{"id":23875,"date":"2012-06-28T10:45:00","date_gmt":"2012-06-28T10:45:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=23875"},"modified":"2012-06-28T10:45:00","modified_gmt":"2012-06-28T10:45:00","slug":"terceiro-tempo-orar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/terceiro-tempo-orar\/","title":{"rendered":"Terceiro tempo: orar"},"content":{"rendered":"<p>Lectio Divina &#8211; 5 <!--more--> A ora\u00e7\u00e3o resulta como a nossa resposta ao Deus que me falou e me interpelou. Somos convocados pela Palavra e ouvintes da Palavra, a resposta \u00e0 Palavra \u00e9 feita no amor e na obedi\u00eancia ao seu projeto na nossa vida. Deus fala-nos da Sua Promessa, da Sua fidelidade e do Seu amor, a nossa resposta neste di\u00e1logo tido com Deus vai cheia dos nossos sonhos e esperan\u00e7as, mas tamb\u00e9m das nossas expetativas, ang\u00fastias e falhan\u00e7os. Colocarmo-nos neste tempo da leitura orante da B\u00edblia \u00e9 perguntarmo-nos agora \u201co que \u00e9 que o texto em faz dizer a Deus?\u201d. Se quisermos, Maria pode ser exemplo deste tempo, sabendo acolher no seu cora\u00e7\u00e3o o an\u00fancio do anjo na Palavra que Deus lhe dirige, o Magnificat resulta como uma ora\u00e7\u00e3o de louvor, respondendo \u00e0s maravilhas contempladas. <\/p>\n<p>Este tempo de ora\u00e7\u00e3o, como se percebe, deve nascer da nossa medita\u00e7\u00e3o anteriormente feita, e n\u00e3o apenas de uma pura racionaliza\u00e7\u00e3o da nossa vida. Deus fala-nos naquela palavra lida e meditada, e eu respondo-lhe com o cora\u00e7\u00e3o com os sentimentos e afetos que a Palavra produziu em mim. A minha ora\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ent\u00e3o ser de a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as, de louvor, de s\u00faplica ou peti\u00e7\u00e3o\u2026, mas ser\u00e1 sempre manifesta\u00e7\u00e3o da minha vida e das interpela\u00e7\u00f5es que Deus produz nela e naquele momento. Posso aproveitar uma frase da Palavra lida e repeti-la, neste momento ou ao longo do dia, assim como apoiar-me num salmo, numa ora\u00e7\u00e3o que posso escrever no momento ou de algu\u00e9m que me ajude tamb\u00e9m a rezar. O importante \u00e9 que este momento resulte do meu itiner\u00e1rio de vida e me fa\u00e7a encontrar com verdade com o pr\u00f3prio Deus. <\/p>\n<p>Na ora\u00e7\u00e3o que resulta da leitura orante da palavra \u00e9 importante ultrapassar dois perigos: da ora\u00e7\u00e3o meramente \u2018espiritualista\u2019 e da ora\u00e7\u00e3o meramente \u2018ativa\u2019. <\/p>\n<p>Os mais pr\u00f3ximos de tend\u00eancias espiritualistas rezam muito, mas correm o perigo de n\u00e3o ter uma vis\u00e3o cr\u00edtica sobre a pr\u00f3pria vida e a vida da comunidade e do mundo; manifestam dificuldade de entrar no texto e no seu contexto e depressa tiram conclus\u00f5es pessoais e morais e da\u00ed resulta uma ora\u00e7\u00e3o demasiado individualista e de tend\u00eancia fundamentalista. <\/p>\n<p>Os mais pr\u00f3ximos de uma tend\u00eancia mais ativa ou militante, muitas vezes fazem uma boa abordagem do texto b\u00edblico e de perspicaz tend\u00eancia cr\u00edtica at\u00e9 na aplica\u00e7\u00e3o e partilha comunit\u00e1ria, mas por vezes falham na perseveran\u00e7a e na f\u00e9, querendo muitas vezes saltar imediatamente para conclus\u00f5es sociais e pessoais e de interven\u00e7\u00e3o no mundo, desvalorizando, por exemplo, longos tempos de ora\u00e7\u00e3o sem resultado imediato. <\/p>\n<p>Vamo-nos situando nestes perigos, por personalidade e por tend\u00eancia espiritual, sabendo que a ora\u00e7\u00e3o que resulta desta leitura orante reflete tamb\u00e9m o itiner\u00e1rio espiritual de cada um. O importante \u00e9 a procura de um justo equil\u00edbrio respeitando a verdade do texto, os meus sentimentos e afetos, aquilo que sou capaz de estudar e meditar, sabendo que o Senhor interpela-me sempre em cada leitura e me faz contemplar tantas realidades na minha vida. <\/p>\n<p>Jo\u00e3o Alves<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lectio Divina &#8211; 5<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[52],"tags":[],"class_list":["post-23875","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espiritualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23875","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23875"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23875\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23875"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23875"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23875"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}