{"id":23891,"date":"2012-07-04T16:05:00","date_gmt":"2012-07-04T16:05:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=23891"},"modified":"2012-07-04T16:05:00","modified_gmt":"2012-07-04T16:05:00","slug":"falar-do-que-se-sabe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/falar-do-que-se-sabe\/","title":{"rendered":"Falar do que se sabe"},"content":{"rendered":"<p>OCT\u00c1VIO CARMO<\/p>\n<p>Jornalista da Ag\u00eancia Ecclesia<\/p>\n<p>Um mundo em constante muta\u00e7\u00e3o, que gira a elevadas rota\u00e7\u00f5es, tem vindo a fazer cada vez mais do conte\u00fado informativo uma forma de entretenimento passageiro, para ir preenchendo o tempo nos intervalos das coisas verdadeiramente importantes que cada um tem para fazer nos seus dias. Muitos querem saber mas, segundos depois, poucos s\u00e3o os que se lembram.<\/p>\n<p>As pr\u00f3prias op\u00e7\u00f5es editoriais s\u00e3o condicionadas por este novo mundo, em que o jornalista desiste do seu papel de mediador e oferece \u00e0s \u2018audi\u00eancias\u2019 a decis\u00e3o sobre o que deve publicar, sobre os temas que deve investigar e sobre as mat\u00e9rias a privilegiar.<\/p>\n<p>A press\u00e3o, reconhe\u00e7a-se, \u00e9 enorme: h\u00e1 uma obriga\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica para n\u00e3o se deixar passar em claro nada do que \u00e9 publicado e oferecido \u00e0s pessoas, sob pena de, supostamente, se perderem leitores, ouvintes, espetadores ou, como muitos os veem, clientes. Os resultados finais s\u00e3o cada vez mais parecidos, retirando espa\u00e7o \u00e0s marcas que tornavam \u00fanicos \u2013 identific\u00e1veis, diria \u2013 os diferentes meios de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Neste quadro, vemos que a op\u00e7\u00e3o por n\u00e3o publicar not\u00edcias exige tanta ou mais coragem do que a decis\u00e3o de as publicar \u2013 a rea\u00e7\u00e3o de propriet\u00e1rios, diretores, editores e mesmo leitores \u00e9 habitualmente r\u00e1pida e impiedosa.<\/p>\n<p>A verdade, contudo, \u00e9 que o atual estado de coisas leva muita gente a escrever e a falar sobre o que n\u00e3o sabe. Publica-se, sem qualquer investiga\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria, o que o Vaticano diz e faz, por exemplo, com uma certeza que em momento algum \u00e9 sequer questionada.<\/p>\n<p>N\u00e3o sei quanto tempo mais vai durar a saga do \u2018Vatileaks\u2019, mas espero que a novela acabe depressa. Admito, por outro lado, que a resposta a esta situa\u00e7\u00e3o por parte dos respons\u00e1veis da Igreja Cat\u00f3lica nem sempre seja a mais adequada, com uma \u2018diaboliza\u00e7\u00e3o\u2019 do jornalismo que abre guerras e alimenta preconceitos, tornando mais dif\u00edcil a miss\u00e3o de quem procura tra\u00e7ar um quadro n\u00edtido e honesto das situa\u00e7\u00f5es. Mesmo quando se assumem posi\u00e7\u00f5es em defesa do Papa e dos seus colaboradores, \u00e9 preciso saber do que se fala.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>OCT\u00c1VIO CARMO Jornalista da Ag\u00eancia Ecclesia Um mundo em constante muta\u00e7\u00e3o, que gira a elevadas rota\u00e7\u00f5es, tem vindo a fazer cada vez mais do conte\u00fado informativo uma forma de entretenimento passageiro, para ir preenchendo o tempo nos intervalos das coisas verdadeiramente importantes que cada um tem para fazer nos seus dias. Muitos querem saber mas, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-23891","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23891","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23891"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23891\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23891"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23891"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23891"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}