v\u00eam de Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>E, indicando outra caixa:<\/p>\n<p>&#8211; Tamb\u00e9m h\u00e1 outras que v\u00eam da China.<\/p>\n<p>Eu expliquei que preferia ma\u00e7\u00e3s nacionais e escolhi algumas para levar. Entretanto, junta-se \u00e0 conversa a esposa do Sr. Ant\u00f3nio:<\/p>\n<p>&#8211; Tamb\u00e9m temos aqui Pera Rocha. Esta \u00e9 nacional. S\u00f3 h\u00e1 c\u00e1 em Portugal. Estas s\u00e3o muito boas. Mas tamb\u00e9m \u201c\u00e9\u201d de frigor\u00edfico.<\/p>\n<p>A conversa estendeu-se ent\u00e3o a macieiras, pomares, frigor\u00edficos, morangos, estufas, peras, meloas, p\u00eassegos, fruta da \u00e9poca e&#8230; fruta \u201cde frigor\u00edfico\u201d.<\/p>\n<p>&#8211; \u00c9 que aqui em Portugal s\u00f3 h\u00e1 ma\u00e7\u00e3s uma vez por ano. Por isso, as ma\u00e7\u00e3s s\u00e3o apanhadas e depois guardadas em c\u00e2maras frigor\u00edficas, num ambiente controlado, explica o Sr. Ant\u00f3nio. E acrescenta:<\/p>\n<p>&#8211; Isso quer dizer que essas ma\u00e7\u00e3s a\u00ed estiveram dez meses no frigor\u00edfico. Agora s\u00f3 l\u00e1 para Setembro \u00e9 que voltamos a ter ma\u00e7\u00e3s \u201cno tempo delas\u201d. S\u00f3 h\u00e1 um tipo de ma\u00e7\u00e3s que n\u00e3o aguenta frigor\u00edfico: a Bravo de Esmolfe.<\/p>\n<p>Esta conversa fez-me recordar a resposta de um rapaz de oito anos, quando lhe perguntaram o que ele achava ser a sustentabilidade. Respondeu: \u201cSignifica que estamos a poupar naquilo que devemos.\u201d<\/p>\n<p>Fez-me tamb\u00e9m recordar uma not\u00edcia que relata a decis\u00e3o de um adolescente indiano, Jadav \u201cMolai\u201d Payeng, em 1979, de plantar uma floresta. Semente a semente, sozinho. Hoje a floresta tem 1360 acres e Payang, 47 anos. E recorda: \u201cNa altura ningu\u00e9m quis saber. Por isso, fiz tudo sozinho\u201d.<\/p>\n<p>Talvez nem todos possamos plantar uma floresta, mas&#8230; no que diz respeito a procurar mais informa\u00e7\u00e3o sobre o que consumimos e \u00e0s escolhas que fazemos no supermercado ou mercearia, tal n\u00e3o ser\u00e1 algo inalcan\u00e7\u00e1vel.<\/p>\n<p>Aproveitando a \u201conda\u201d do Dia do Ambiente comemorado no passado dia 5, porque n\u00e3o pensar ainda mais a s\u00e9rio em apoiar o consumo de produtos da \u00e9poca, e nacionais?<\/p>\n<p>Aprender a fazer perguntas<\/p>\n<p>Uma sugest\u00e3o de leitura sobre aprender a fazer perguntas e procurar respostas sobre o mundo \u00e0 nossa volta: \u201cMr. Finney e o mundo de pernas para o ar\u201d, de Laurentien van Oranje e Sieb Posthuma, da Esfera do Caos Editores. Livro para crian\u00e7as e adultos, lan\u00e7ado em Portugal no passado m\u00eas de Abril, com o apoio da Funda\u00e7\u00e3o Calouste Gulbenkian .<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Educa\u00e7\u00e3o e Ambiente<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-23825","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23825","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23825"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23825\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23825"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23825"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23825"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}